Qualidades para evitar em um parceiro

Se perguntarmos a uma pessoa para listar todas as qualidades que ela quer em um parceiro, existe a possibilidade da lista não ter fim. Devido à nossa natureza muito exigente, é difícil colocar um fim à lista de desejos. Não existe lógica em se apaixonar. Pode acontecer em qualquer lugar, qualquer momento e em quaisquer … 15 regras que você precisa seguir para ser um bom parceiro. Se você realmente deseja ser um bom namorado / namorada ou um bom marido / esposa, pergunte-se se você mesmo segue estas 12 regras. Às vezes, na sua determinação de escolher as falhas do seu parceiro, você pode estar observando algumas imperfeições gritantes em si mesmo! 4. Focar mais nas qualidades do que nos defeitos do outro. O mais comum é que no começo da relação nós vejamos apenas as qualidades do outro.Infelizmente ou felizmente, isso muda com o passar do tempo. Algumas pessoas vão até o outro extremo e, com o passar dos meses, começam a focar somente nos defeitos do outro. Para amar melhor nosso parceiro deveríamos tentar evitar que isso ocorra. Home » Blog » Qualidades que devemos procurar e evitar em um sugar baby Se você está procurando seu bebê ideal para o açúcar ou deseja melhorar como bebê mais doce, . existem certas qualidades que podem mudar sua vida para melhor e outras qualidades que podem não ser boas para um bebê mais doce. Embora já saibamos que existem vários tipos de bebês com açúcar neste post, queremos ... Essas pessoas sempre usam roupas largas para que nenhuma curva seja marcada. A grande maioria usa apenas cores escuras para evitar chamar a atenção. E fazer sexo com luz acesa, estando nu, é uma ideia impossível de realizar. É verdade que a imagem está agindo como um impedimento para que outros se aproximem, mas não pelo corpo em si. Seja um parceiro . Live chat. FBS corretora. Dicas de Trading. 8 qualidades de um trader de sucesso. 8 qualidades de um trader de sucesso. 2020-06-18 • Atualizado. Muitos traders supõem que uma estratégia rentável certamente lhes levará ao sucesso. ... Um gerente ligará para você em breve. Em outras palavras, um relacionamento é direcionado a um objetivo, há planos, uma projeção para o futuro em que vocês compartilham sonhos, responsabilidades e esforços. No entanto, se o seu parceiro não sabe o que quer, esse projeto simplesmente não existe.

More about Belarus color "revolution"

2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.04.04 12:04 brewingwally Q&A Interview with the DEVS - DRLUPO (Translated PT-BR)

Hey peeps,
I haven't seen one in English yet but I was aiming to have a translated (summarized) transcript of the interview that happened last night on DrLupo's channel on twitch. My goal was to spread that information to the Brazilian community since I know this is, most likely, going to be huge in Brazil and in the world - to be honest.
For reference, the VOD link: https://www.twitch.tv/videos/582471212?t=06h52m10s
All in all, you will find the transcript below. It is not word for word but I believe it is a good concise version of the interview.

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Galera BR,
Resolvi postar o transcript dessa entrevista com os DEVs que aconteceu no canal do DrLupo ontem à noite. Não é uma tradução de palavra por palavra porém algo mais resumido. Espero que esteja claro e minha tradução foi bem mais resumida mesmo até porque foi uma conversa bem informal. Caso tenha interesse, o link está aí acima.

Terminei tudo por volta das 5 da matina então me desculpem por erros de português. Vou dar uma olhada assim que puder e arrumar os errinhos bobos.

O intuito conforme dito acima é disseminar informação. Tem muita pergunta boa e respostas boas que confirmam muita coisa. Eu to numa hype danada pra esse game e creio que muita gente esteja no mesmo barco. Pronto. Vamos à elas.

1) Quanto tempo eles pretendem ter o closed beta para valorant e no dia 7 de Abril, quantas keys ou accesso serão disponibilizados para players?
Não temos um número exato, porém nós estamos lançando o game no verão. No dia 7 iremos começar a deixar mais jogadores entrarem no closed beta. Não temos um número certo, porém será mais do que o dobro de hoje (25k segundo a internet).
Após o dia 7 de Abril, eles vão continuar liberando acesso dias após para aumentar o número de jogadores na closed beta.
2) Qual é o modelo financeiro sendo que o game é free to play? Como que a RIOT vai fazer $$$?
O plano de monetização vai ser parecido com o que é implementado em League of Legends, basicamente no escopo de comésticos. O plano que eles tem envolve ter um passe de batalha.
* No pay to win* RNG Loot boxes não estarão no game.
3) Quais seus planos para Ranqueadas?
Também chamado de "Ratings", não estará disponível no dia 1 quando o closed beta for lançando. Estará disponível um pouco mais adiante porque eles querem que os jogadores foquem em aprender o game sem a pressão de ranqueadas.
4) Qual é o processo de matchmaking?
Tanto para casuais ou ranqueadas, jogadores poderão criar grupos de até 5 pessoas e procurar partidas da mesma forma.
5) DrLupo - "Então se eu procurar partidas sozinho, terei chances de encontrar partidas contra um grupo fechado de 5 pessoas?" ?
Sim. Porém existem alguns detalhes do processo por trás do panos para melhorar a experiência dos jogadores e ajudar a balancear as partidas.
6) As Ranqueadas são baseadas em algum processo que jogadores já conhecem ou foi algo novo criado do 0?
Um pouco dos dois. Algumas coisas foram tiradas do League of Legends e outras foram adaptadas ou criadas para esse game em específico.
7) Número de Mapas quando for lançado?
4 Mapas.Eles querem focar em menos mapas porém de qualidade. Não querem ter 20 onde os jogadores odeiam 17.
8) Número de agentes?
10 quando o closed beta for lançado. Eles não tem um número certo para o lançamento ainda.
9) Vai rolar open beta?
Dificilmente. Querem explorar apenas o closed beta.
10) Data de lançamento para o game? ou continuamos com o lançamento no verão?
Continuam com a previsão de lançamento no verão mesmo com as circunstâncias negativas do momento.
11) O game tem aim assist?
Não.
12) Vocês tem planos para dar suporte a jogadores com controles?
Existe um suporte básico, porém nada além disso.
13) Planos para consoles?
Estão extremamente focados no PC. Estão prototipando para ver se é possível porém eles não querem lançar algo em outras plataformas onde acham que a estratégia competitiva pode sofrer consequências. Eles vão continuar explorando para ver se é possível no futuro.
14) Planos para MacOS?
Sem planos para MacOs. O foco é só PC.
15) Como que o backend funciona? Network supersampling e o tick do servidor?
(Houve uma explicação de como isso tudo funciona)
Resumo:
- Tick do servidor vai ser 128.
- Se alguém está com problemas de conexão, o servidor deles vai tentar prever aonde esse jogador vai estar sem dar a sensação de que o jogador está desaparecendo na sua tela e reaparecendo em outro lugar.
- Segundo eles, a sincronização entre o game cliente e o servidor vai ser quase idêntico. Isso significa que quando o jogador der um tiro, raramente terão a sensação de que o tiro não foi registrado. Exemplo: você claramente acertou o tiro no boneco, mas nada aconteceu porque o servidor ignorou o registro.
16) Já fizeram testes globais de conexão?
Já fizeram testes em muitas áreas e problemas sempre irão existir. O problemas que já foram detectados, já foram resolvidos. Esperam poder testar mais e mais áreas durante o closed beta para testar se o que construíram está funcionando corretamente.
17) Planos para a expansão de servidores para evitar latência?
Eles querem primeiro entender o porque existe a latência e tentar resolver da melhor forma possível. Sim, expansão está nos planos.
18) Regiões? América Latina? E outras regiões?
O plano sempre foi lançar o game no verão na escala global. Vão continuar a introduzir mais regiões nos próximos meses. No closed beta, eles gostariam de testar mais regiões porém, com com a pandemia do CODIV-19 no planeta, os planos estão sendo adiados porque dependem de seus parceiros para ajudar a montar a infraestrutura.
19) o matchmaking de jogos causais também são baseados em skills?
Sim!
20) ANTI-CHEAT e o sistema chamado Fog of War?
Resumo: Tem um time dedicado para montar um sistema para conter os hackers e o sistema chamado fog of war, basicamente esconde as informações de outros jogadores no seu game cliente até que eles estejam perto o suficiente, impossibilitando ou dificultando bastante o uso de wallhacks por exemplo.
21) Planos para novos agentes, mapas, e armas?
Sim, temos para agentes e mapas. Para armas, não por enquanto a menos que exista alguma oportunidade durante o lançamento.
22) Ainda sobre anti-cheat, qual que é a política de assédio no game? Existe alguma maneira de reportar jogadores? Vocês tem explorado bans por hardware também?
Estão explorando bans por hardware e estão levando super a sério os bans nos hackers para manter a integridade competitiva no game. Assédios serão levados a sério e existe um sistema in-game. O grande foco é impedir que jogadores quebrem ou perturbem o game dos outros.
23) existe alguma opção parar impedir de jogar com o mesmo jogador várias vezes? Existe alguma função para bloquear de jogar com certos jogadores?
Vão explorar mais a frente. Resposta não tão clara. A respeito de game com hackers, assim que for detectado pela RIOT, o game vai parar. O hacker vai sofrer as consequências e a partida não vai contar.
24) Ajuste de FOV?
Todos estarão na mesma escala que vai ser 103. O intuito, de novo, é focar no competitivo e existe uma certa vantagem em poder ajustar o FOV do seu game client.
25) Suporte para Resoluções? Ultra wide? 4:3? 16:10?
Não vai ter suporte para 4:3 esticado ou stretched. 16:9 e 16:10 ta incluso. A razão por não dar suporte a resoluções esticadas são as mesmas usadas no FOV. Para não esticar os pixels na tela e dar uma vantagem a jogadores.
26) Planos para modo de espectador? Ou modo replay?
Sim, eles tem planos para ter um modo espectador quando o game for lançado e querem explorar a funcionalidade de Replay só depois do lançamento.
27) Planos para modo criativo como em Fortnite? Surfing e outros? Vai ter uma lista de servers?
Não existe lista de servers. Tudo vai rodar nos servidores de RIOT. Não existe planos para modo criativo ou etc no momento.
28) Suporte para daltônicos?
Sim, a funcionalidade já está presente.
29) Existe algum suporte para jogadores cegos? Visualização de som?
Estão explorando formas de ajudar jogadores a entender os sons dentro do game. Algumas coisas são bastante visuais.
30) streamer mode? Escondendo seu nome e de outros jogadores?
Estão explorando mas ainda não sabem quando estará pronto.
31) E jogadores que quitaram no meio do jogo? Ou perto do final?
Estão testando algumas funcionalidades já. Por exemplo, quando detectarem um jogador está afk ou outra que se desconectou, como eles vão garantir que o time dessa pessoa que saiu vai conseguir continuar com o game de uma forma sustentável? Para achar a melhor forma, vão precisar de feedback da comunidade.
Pessoas que saírem vão receber uma penalidade.
32) Certamente existe um grupo de crianças que irá tentar derrubar os servidores no dia do lançamento? A RIOT está preparada pra isso?
Sim. Se prepararam da melhor forma possível. Em adição, estão levando consigo a experiência adquirida em 10 anos de League of Legends.
33) Existirá alguma variação entre sensibilidade do mouse em vertical ou horizontal?
Por agora, só existe um ajuste global para ambos. Porém, estão dispostos a viabilizar dependendo da reação da comunidade do game.
34) Base de dados da RIOT. Existirá alguma API pra facilitar o job de alguns sites na coleção de estatísticas e etc?
O time da RIOT está trabalhando duro para fazer isso acontecer. Ainda não tem uma data específica, porém esperam estar pronto durante o lançamento.
35) Quais são os planos da RIOT para a frequência de atualizações do game?
Ainda não tem um plano certo, porém sabem que querem lançar dois tipos de updates: hotfixes e updates de balanceamento. Os planos são para faze-los frequentemente.
36) Planos para mudar a posição das armas no seu agente? Por exemplo, altera a visão para a mão esquerda?
Estão olhando por enquanto. Não foi algo que foi construído desde o início, porém viram que jogadores tinha uma preferência depois de um tempo. Não sabem se estará presente durante o lançamento ainda.
37) Planos para desabilitar quando a arma reflete o movimento do jogador (indo pra cima e pra baixo o tempo todo) ? (Por exemplo: o movimento da cabeça do seu herói no Apex legends)
Vão conversar entre si pra viabilizar a funcionalidade.
38) Quando você está mirando com a sniper, um pontinho vermelho aparece no centro da mira e desaparece quando você se move? Existe alguma maneira de trocar essa funcionalidade entre si? Quando você se move, o pontinho vermelho aparece e quando você para desparece?
Certamente podem dar uma olhada e ver como podem melhorar.
39) Planos para por LORE no game? Muita gente gosta de criar uma conexão com seus agentes e entender suas histórias
Sim. Eventualmente. Querem que os jogadores foquem em aprender o jogo e joguem por enquanto. Também reconhecem que os jogadores gostam de saber mais sobre os agentes, então vão introduzir o lore com o tempo.
40) Outras empresas com Bungie, gostam de por infográficos e roadmaps para suas comunidades a respeito de seus games. A RIOT tem planos parecidos?
Já conversaram entre si a respeito dessa ideia e gostariam de se tornar previsíveis a ponto de poder fazer o mesmo. Ainda não podem prometer algo assim, mas querem chegar no mesmo patamar.
41) Existe planos para por algum website onde jogadores podem chegar o status dos servidores da RIOT?
Estão pensando em soluções para resolver esse problema para jogadores e sabem da importância e querem construir algo que dê essa visibilidade para a comunidade.
42) Existe suporte para jogos em LAN?
É difícil dar suporte para algo assim e o foco deles é totalmente diferente levando em consideração que tudo é conectado a conta da RIOT. Não ficou claro, porém existe a possibilidade.
43) Mouse acceleration? Aceleração de mouse?
Não
44) Planos para outros modos de jogos que já foram vistos nas streams?
Não podem comentar ainda.
45) Planos para detectar contas smurf ou boosting?
Sabem que smurf pode ser um problema e estão trabalhando em como detectar logo cedo contas smurf e parte disso já está implementada em seus servidores no sistema de matchmaking. Por fim, estão sempre a procurar de formas a melhorar a experiência dos jogadores.
46) existe algum sistema para a votação de mapas?
Por enquanto não por conta do número baixo de mapas. Estão abertos a introduzirem essa funcionalidade dependendo da quantidade de mapas no futuro.
47) E-SPORTS?!?!
RIOT estará publicando diretrizes de torneis em breve inicialmente. Querem saber o que a comunidade quer do game em relação a esports. A RIOT tem bastante experiência já e querem saber e entender o que a comunidade quer esperar e ter do game. Confirmaram que já estão pensando e confirmaram que deveriam investir nisso, porém não querem forçar na comunidade.
48) Partidas personalizadas?
Sim!
49) Existe algum tipo de restrição de idade para campeonatos no futuro?
Não tem a menor ideia ainda. Não estão nesse ponto ainda.
50) Caso você tenha conseguido entrar no closed beta, você vai ter algo em especial te aguardando dentro do game? Algum cosmético ou coisa?
Sim. Tem uns negócios lá (não foi comentado se é um cosmético ou não). Eles sempre gostam de retribuir a aqueles que estão ajudando-os.
51) Existe planos para skins de armas e agentes?
Skins de armas, certamente.
“Skins de agentes é complicado. A inclinação é dizer: sim, certamente teremos. Porém temos que pensar na naturalidade do cenário competitivo. A menos que consigamos fazer da maneira correta, não iremos adiante para não cagar no game.”.
52) Planos para eventos dentro do game? Baseado em estações? Etc?
Sim.
“Nós adoramos festas! Sim!”
53) Vocês estão batendo de frente com CS:GO. Algumas coisas estão sendo executadas de forma espetacular e outras nem tanto em comparação com CS:GO. O jogo foi inspirado em CS? Vocês têm o intuito bater de frente com CS? Lupo diz – “Nós nunca vimos ninguém construir um tactical shooter assim antes. Nunca. Vocês são os primeiros a fazerem isso!”
u/riotsupercakes – “Nós não conversamos a respeito do que o sucesso seria caso tirássemos CS:GO da jogada ou se tirássemos todos seus jogadores. Não é assim que trabalhamos. Nós temos várias pessoas no nosso time que jogam CS religiosamente e eles amam o jogo e nós estaríamos mentindo caso disséssemos que não houve inspiração em CS. Eu não quero tenhamos essa imagem que nosso objetivo é destruir o CS. Não é assim que pensamos e não é seu objetivo.”
u/riotziegler – “Nós estamos desenvolvendo esse game justamente por amamos esses games. De repente é um pouco ingênuo de nossa parte porque jogadores irão fazer comparações... nosso objetivo é criar um tact-shooter que abraça mais a criatividade que jogadores trazem para o game.”
54) Última: Caso você perca a conexão e caia da partida, você pode voltar?
Sim!
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2019.12.18 21:13 Cassio_3xceler MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS: ATÉ ONDE SÃO NORMAIS? Elite Detetives

MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS: ATÉ ONDE SÃO NORMAIS? Elite Detetives
Geralmente, com o passar dos dias os relacionamentos estão perdendo o valor, as pessoas acabam esquecendo-se de manter um diálogo com o seu parceiro e traindo por motivos fúteis ou pequenos, como, por exemplo, brigas sem motivo aparente, a ausência injustificada ou as repentinas mudanças comportamentais.
Mudanças Comportamentais Elite Detetives
Contudo, saber observar os sinais dos companheiros é essencial para identificar se algo está realmente acontecendo a fim de evitar possíveis conflitos desnecessários. Neste caso, o Detetive Particular é especialista em investigar traições.

QUAIS SÃO AS MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS?

Inicialmente, as evidências começam aparecer em situações de menor relevância, portanto, é preciso prestar bastante atenção aos sinais de traição.

Sinais de quando um homem trai

Comumente, ele não vai deixar o seu celular por nada, nem pra ir ao banheiro. Seus gostos e desejos iram mudar repentinamente: antes só gostava de Rock, de repente começa ouvir Sertanejo. Além disso, ele vai começar a inventar viagens de fim de semana, além de começar a ter fazer muita hora extra no “trabalho”.
Muitos homens começam a se vestir melhor, ou seja, adquirem uns costumes de vaidade que antigamente não existia.
Sinais de quando a mulher trai:
  • Ela fica bem mais carinhosa com o marido;
  • Começa a cozinhar coisas mais gostosas para o marido;
  • Começa a ser mais vaidosa;
  • Ela começa a ir com frequência ao salão de cabeleireiro;
  • Aumenta o apetite sexual;
  • Ela começa a comprar novas lingeries.
Portanto, fique ciente que essas são algumas mudanças que acontecem com frequência, não quer dizer que é certo que se o seu parceiro(a) estiver tendo atitudes parecidas, ele realmente está te traindo. No entanto, caso perceba algumas dessas mudanças ou mais algum outro motivo que está lhe deixando em dúvidas sobre a fidelidade de seu parceiro(a), contrate um detetive particular. Ele é o único que pode te fornecer provas concretas sobre o que realmente está acontecendo.

CONTE COM OS SERVIÇOS DE DETETIVES PARTICULARES DE QUALIDADE

Conte com a Elite Detetives para investigar por você. Nossa equipe de detetives particulares irá resolver seu caso, trabalhamos com investigação conjugal, empresarial, familiar, entre outros. Portanto, entre em contato e faça já seu orçamento.
Site: https://www.elitedetetives.com.bblog/investigacao-conjugal/mudancas-comportamentais-ate-onde-sao-normais
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2019.12.15 21:10 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Quinquagésima Quinta Semana

Agressões. Das pequenas às grandes, a rotina das mulheres trans e travestis é por elas severamente vinculada. Verbais, físicas ou mesmo as implícitas, nossa vida constantemente se resume ao medo de sair de casa e à privação mandatória ou mesmo voluntária de acesso a certos espaços. A morte muitas vezes nos espreita na esquina apenas por sermos nós mesmas. Claro, homens trans e pessoas não-binárias também sofrem uma miríade de agressões em seu dia a dia. Contudo, não é a minha realidade para relatar e vou me restringir ao meu espaço de fala como travesti.
O recorte não é, entretanto, trivial. Há inúmeros outros privilégios em jogo que modulam a intensidade e a forma das agressões. A vida de uma mulher trans branca de classe média é completamente diferente da de uma travesti negra da periferia. As oportunidades e as privações. Todas as interseccionalidades importam, porém uma, a passabilidade, parece-me comum a todas nós. Ser passável é a diferença entre sofrer apenas com a misoginia enraizada em nossa sociedade falocêntrica ou também com a transfobia pura e descarada que rouba a vida de nossas irmãs diariamente.
Claro que os olhares sedentos pelo pedaço de carne que despretensiosamente exibimos apenas para provocar os homens incomodam. É deveras desconfortável ter cada curva do seu corpo cuidadosamente analisada por um completo estranho. Ainda mais quando se teme que ele encontre algo que denuncie a nossa natureza, porque daí o tesão pode dar lugar ao ódio e sabemos muito bem o rumo que um desencontro desses pode tomar.
Sair de casa, desde que transicionei, adquiriu mais e mais o formato de um ritual. Não me sinto segura ou à vontade para frequentar qualquer ambiente. Tenho que escolher mais cuidadosamente a minha apresentação: da roupa à maquiagem. Não por mera vaidade e sim, segurança. Atentar a forma de andar, gesticular e falar: a tonalidade e a postura de voz importam. Tudo isso, não apenas para evitar o desconforto ocasionado por ser lida e tratada no masculino por estranhos, mas sobretudo pelo medo do que essa leitura incongruente possa causar.
Mesmo os espaços notadamente seguros para mulheres nos são paulatinamente negados. Seja por pressão implícita, os olhares denunciam, ou por afirmações descaradas, muitas de nós não se sentem à vontade para frequentarem banheiros femininos. Ora, sair de casa vinculada pelo tamanho de sua bexiga restringe muito o que podemos fazer no nosso dia a dia. Afinal, entrar num banheiro masculino está fora de cogitação. Coisas simples como marcar uma ultrassonografia de suas glândulas pode ser um tremendo desafio ou no mínimo uma situação deveras constrangedora, porque os sistemas médicos não supõe que uma mulher possa ter além das mamas, próstata e testículos.
Talvez, no entanto, a maior privação que sofremos é com o afeto. Não apenas somos muitas vezes abandonadas pela família e amigos, mas o amor torna-se uma utopia. A inamabilidade de corpos transfemininos é uma realidade: para a grande maioria dos homens somos apenas um fetiche torpe. Aquele que deve ser escondido a todo custo. Isso quando um desses encontros não termina em morte. Fingidoras ou enganadoras. Mesmo com as mulheres a situação não é muito melhor. Muitas nos consideram apenas estupradoras ou invasoras.
Sou deveras fortuita nesse aspecto. Não apenas minha esposa apoiou minha transição, como nosso relacionamento melhorou significativamente. Infelizmente, um caso raro de sucesso. Poucas foram as histórias que ouvi de relacionamentos que sobreviveram à transição de uma das partes. As dificuldades não se restringem às inerentes à transição e à adaptação ao relacionamento com uma pessoa do gênero oposto ao acordado inicialmente. A transfobia espirra violentamente em nossos parceiros e muitos não estão preparados ou simplesmente dispostos a enfrentá-la. Não se trata somente do preconceito por estar, no caso da minha esposa, num relacionamento homossexual. Há todo o peso de estar num relacionamento com uma mulher abertamente trans, uma travesti. Família e amigos deixaram de falar com ela. Oportunidades profissionais foram negadas quando descobriram de seu relacionamento comigo.
Mulheres trans e travestis têm a sua vida vinculada em diversas escalas de transfobia. Não bastasse a óbvia violência a que somos submetidas, há também as microagressões diárias: ao sermos tratadas no masculino ou termos nossos relacionamentos podados. Essas não matam nossos corpos, mas aos poucos envenenam nossas almas, tirando as cores que a transição aos poucos devolve a nossas vidas. Muito se discute sobre suas formas mais explícitas. Claro, são elas que nos assassinam diariamente. Contudo, do que adianta estar viva, se não temos qualidade de vida? Quando nossos relacionamentos são escondidos não apenas por vergonha, mas medo de represálias. Queremos viver, amar e sobretudo sermos amadas.
Uma excelente semana a todes!!!
Beijocas,
Gabi
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2019.05.24 01:20 ricardoorganizacao Câncer de mama: dos primeiros sinais ao tratamento

que é Câncer de mama?
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção em homens e mulheres é de 1:100 - ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Segundo o INCA, é que represente, em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.
Tipos
Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipohistológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão):
Tumor invasivo ou não
Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos - a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o tipo invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.
Avaliação Imunoistoquímica
Também chamada de IQH, a avaliação imunoistoquímica para o câncer de mama avalia se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% dos cânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida, agravando a doença.
A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células.
Tipo histológico do câncer de mama
O tipo histológico é como se fosse o nome e o sobrenome do câncer. Os tipos histológicos se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:
· Carcinoma ducta in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. Ele não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor.
· Carcinoma ductal invasivo: ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
· Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.
· Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2.Tem maior de afetar as duas mamas.
· Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástase é grande.
· Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.
Estadiamento do câncer de mama
O câncer de mama é dividido em quatro estadios ou estágios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4:
· Estadio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável
· Estadio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila
· Estadio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo
· Estadio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:
)
Histórico familiar
Os critérios para identificar o risco genético para a doença são:
· Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
· Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· Dois parentes de primeiro grau com esse tipo de câncer, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
· Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
· Um parente de primeiro grau com a doença e um ou mais parentes com câncer de ovário
· Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
· Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.
Idade
As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.
Menstruação precoce
A relação com a menstruação está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor. Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.
Menopausa tardia
A lógica nesse caso é a mesma do caso acima - enquanto a menstruação não cessa, os ovários continuam a produzir o estrógeno, deixando as glândulas mamárias mais expostas ao crescimento celular desordenado.
Reposição hormonal
Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição - principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona - pode aumentar as chances. Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.
Colesterol alto
O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.
Obesidade
O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos da doença. A constatação é de pesquisadores do Centro de Prevenção Fred Hutchinson (EUA), com base na avaliação de dados de 439 mulheres acima do peso entre 50 e 75 anos de idade.
Ausência de gravidez
Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.
Saiba mais:
Tudo sobre emagrecimento saudável
Lesões de risco
Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama não relacionada ao câncer de mama também pode aumentar as chances do surgimento de tumores. Dessa forma, pequenos cistos ou calcificações encontrados na mama, ainda que benignos, devem ser acompanhados com atenção.
Tumor de mama anterior
Pacientes que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor - nesse caso é chamado de câncer recidivo ou que sofreu uma recidiva.
Sintomas
Sintomas de Câncer de mama
Os sintomas do câncer de mama variam conforme o tamanho e estágio do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas.
Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ - o que já é uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de qualquer outro sintoma do câncer de mama.
Veja os outros sinais possíveis do câncer de mama:
· Vermelhidão na pele, inchaço ou calor
· Alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, é possível até que uma mama fique diferente da outra
· Nódulos na axila
· Secreção escura saindo pelo mamilo
· Pele enrugada, como uma casca de laranja
· Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.
Diagnóstico e Exames
Diagnóstico de Câncer de mama
Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.
Na consulta médica
Chegando ao consultório com a mamografia suspeita para câncer de mama, o médico fará perguntas sobre seu histórico familiar da doença, idade, data de início da menstruação, se você já está na menopausa e outras questões relacionadas a fatores de risco. Depois, fará a análise da mamografia e da biópsia a fim de encontrar o diagnóstico.
Caso você já tenha recebido o diagnóstico, é importante tirar todas as suas dúvidas com o médico e não deixar nada escapar. Confira algumas dicas para aproveitar ao máximo a consulta:
· Se não entender o médico, peça que repita com termos mais simples ou usando desenhos
· Leve um caderno para a consulta e anote os pontos mais importantes e para levar dúvidas anotadas para as consultas
· Caso queira informações adicionais sobre seu caso, peça a seu médico que indique livros, sites ou artigos
· Prefira levar um acompanhante para ajudar na assimilação de novas informações.
Segue uma lista de perguntas importantes para fazer na consulta:
· Onde está a doença nesse momento e qual a sua extensão?
· Meu câncer é receptor de hormônio positivo ou negativo?
· Meu câncer é HER-2 positivo ou negativo?
· Quais são as opções de tratamento e como elas funcionam?
· Quais são os efeitos colaterais mais e menos comuns do tratamento?
· Como esse tratamento me beneficiará?
· Posso evitar os desconfortos do tratamento? Como?
· Qual a previsão de duração do tratamento?
· Precisarei visitar o médico e realizar exames com que frequência durante o tratamento? Quais exames serão necessários?
· Precisarei ficar internada?
· Precisarei seguir dieta específica?
· Posso fazer a reconstrução mamária? Como ficará minha mama?
· Posso apresentar linfedema? Quais são as chances?
· Meu câncer voltará? Quais são as chances?
· Para quem devo ligar se tiver dúvidas e problemas relativos ao tratamento?
· Quando terminar, quais serão os próximos passos?
· Eu tenho outras doenças concomitantes que afetam a minha capacidade de tolerar tratamentos?
· Há alguma recomendação especial para esse momento?
Tratamento e Cuidados
Tratamento de Câncer de mama
Existem diversos tratamentos para o câncer de mama, que podem ser combinados ou não. Todo câncer deverá ser retirado com uma cirurgia, que pode retirar parte da mama ou ela toda – entretanto, em alguns casos pode ser que a cirurgia seja combinada com outros tratamentos.
O que vai determinar a escolha do tratamento é a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não.
Outro fator determinante para o tratamento é a paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Tratar o quadro em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida da paciente. Os tratamentos são divididos entre terapia local e terapia sistêmica:
Terapia local de câncer de mama
O câncer de mama tratado localmente será submetido a uma cirurgia parcial ou total seguida de radioterapia:
· Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga. Quando o tumor se encontra em estágio inicial, a retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama
· Radioterapia: terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o tumor voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês.
Terapia sistêmica do câncer de mama
O tratamento sistêmico se faz com um conjunto que medicamentos que serão infundidos por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Em ambos os casos, o tratamento não é feito de forma local – ou seja, o medicamento irá circular por todo o organismo, inclusive onde o tumor se encontra. Há três modalidade de terapia sistêmica:
· Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimio pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e a paciente
· Hormonioterapia: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia, portanto, só poderá ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado
· Imunoterapia: também conhecido como terapia anti HER-2, essa modalidade é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou presentes preferencialmente nas células tumorais. São medicamentos ministrados geralmente via oral. Quando o tumor expressa a proteína HER-2 em grande quantidade, por exemplo, são utilizadas drogas que irão destruir essas células especificamente. Existem outras proteínas ou processos celular que podem se acentuar no tumor e intensificar seu crescimento, e as drogas da terapia alvo irão agir nesses pontos específicos.
Caso o tumor tenha grande extensão, pode ser que o médico recomende uma terapia sistêmica inicialmente, para diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial. Se o câncer apresentar metástases, a terapia sistêmica também é indicada, já que as drogas agem no corpo inteiro, encontrando focos do tumor e eliminando. A escolha do tratamento tem que levar em conta a curabilidade da doença e a tolerância à toxicidade do tratamento (algumas mulheres não podem se expor a tratamentos muito severos durante um longo período). Pacientes que sofreram metástases deverão se submeter ao algum tratamento sistêmico para o resto da vida, além do acompanhamento clínico.
Complicações possíveis
Entre as complicações está a recidiva, que é a volta de um tumor já tratado. A recidiva do câncer de mama ocorre nos dois ou três primeiros anos após a retirada do tumor, por isso é necessário fazer um acompanhamento próximo nesse período, com mamografias regulares em intervalos de seis meses ou anualmente mais análise clínica do paciente. O tumor também pode invadir outros tecidos e se espalhar pela circulação sanguínea ou linfática, atingindo outros órgãos como fígado e ossos - causando as chamadas metástases. Se o câncer for metastático, o tratamento deve ser sistêmico e acompanhado também individualmente.
Além disso, há os efeitos colaterais das terapias. Após a cirurgia, é necessário acompanhamento com médico e fisioterapeuta para evitar o rompimento dos pontos e necrose de tecidos - também é importante manter a higienização do local para evitar infecções. A cirurgia também envolve a modificação e pode causar uma série de alterações psicológicas na paciente, além das físicas.
A hormonioterapia pode piorar os sintomas da menopausa, favorecer a osteoporose, aumentar o risco de trombose e coágulos nas pernas - entretanto, esses efeitos colaterais são raros e as pacientes no geral tem uma alta tolerância ao tratamento.
Durante a quimioterapia a mulher pode sofrer infecções bucais, queda de cabelo, diarreia, náuseas e baixa imunidade temporária. Algumas quimioterapias também pode afetar a saúde cardiovascular - por isso é importante o acompanhamento com cardiologista. O sistema reprodutor também pode ser afetado, por isso, se você estiver em idade reprodutiva e pretende ter filhos, discuta com seu médico e parceiro(a) a possibilidade de se fazer o congelamento de óvulos. A queda dos cabelos é efeito mais comum da quimioterapia e não é controlável - isso porque o tratamento irá matar tudo aquilo que está crescendo. Dessa forma, além da queda de cabelo, pode ser que você perceba as unhas mais fracas também.
A terapia anti HER-2 tem menos efeitos colaterais, mas pode induzir uma toxicidade no coração - por isso, muita atenção com o cardiologista se optar por esse tratamento. Os anticorpos monoclonais, ligando-se às células cancerígenas e destruindo-as especificamente, apresentam geralmente menor grau de toxicidade que os quimioterápios convencionais. Ainda sim, pode gerar efeitos como falta de ar, sensação de calor, queda da pressão arterial e rubor. Notifique imediatamente a equipe que te atende ao sinal desses sintomas. Normalmente, esses efeitos diminuem nas administrações posteriores. Já a radioterapia pode causar cansaço e queimaduras leves na pele que voltam ao normal com o fim da terapia.
Convivendo (prognóstico)
Câncer de mama tem cura?
A maior chance de cura é por meio do diagnóstico precoce. Um tumor diagnosticado no estadio 0 ou 1 chega a ter mais 90% de chance de cura. Já um câncer de mama no estadio 3 ou 4 tem de 30 a 40% de chance de cura total. Mas isso não é motivo para desistir ou achar que o seu caso não tem cura – com o tratamento adequado e força de vontade, todo o obstáculo é transpassado. Mesmo cânceres em estadios mais avançados podem responder bem ao tratamento, podendo ser operados e retirados completamente. Por isso é importante conversar com seu médico e sempre buscar novas formas de lidar com a doença.
Convivendo/ Prognóstico
O prognóstico do câncer de mama depende de todas as características do tumor e paciente, como também da disponibilidade das drogas adequadas. No Brasil ainda não está disponível a terapia anti HER2 para doença metastática, por exemplo. Além disso, 40% das mulheres com câncer no geral que precisam de radioterapia não recebem o tratamento porque não tem equipamentos suficientes no país para suprir a demanda. Esse tipo de complicação pode piorar o prognóstico de uma paciente, que fica dependente de uma fila de espera ou então precisa se inscrever em programas internacionais. Existem modelos matemáticos que ajudam a estimar o risco de recidiva nos próximos dez anos – mas seus resultados não são 100% corretos ou perfeitos. Existem métodos mais modernos que avaliam o tumor da paciente em sua composição genética, individualmente. Com base na avaliação dos genes do tumor da paciente faz-se um prognóstico individualizado e o benefício que qualquer tratamento vai trazer para a cura do câncer de mama. Entretanto, esses testes são mais sofisticados e não precisam ser enviados para fora do país para avaliação.
O tratamento também envolve uma serie de cuidados e práticas para minimizar os efeitos das terapias:
Como minimizar os efeitos adversos da quimioterapia?
· Náuseas e vômitos: consuma alimentos de fácil digestão e converse com seu oncologista sobre a necessidade da utilização de antieméticos.
· Planeje a alimentação: algumas pessoas sentem-se bem comendo antes da quimioterapia e outras, não – nesse caso, o hábito varia conforme a necessidade da paciente com câncer de mama. Entretanto, deve-se sempre aguardar pelo menos uma hora após a sessão para consumir qualquer alimento ou bebida.
· Coma devagar: consuma pequenas refeições, cinco ou seis vezes por dia, em vez de três grandes refeições, evitando ingerir líquidos enquanto come. Isso evite enjoos e vômitos.
· Prefira alimentos frescos e evite consumi-los muito quentes
· Evite alimentos e bebidas fortes, como café, peixe, cebola e alho. Eles também favorecem os vômitos.
Cuidados durante a radioterapia
O radioterapeuta e a equipe de enfermagem debem orientá-la sobre os cuidados específicos que deverão ser adotados durante o tratamento de radioterapia. Esses cuidados variam muito de acordo com a região a ser irradiada.
· Pele: lave a pele irradiada com sabão suave e água morna. Tente não coçar nem esfregar a área.
· Pomada: aplique pomadas ou cremes sobre a pele somende com aprovação médica.
· Prefira roupas folgadas e confortáveis e se possível cubra a região irradiada com roupas claras.
Mais do que viver, a paciente pode viver bem, cuidando de si própria com carinho e atenção. Para ajudar as pacientes nesse desafio, é cada vez mais comum a abordagem multidisciplinar para o câncer de mama, com apoio de dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, preparadores físicos e etc.
Fisioterapia para câncer de mama
Ela promove a independência funcional da paciente, permitindo que realize as atividades que deseja sozinha e sem inconveniências. Proporciona alívio da dor e reduz a necessidade do uso de analgésicos. Geralmente o tratamento é indicado após a cirurgia.
Nutrição
O acompanhamento nutricional ajuda a prevenir a perda de peso e a desnutrição durante o tratamento. Além disso, ele ajuda a paciente com câncer de mama a seguir as restrições dietéticas corretas para evitar possíveis efeitos colaterais do tratamento.
Exercícios físicos e câncer de mama
Não importante a atividade - o que importa é praticar. A atividade física ajuda a "mandar" a fadiga embora, aumenta a energia, a disposição e a autoestima, além de proporcionar convívio social.
· Depois da cirurgia: converse com seu médico sobre o retorno às atividades físicas. Isso varia de acordo com o tempo de recuperação esperado para cada procedimento e estado paciente.
· Algumas pacientes podem apresentar queda de imunidade durante o tratamento, o que pode ocasionar infecções oportunistas. Por isso, não se recomendam atividades com a natação – já o contato com a água da piscina pode favorecer infecções.
· Caso a ideia seja frequentar uma academia de ginástica, opte pela atividade supervisionada por um profissional de educação física. Relate seu caso, para que ele indique a série de exercícios mais adequada.
Sexualidade e sensualidade
Durante o tratamento do câncer de mama, diversas situações como diminuição da libido, alterações hormonais e incômodos emocionais podem influenciar diretamente no seu comportamento sexual. É importante que entenda que esses transtornos são causados por situações físicas que você está enfrentando e não tem a ver o que você é em essência. Tente resgatar nesse período a sensualidade que há em você – mas tudo em seu tempo.
· Fale com seu parceiro ou parceira: converse sobre a diminuição da libido para que a pessoa não se sinta rejeitada e confusa com seu possível desinteresse sexual. A comunicação aberta poderá ajudar a buscar maneiras criativas de despertas a sua libido.
· Fale com seu oncologista: seu médico pode prescrever medicamentos para combater os efeitos colaterais do tratamento, motivos que levam ao desinteresse sexual.
· Fale com um psicólogo: o profissional pode ajudar identificando e tratando os obstáculos emocionais que colaboram com o desinteresse sexual.
Cuidados com a autoestima
A queda de cabelos e a mastectomia são os pontos que mais podem afetar a autoestima da paciente. Tente não se render a esses sentimentos e procure saídas para esses incômodos, que são pequenos perto da sua qualidade de vida e da luta que você está travando. Você pode guardar os fios naturais para aplicar em rabo de cavalo quando cabelos voltarem a crescer, ou então comprar perucas e usar lenços coloridos, refletindo sua personalidade. Busque outras atividades que façam você se sentir bem, como cursos de uma área que você se interesse. Tudo vale para reconquistar a autoconfiança ou então não deixar que ela se vá.
Administrando sentimentos
O câncer de mama pode gerar uma série de sentimentos, diversos altos e baixos. Isso tudo é normal – o ser humano é cheio de emoções e a doença pode maximizar esse aspecto. Entenda que alguns dias serão melhores que outras, mas não permita que o mais estar se instale. O importante é que você não se desespere em meio aos sentimentos que experimenta. Se você perceber algum sinal de depressão, como tristeza profunda, falta de sono e apetite, insegurança e desânimo, converse com seu oncologista sobre o assunto. Ele poderá recomendar uma visita ao psicólogo.
Impacto do câncer de mama na minha vida
· Casa: se você ainda não divide a tarefas com seu parceiro (a) e filhos, essa é a hora para determinar novas funções. Durante o tratamento pode ser que você se sinta indisposta, e todo o apoio é importante nesse sentido.
· Trabalho: se você se sentir disposta e com vontade de trabalhar, vá em frente - isso ajudará a manter o convívio social e atrelará compromissos a sai vida que não estão relacionados com o tumor. Porém, em alguns momentos, você poderá se sentir debilitada e pode ser que opte por deixar o trabalho.
· Vida financeira: seu orçamento pode ficar abalado caso você precise parar de trabalhar, mais as despesas do tratamento. Saiba que é possível requisitar auxílio-doença e não se envergonhe se precisar pedir ajuda a um parente ou amigo mais próximo. Rever os gastos durante esse período também é essencial.
Conversando com seus filhos
· A pessoa mais indicada para contar é você. Fale o mais rápido possível, para não criar um clima de omissão. Além disso, evite omitir a palavra câncer ou tratar o câncer de mama como um tabu. Isso somente criará medo em torno da doença
· Você não precisa contar detalhes da doença, mas esteja preparada para questionamentos
· Explique os efeitos colaterais da doença do tratamento, que é normal você ficar mais triste em alguns momentos, que é normal a queda de cabelos e outros efeitos. Isso evite choques.
· Seus filhos poderão apresentar mudanças de comportamento e desempenho na escola. É importante que o educador saiba lidar com isso e tenha liberdade de comentar com você se algo diferente ocorrer.
· Se sentir a necessidade, busque apoio de um psicólogo familiar.
Conversando com seu marido ou companheiro
O seu companheiro ou companheira é a pessoa que, assim como os filhos, estará mais próxima de você nesse momento. Conversem francamente sobre as demandas que surgirão e peça ajuda para enfrentar a doença.
Reconstrução de mama
Passível de ser realizada em quase todas as pacientes porém há dificuldade de acesso nas pacientes do SUS principalmente por fatores econômicos. Para quem não tem acesso, é recomendado o uso de prótese externa afim de equilibrar um pouco do peso sobre a coluna e principalmente para alívio estético e maior liberdade para vestimenta da paciente.
Prevenção
Prevenção
A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em primária e secundária: a primeira envolve a adoção de hábitos saudáveis, e a segunda diz respeito a realização de exames de rastreamento, a fim de fazer o diagnóstico precoce:
Exercícios
Um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%. Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. Os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrógeno, hormônio relacionado ao risco de câncer. A prática de exercícios também diminui o estresse e ajuda no controle do peso, fatores que também influenciam no desenvolvimento do tumor. É importante na prevenção do câncer e na prevenção da recidiva.
Amamentação
Mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses, têm 5% menos chances de desenvolver a doença. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, da sua corrente sanguínea.
Dieta balanceada
Manter uma dieta adequada ajuda no controle do peso, na prevenção de doenças crônicas e melhora a saúde como um todo. Além disso, um corpo saudável trabalha melhor, prevenindo o surgimento de tumores. Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela Boston University. Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em glucosinolatos, que são aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento.
Estresse
Mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama, quando relacionada a outros fatores de risco. Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.
Álcool
O consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%. O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta esse risco ainda permanece desconhecido, mas sabemos que ele influencia as vias de sinalização do estrógeno.
Controle do peso
Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver o tumor. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer ser mais agressivo.
Faça a mamografia
A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.
Mais sobre Câncer de mama
Seus direitos
· Reabilitação profissional: o serviço da Previdência Social visa readaptar ou reeducar o profissional para o retorno ao trabalho, com o fornecimento de materiais necessários à reabilitação (tais como taxas de inscrição em serviços profissionalizantes e auxílios para transporte e alimentação). Todos os segurados da Previdência têm direito à reabilitação.
· Auxílio-doença: você terá direito ao benefício mensal desde que fique por mais de 15 dias com incapacidade para o trabalho atestada por perícia médica da Previdência Social e que tenha contribuído com o INSS por no mínimo 12 meses (embora haja exceções). Compareça pessoalmente ou por intermédio de procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. O auxílio-doença deixará de ser pago quando você recuperar a capacidade para o trabalho, ou caso o direito se reverta em aposentadoria por invalidez.
· Aposentadoria por invalidez: você terá direito ao benefício se for segurada da Previdência Social e a perícia constatar que está incapacitada permanentemente par ao trabalho. Via de regra, é preciso ter contribuído com o INSS por, no mínimo, 12 meses para obter o benefício. Compareça pessoalmente ou por procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. Você ainda pode requerer o auxílio-doença pela internet, no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135.
· Isenção de imposto de renda: você tem direito à isenção do imposto de renda sobre os valores recebido a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Procure o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão ou reforma e solicite a isenção do imposto de renda que incide sobre esses rendimentos.
· IPTU: não existe uma legislação nacional que garanta a isenção do IPTU para pessoas com determinadas patologias, como o câncer de mama, mas, como se trata de um imposto municipal, algumas cidades já garantes a isenção. Informe-se na Secretaria de Finanças do seu município.
· Cirurgia de reconstrução mamária: você tem direito a realizar a cirurgia reparadora gratuitamente, tanto pelo SUS como pelo plano de saúde. Se estiver em tratamento no SUS, exija o agendamento da cirurgia no próprio local e, se não estiver, dirija-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicite seu encaminhamento para uma unidade especializada em reconstrução mamária. Pelo Plano de Saúde, consulte um cirurgião credenciado.
Compartilhando a experiência
A solidão pode ser um sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas lembre-se que você não está sozinha. Peça ajuda, compartilhe sua experiência, procure centros e locais que façam terapia em grupo. Dissemine seu conhecimento e sua luta contra o câncer de mama e ajude a quebrar o estigma que existe em torno da doença. Incentive as mulheres a fazer a mamografia, converse com suas amigas e colegas sobre a importância do exame. Relate sua experiência para entidades de apoio ao paciente ou crie um blog para dividir suas questões com os leitores.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de cânceres de mama que acontecem por conta da mutação genética?
A população geral tem cerca de 10 a 12% de riscos de desenvolver a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a presença da mutação entre os casos de câncer de mama gira em torno de 5 a 10%, sendo que 5% de todos os cânceres de mama são de mulheres com a mutação genética BRCA. Por isso, a maneira mais segura de tratar e prevenir é visitar o seu mastologista, quando indicado, e seguir suas orientações.
Uma pessoa que tem risco comprovado para câncer de mama pode fazer uma mastectomia preventiva?
Uma mulher com alto risco pode, sim, optar por fazer a mastectomia preventiva. A mastectomia preventiva mamária consiste na retirada da região interna da mama - ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários - que são os locais onde pode acontecer a formação de um tumor. Com a retirada do interior da mama, os riscos de câncer reduzem em até 90%. As chances do câncer ainda existem porque 10% do tecido mamário é preservado para a nutrir a pele, auréola e mamilo. Na cirurgia sempre serão removidas as duas mamas, daí a denominação de dupla mastectomia preventiva.
Existem também tratamentos que usam os chamados anti-hormônios ou moduladores hormonais, que inibem a produção de estrógeno e impedem as células da mama de se multiplicarem. Esse tratamento, no entanto, é recomendado apenas para cânceres de mama hormonais - ou seja, que acontecem ou podem acontecer em decorrência de alterações hormonais - não sendo indicado para pessoas que tem o risco genético, por exemplo.
Para pacientes com risco genético, uma alternativa é redobrar a atenção e acompanhamento da mamas, partindo para exames de rastreamento, como ultrassom de mamas e mamografias, em intervalos de tempos mais curtos, a cada seis meses, por exemplo, dependendo do que o seu médico considerar mais seguro. O objetivo nesse caso é identificar o câncer numa fase muito precoce e iniciar o tratamento adequado a partir desse diagnóstico.
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2018.05.02 17:32 danielghirghi Diálogo entre as Coréias é mérito de Donald Trump? A história mostra que não

Por Filipe Figueiredo
Source:
https://xadrezverbal.com/2018/05/01/dialogo-entre-as-coreias-e-merito-de-trump/
http://www.gazetadopovo.com.bideias/dialogo-entre-as-coreias-e-merito-de-trump-a-historia-mostra-que-nao-cq6mfqmq35smke6zb2g31u791
O encontro entre Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, e o presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in, na linha que divide os dois países já é histórico. Pela primeira vez, um líder do Norte pisou no território vizinho. Os poucos diálogos de alto nível que ocorreram antes não tiveram uma fração da exposição da última cúpula. Apertos de mão, sorrisos, diplomacia gastronômica, saídas de protocolo e até gracejos fizeram parte do encontro, tudo muito bem fotografado e televisionado.
A intenção é criar simpatia e confiança nas conversas, mostrar ao mundo que os dois líderes estão dispostos e comprometidos ao diálogo, um chamariz para o apoio e participação de outros países. O entusiasmo com o evento, entretanto, pode precipitar análises e conclusões, gerando conjecturas equivocadas.
Postura comum em circunstâncias desse tipo é querer atribuir o quanto antes méritos ou deméritos, normalmente para ganho de capital político. No presente caso, quem seria o responsável pelo encontro inédito? A quem cabe os elogios?
Em uma das possíveis respostas, muitas pessoas correram em louvar o papel do presidente dos EUA, Donald Trump, na crise, como o principal responsável pela cúpula. Independentemente dos motivos e das intenções de tal conclusão, ela é imediatista e equivocada. O que também não quer dizer que Trump não tenha qualquer participação, mas que ela está inserida em conjuntura muito mais ampla, com outros interesses e atores mais decisivos.
A Coreia do Sul
Ambos os governos coreanos consideram-se, desde 1948, como o único e legítimo governo de toda a península da Coreia. Não existe um reconhecimento diplomático e jurídico mútuo, assim como a Guerra da Coreia foi encerrada em 1953 com um armistício, não um tratado de paz duradouro, que consagrou a fronteira estabelecida pelas zonas de ocupação ao final da Segunda Guerra Mundial.
As duas repúblicas coreanas, além de se considerarem a única, possuem órgãos de alto nível para a reunificação, o Ministério de Reunificação ao Sul e o Comitê para a Reunificação Pacífica da Pátria ao Norte. Até a década de 1980, ambas as repúblicas estavam em patamares semelhantes na economia e em poderio militar. É quando o caminho dos dois países vai, simultaneamente, se aproximar e também se distanciar.
As décadas de permanente hostilidade e tensão bélica deram lugar aos primeiros atos de cooperação pontual. Em 1984, a Coreia do Norte enviou ajuda humanitária ao Sul. No ano seguinte, ocorre a primeira reunião de famílias que foram separadas pela guerra. Em 1991, ambos os países foram aceitos como membros da ONU e foi inaugurada a Bandeira da Reunificação, que exibe o contorno de toda a península coreana, com a participação unificada no Mundial de Tênis de Mesa. Em 1998, a Coreia do Sul enviou ajuda humanitária ao Norte. Em 2002 foi inaugurado o complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, que une mão-de-obra Norte-coreana e investimentos de empresas Sul-coreanas.
O distanciamento também ocorre na década de 1980, com o fim da ditadura militar Sul-coreana da Guerra Fria. Eleições são realizadas em 1981 para governos de transição e é estabelecida uma nova constituição em 1988. A economia Sul-coreana, em ascensão na década de 1970 e que começava a enfrentar uma crise, é beneficiada pela reforma política, que possibilita a abertura para investimentos estrangeiros. Entre 1982 e 1987, a Coreia do Sul cresce em torno de 9% ao ano, com um crescimento de 12% apenas no ano de 1988. Hoje, a economia Sul-coreana é uma das quinze maiores do mundo.
Esses trinta anos de crescimento e democracia fazem com que, hoje, a Coreia do Sul esteja muito à frente de seus vizinhos ao Norte na maioria dos critérios. Poder econômico e qualidade de vida são os principais, mas também dois desdobramentos desses. A indústria bélica e as forças armadas Sul-coreanas contam com orçamentos generosos, difíceis de serem enfrentados de maneira convencional.
Além disso, a Coreia do Sul está presente mundialmente. Enquanto a Coreia do Norte é praticamente um pária internacional, existe ampla simpatia pelos sul-coreanos, derivada do contato com a cultura e o consumo de marcas coreanas de carros, eletrônicos, jogos, música e demais aspectos da cultura pop.
O histórico de hostilidades, a herança dos governos militares, o distanciamento entre as Coreias e as regras democráticas reSultam no fato de que a postura do governo sul-coreano em relação ao Norte sofre mudanças.
Na verdade, a posição em relação ao conflito coreano é um dos mais importantes aspectos eleitorais no Sul. De um lado, os adeptos da aproximação e de uma reunificação pacífica e gradual, destacando a irmandade entre as duas populações e as possibilidades de investimentos para a economia do Sul. Do outro, os que alegam que hoje existe uma distância muito grande entre os dois países, que uma reunificação deve ocorrer pelo protagonismo do Sul e que o Sul deve se manter em constante estado de prontidão.
A segunda postura é o caso do partido Saenuri, atualmente Partido da Liberdade, partido da ex-presidente Park Geun-hye, filha do ex-ditador Park Chung-hee e de postura cética em relação ao Norte. Ela governou a Coreia do Sul entre 2013 e 2017, quando sofreu impeachment no surreal caso de corrupção das Fadas Celestiais. Seu antecessor foi Lee Myung-bak, que governou entre 2008 e 2013 e também é réu em processo por corrupção, talvez o presidente sul-coreano em período democrático mais linha-dura perante o Norte. Hoje, cerca de um terço do parlamento sul-coreano é ocupado por políticos no mínimo céticos com uma aproximação e diálogo com o Norte.
O partido com a maioria dos assentos, 121 de 300, é do Partido Democrático, do atual presidente Moon Jae-in. Moon nasceu dois anos após seus pais serem evacuados do Norte durante a Guerra da Coreia, no chamado Milagre de Natal de 1950. Além de ser um filho de refugiados do Norte, Jae-in é apenas o segundo católico eleito para a presidência do país. Após formar-se em Direito, militou nos anos 1980 e nos anos 1990 em casos de violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura do país. Após trabalhar na campanha presidencial de Roh Moo-hyun, Moon foi eleito para a Assembleia Nacional em 2012. Tanto em seu mandato como deputado como em sua campanha presidencial, Moon Jae-in advogou enfaticamente a retomada do diálogo com a Coreia do Norte.
Mais que isso, ele afirma a importância das relações com os EUA, um “amigo e aliado”, tendo solicitado o posicionamento do sistema antimísseis em seu país, mas defende que assuntos da península da Coreia devem ser protagonizados pelos coreanos. O tom conciliador, entretanto, não se baseia em um diálogo feito apenas de concessões; Moon Jae-in repetidas vezes destacou a necessidade do fim do arsenal nuclear do Norte.
Foi nessas bases em que ele foi eleito presidente em 2017, com 41% dos votos, contra 24% do segundo candidato. Após quase uma década de governos linha dura ou céticos com o Norte, a Coreia do Sul elegeu alguém cuja principal proposta era a do diálogo com a vizinha. Deve-se salientar que foram as duas repúblicas coreanas que sentaram na mesma mesa para dialogar, ou seja, são esses dois os atores principais, cujos interesses e contextos não podem ser colocados em segundo plano. No caso do Sul, sem os esforços de Moon Jae-in e de seu gabinete, agindo com respaldo doméstico, a cúpula coreana não poderia ter ocorrido.
Os EUA e as sanções
Desde a Guerra da Coreia, as relações entre EUA e a Coreia do Norte são extra-oficiais, já que Washington considera Seul a representante oficial coreana. Esse histórico é marcado por momentos de hostilidades e breves pontuações de diálogo. A principal ferramenta dessa relação é a sanção econômica e política. A Coreia do Norte está sob sanções dos EUA desde o ano de 1950, quando o país foi inserido no Trading with the enemy Act (Negociando com o inimigo) de 1917, um marco regulatório para comércio entre empresas e cidadãos dos EUA e países hostis, assim como a presença de empresas desses países em território de soberania dos EUA; o país foi retirado do ato no século XXI, substituído por outras sanções.
Algo que precisa ser destacado é que o combate à proliferação nuclear e a política de sanções contra a Coreia do Norte, nos EUA, é bipartidário. É uma política de Estado, que antecede e sucede qualquer presidente. O processo de sanções dos EUA intensifica-se após a recusa Norte-coreana de aceitar inspetores em suas instalações nucleares e a notificação de que se retiraria do Tratado de Não-proliferação. Sanções afetando diretamente a Coreia do Norte são aprovadas em 1992, 1996, 1997, 1998, 2000, 2001, 2002 e 2006; período que envolve três diferentes presidentes dos EUA, George Bush, Bill Clinton e George W. Bush, de ambos os principais partidos.
Esse processo é longo e detalhado. Até 2006, é marcado por idas e vindas, pressões amenizadas com concessões. Por exemplo, em 1999, a Coreia do Norte declara que congelará por prazo indeterminado seus testes com mísseis, o que é acompanhado de concessões pelo governo Clinton; tal congelamento chega ao fim em 2005.
Em outubro de 2006, a Coreia do Norte realiza seu primeiro teste de uma arma nuclear.
O governo dos EUA passa então a tratar o tema das sanções em duas frentes.
Além das impostas pelo país, leva o tema ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU). Unanimemente são aprovadas sanções contra a Coreia do Norte na Resolução 1718 e é criado um órgão específico para elas. Esse é outro fator de grande importância. As sanções pelo Conselho de Segurança contaram com aprovação chinesa, a potência mais próxima da Coreia do Norte. Além disso, as sanções do CSNU são vinculantes a todos os países-membro, não dependendo apenas do esforço dos EUA em verificar se elas são cumpridas.
De 2006 ao início de 2018, são aprovadas nove resoluções no Conselho de Segurança da ONU no tema de sanções contra a Coreia do Norte. Uma das mais importantes é de novembro de 2016, que restringe exportações Norte-coreanas de carvão mineral e outros minerais. A importância se dá pelo fato de a China não apenas aceitar tal sanção, mas ser um dos primeiros países a anunciar seu cumprimento. Em fevereiro de 2017, a China vai além e declara que não importaria mais carvão da Coreia do Norte. Mais de 90% do comércio norte-coreano é com a China, mostrando que o envolvimento chinês na política de sanções deixaria a Coreia do Norte extremamente vulnerável - e em sinal de alerta.
Além das resoluções no CSNU, o governo dos EUA promoveu sanções próprias contra a Coreia do Norte durante todo esse período, que corresponde a três presidentes, de ambos os partidos: George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump. Tanto Obama quanto Trump também usaram ordens executivas para temas norte-coreanos.
Uma política de sanções não gera reSultados instantâneos, da noite para o dia. A Coreia do Norte é enfraquecida e isolada progressivamente desde a década de 1990, com cada vez mais intensidade. Nenhum governo desde Bill Clinton amenizou o que foi feito antes, ao contrário. Possivelmente chegou-se ao ponto da Coreia do Norte estar com um prazo em que ficará sem combustíveis. A necessidade Norte-coreana de variar e ampliar sua economia não é decorrente de uma política de um ano, mas do desgaste de décadas, o que não quer dizer que Trump não tenha méritos.
Um dos méritos foi o de não seguir alguns de seus conselheiros de deixar de lado o multilateralismo e manter a pressão e as sanções via CSNU. Durante o governo Trump foram aprovadas três das nove resoluções; uma foi ainda no governo George W. Bush e cinco no governo Obama.
Isso, além dos benefícios já citados, dá autoridade para os EUA punir infratores das sanções e também contribui para manter a China envolvida nas sanções. E entra o principal mérito de Trump nesse processo, em sancionar não apenas a Coreia do Norte, suas empresas, seus nacionais e atividades diretas, mas também os que indiretamente realizam negócios com a Coreia do Norte. Nessa seara, Trump e seu governo criaram uma lista de navios, aviões e empresa cujas atividades incluem destinos norte-coreanos. Isso incluiu empresas chinesas, como Beijing Chengxing Trading Co e Dandong Jinxiang Trade, e forçou o governo chinês a aumentar a fiscalização de atividades com a Coreia do Norte.
É nesse sentido que a Ministra de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, creditou Trump em entrevista à Christiane Amanpour da CNN. Isso pode ser visto na íntegra da entrevista, de cerca de onze minutos, em contraste à versão editada para uso em redes sociais.
Na conversa, Kang Kyung-wha deu créditos a Trump por manter-se engajado no assunto junto ao seu presidente e manter pressão via as sanções. Na mesma entrevista, Kang Kyung-wha, além de obviamente destacar o papel de seu governo e de seu presidente, declarou ver “intenções legítimas” de dialogar em Kim Jong-un.
É necessário ir além de declarações de manchetes e compreender a conjuntura ampla. A diplomata Sul-coreana creditou seu principal aliado como qualquer parceiro faria, mas destacou as sanções, não dando atenção no tema do tom belicoso, que foi trazido para a conversa pela jornalista.
Não foram as declarações belicosas ou ameaças de Trump que contribuíram para o processo, mas a manutenção e intensificação inteligente de uma política que já existia.
A cronologia e os números, inclusive, dizem o contrário, que a diplomacia de “testosterona” de Trump foi meramente retrucada. Em pouco mais de um ano de governo Trump, a Coreia do Norte realizou dezesseis testes de mísseis balísticos; durante todo o governo Obama, foram doze testes.
Seu pronunciamento de “fogo e fúria” contra a Coreia do Norte foi sucedido pelo primeiro teste balístico que sobrevoou o Japão em uma trajetória de lançamento, gerando alarmes. Trump afirmou, perante a Assembleia Geral da ONU, que os EUA poderiam se ver forçados a destruir a Coreia do Norte. Dois meses depois a Coreia do Norte testou o míssil Hwasong-15, que analistas afirmam possuir capacidade de atingir todo o território continental dos EUA; mesmo que se duvide dessa capacidade, está claro que são possíveis ataques de mísseis norte-coreanos ao menos contra alvos inSulares, como Guam e Havaí, e a costa oeste, onde estão cidades como Los Angeles e São Francisco.
O governo Trump, assim como os antecessores, trabalha com as opções militares na mesa, embora improváveis. A demonstração de força é importante, inclusive para pressionar durante as negociações e conversas diplomáticas. É com essa lógica que os EUA mantém seu exercício anual militar com a Coreia do Sul desde a década de 1960, além de manutenção permanente de tropas no Sul.
Bush colocava a Coreia do Norte como parte do “Eixo do Mal”. Obama afirmou que os EUA “poderiam destruir a Coreia do Norte” devido ao comportamento “errático” de Kim Jong-un. Entretanto, uma opção militar contra a Coreia do Norte é algo extremamente arriscado. Além do óbvio risco de escalada, com o envolvimento dos vizinhos no conflito, e da possível retaliação Norte-coreana contra os EUA, seria virtualmente impossível evitar que a Coreia do Sul não sofresse. Mesmo um ataque punitivo de precisão poderia gerar uma resposta imprevisível por parte do Norte.
A Coreia do Norte possui concentração bélica na área da fronteira, com mísseis e artilharia em prontidão. Além disso, o governo norte-coreano tem capacidade de produzir armas químicas e provavelmente possui grandes estoques de agentes nervosos, como demonstrado no assassinato do meio-irmão de Kim Jong-un.
Essa é a conclusão de, por exemplo, Steve Bannon, ex-Estrategista Chefe da Casa Branca.
Em agosto de 2017, ele disse: “Enquanto ninguém solucionar a equação que mostra que dez milhões de pessoas em Seul morreriam nos primeiros trinta minutos, não existe solução militar”.
Somam-se os cerca de duzentos mil cidadãos dos EUA que estão na Coreia do Sul cotidianamente e o problema só aumenta. Foram a continuidade das sanções e as pressões longe das câmeras que deram reSultado.
A Coreia do Norte
Uma dessas pressões fora da fácil sedução midiática foi a visita secreta de Mike Pompeo, então Diretor da CIA e atual Secretário de Estado, à Coreia do Norte, no início de abril de 2018. Nela, acertaram detalhes dos futuros encontros entre líderes e Pompeo afirmou ter recebido um real compromisso com a “desnuclearização”.
O mesmo raciocínio exposto sobre a Coreia do Sul deve ser repetido aqui. Qual o motivo da Coreia do Norte ter tomado passos inéditos rumo ao Sul? Pois agora ela tem algo com que pode barganhar, uma carta à ser colocada na mesa. O que explica o desenvolvimento de armas nucleares pela Coreia do Norte, além da caricatura de líder que deseja explodir o mundo?
Enquanto a Coreia do Sul se democratizava e desenvolvia, a Coreia do Norte perdeu sua então principal aliada, a URSS, e passou por diversas crises econômicas e desastres climáticos. Ficou então explícito que, em uma reunificação, o Sul, mais forte, mais rico e mais conhecido, agora seria o protagonista dessa reunificação, ditando os termos ao Norte.
Como forma de balancear essa disparidade, a Coreia do Norte adota a política do Songun, em que as forças militares do país devem ser a prioridade do Estado. Para o governo da família Kim, ser uma potência militar garantiria a independência e a influência do país.
Como o Norte não teria como competir com os gastos militares convencionais sul-coreanos, prioriza-se o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos, meios de lançamento de armas de destruição em massa. Desde o citado teste nuclear de 2006, foram realizados mais cinco testes de detonação, incluindo o de uma bomba de hidrogênio, em setembro de 2017.
Atualmente, especula-se que a Coreia do Norte precisaria apenas de alguns meses para sofisticar a reentrada de suas ogivas nucleares, concluindo um ciclo bélico que é a soma de ogivas nucleares miniaturizadas e mísseis balísticos intercontinentais.
Numa mesa de negociações, hoje, a Coreia do Norte terá muito mais poder de barganha do que tinha dez anos atrás; na ocasião, se o Norte exigisse a saída dos EUA da península, receberia como um resposta “E o que você tem a oferecer em troca?”. A resposta seria nada.
Se a economia e a influência do Norte são uma fração da do Sul, hoje a Coreia do Norte possui algo de interesse: o arsenal nuclear. E é nas entrelinhas que se deve entender o que a Coreia do Norte diz com “desnuclearização” da península coreana. Não se trata apenas de desmantelar o seu programa nuclear, mas o que a Coreia do Norte conseguirá com isso.
Trata-se de abordagem realista das relações internacionais, no qual uma parte de uma negociação buscará ao máximo equiparar o seu poder de barganha com a outra parte, focando seus interesses no que conseguirá em troca. Puro pragmatismo. Isso ficou explícito em 21 de abril, antes da cúpula coreana, quando Kim Jong-un anunciou para a população do Norte a suspensão do programa nuclear norte-coreano.
Na ocasião, afirmou que “o trabalho sob cintos apertados” permitiu a aquisição de “poderosa e cobiçada espada”, uma “garantia firme para nossos descendentes”.
Continuou que o país contribuirá para um mundo sem armas nucleares “se o poder da Coreia do Norte for aceito no nível desejado e seja possível uma garantia confiável de segurança do regime e do povo”. Sua conclusão foi de que agora é o momento de um novo curso para a Coreia do Norte, o do desenvolvimento econômico.
Mais um exemplo pode ser visto em outra entrevista da Ministra de Relações Exteriores sul-coreana Kang Kyung-wha, dessa vez para a Fox News, em que ela afirma que “Kim Jong-un já indicou que, se ele tiver garantias da segurança (do seu país), ele não precisa de armas nucleares”.
Simplificando, o arsenal nuclear norte-coreano será uma moeda de troca para a manutenção da influência do regime em processos de paz e uma eventual reunificação, objetivo que já podia ser previsto ainda no início de 2016, durante o governo de Barack Obama.
A capacidade de desenvolver esse arsenal será usada como salvaguarda retórica, no mínimo. Apenas após a conclusão desse ciclo bélico, que dá aos norte-coreanos um poder de barganha nas conversas com o Sul, tornou-se interessante para Kim Jong-un sinalizar uma reaproximação, em sua mensagem de Ano Novo de 2018. Momento de confiança em ter algo que coloca o país em posição mais confortável na mesa de negociação.
China e Japão
Outros dois atores cujos interesses e importância não podem ser esquecidos são China e Japão. A China tem se distanciado de seu histórico aliado da Coreia do Norte, mas está longe de desejar um colapso do regime de Pyongyang. Primeiro, isso possivelmente significaria uma Coreia unificada sob o Sul, aliada dos EUA, em sua fronteira.
Segundo, e mais importante, um conflito ou colapso de regime causaria uma leva de milhões de refugiados em sua fronteira — principal ponto de entrada e de saída da Coreia do Norte. Não à toa, a primeira viagem ao exterior de Kim Jong-un foi para Pequim, onde se encontrou com Xi Jinping por dois ou três dias. A China é um dos possíveis locais para um encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump. O interesse chinês, acima de tudo, é na estabilidade na península.
Além dos motivos citados em relação ao Norte, hoje a China é a principal parceira da Coreia do Sul, destino de 24% das exportações Sul-coreanas e um volume comercial bilateral total de mais de 140 bilhões de dólares. Quanto mais estabilidade, melhor o clima para negócios com ambas as repúblicas coreanas. Detalhe que não deve ser ignorado é que a China é um dos três signatários do armistício coreano de 27 de julho de 1953; as outras partes foram os EUA, em nome do Comando das Nações Unidas, e a Coreia do Norte.
Já o Japão tem interesses diversos na península. Por um lado, como aliado dos EUA e antagonista histórico dos coreanos, é alvo dos testes de mísseis norte-coreanos, ou seja, deseja uma península estável. Por outro, não pode-se dizer que uma Coreia unificada seja um sonho do Estado japonês, já que isso afetaria os interesses do país e sua competitividade econômica.
Mesmo entre Japão e a Coreia do Sul existem eventuais trocas de farpas e divergências; a mais recente ocorreu justo na ocasião da cúpula coreana, já que a silhueta coreana unificada foi utilizada para o encontro de Kim Jong-un e Moon Jae-in. O mapa incluiu as ilhas Dokdo, sob controle atual do Sul, como posse coreana; elas são reivindicadas pelo Japão, que as chama de Takeshima. O mapa foi utilizado ao menos nas cadeiras onde se sentaram os dois líderes e como um enfeite de uma sobremesa, além de estar presente em diversas fotos e imagens — o que gerou um protesto do Ministério de Relações Exteriores japonês.
Outra pauta importante e sensível, que por si só justifica conversas entre os envolvidos, é evitar a disseminação de material e de tecnologia nuclear por parte da Coreia do Norte, seja por vias irregulares quanto para definir quais os parâmetros cabíveis para o tratamento dessa propriedade.
Aceitar a Coreia do Norte como uma potência nuclear está fora das opções, não apenas por Trump, mas por isso significar um perigoso recado para a comunidade internacional, que poderia resultar em outros países realizando plano similar e desenvolvendo seu próprio arsenal. Caberá aos EUA e ao governo Trump unir todos seus interesses e de seus aliados com as sutilezas da região na cúpula vindoura.
O futuro
A realidade é que o diálogo entre as Coreias e todas as pautas relacionadas, como a desnuclearização da Coreia do Norte, constituem cenário complexo, de intrincadas relações que remetem a décadas atrás.
E foi uma junção de fatores que possibilitou a mais recente cúpula de diálogo.
Principalmente, as vontades de ambos os governos coreanos, os protagonistas desse cenário. Pode parecer, numa primeira vista, que a novidade imediata é Trump com uma política de sanções ou uma retórica de força, mas isso já existia antes dele. O que mudou foi o estabelecimento de maior poder de barganha do Norte aliado a uma ampla mudança de política do Sul. A isso soma-se a manutenção e ampliação das sanções realizadas por Trump, que trouxeram ainda mais a China para o centro dos interesses.
Essa foi a grande contribuição do atual governo dos EUA, que impulsiona um diálogo quadripartite, entre as protagonistas repúblicas coreanas e seus respectivos aliados poderosos. Teimar em negar essa realidade, seja por ideologia ou por imediatismo, é contrariar até mesmo a cronologia dos eventos. Deve-se frisar que nada de concreto foi acordado ainda. O encontro entre os líderes coreanos foi muito bem recebido e terminou em compromissos simbólicos e alguns também empíricos, como a organização de um novo encontro entre famílias separadas pela guerra ainda esse ano e a melhoria da infraestrutura que liga os dois países. Principalmente, foi declarada a possibilidade de um acordo de paz duradouro entre as Coreias ainda em 2018. Nada foi comprometido, entretanto.
A Coreia do Norte continua com ogivas nucleares e mísseis balísticos, embora tenha suspendido seu programa. Pode afirmar que a suspensão valia enquanto duravam as conversas e retomar o projeto nuclear no dia seguinte, no futuro pode adotar uma política mais agressiva, pode ocorrer uma troca de governo em Seul, Trump já declarou que pode sair das negociações caso sinta-se passado para trás, uma miríade de opções tão complexas quanto as que possibilitaram esse momento.
O encontro, por mais otimista que possa ter soado, ainda é um passo inicial, que pode fracassar em breve ou no longo prazo, dependendo do comportamento dos atores envolvidos.
Esse é outro motivo para evitar louvores precipitados, já que fracassos futuros dificilmente contarão com o mesmo entusiasmo em reivindicar responsáveis para si.
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https://www.youtube.com/watch?v=2HvNYs8A-fs
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2018.05.02 15:48 danielghirghi O mérito de Donald Trump na nova política de paz Coreana

Source:
https://xadrezverbal.com/2018/05/01/dialogo-entre-as-coreias-e-merito-de-trump/
http://www.gazetadopovo.com.bideias/dialogo-entre-as-coreias-e-merito-de-trump-a-historia-mostra-que-nao-cq6mfqmq35smke6zb2g31u791
O encontro entre Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, e o presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in, na linha que divide os dois países já é histórico. Pela primeira vez, um líder do Norte pisou no território vizinho. Os poucos diálogos de alto nível que ocorreram antes não tiveram uma fração da exposição da última cúpula. Apertos de mão, sorrisos, diplomacia gastronômica, saídas de protocolo e até gracejos fizeram parte do encontro, tudo muito bem fotografado e televisionado.
A intenção é criar simpatia e confiança nas conversas, mostrar ao mundo que os dois líderes estão dispostos e comprometidos ao diálogo, um chamariz para o apoio e participação de outros países. O entusiasmo com o evento, entretanto, pode precipitar análises e conclusões, gerando conjecturas equivocadas.
Postura comum em circunstâncias desse tipo é querer atribuir o quanto antes méritos ou deméritos, normalmente para ganho de capital político. No presente caso, quem seria o responsável pelo encontro inédito? A quem cabe os elogios?
Em uma das possíveis respostas, muitas pessoas correram em louvar o papel do presidente dos EUA, Donald Trump, na crise, como o principal responsável pela cúpula. Independentemente dos motivos e das intenções de tal conclusão, ela é imediatista e equivocada. O que também não quer dizer que Trump não tenha qualquer participação, mas que ela está inserida em conjuntura muito mais ampla, com outros interesses e atores mais decisivos.

A Coreia do Sul

Ambos os governos coreanos consideram-se, desde 1948, como o único e legítimo governo de toda a península da Coreia. Não existe um reconhecimento diplomático e jurídico mútuo, assim como a Guerra da Coreia foi encerrada em 1953 com um armistício, não um tratado de paz duradouro, que consagrou a fronteira estabelecida pelas zonas de ocupação ao final da Segunda Guerra Mundial.
As duas repúblicas coreanas, além de se considerarem a única, possuem órgãos de alto nível para a reunificação, o Ministério de Reunificação ao Sul e o Comitê para a Reunificação Pacífica da Pátria ao Norte. Até a década de 1980, ambas as repúblicas estavam em patamares semelhantes na economia e em poderio militar. É quando o caminho dos dois países vai, simultaneamente, se aproximar e também se distanciar.
As décadas de permanente hostilidade e tensão bélica deram lugar aos primeiros atos de cooperação pontual. Em 1984, a Coreia do Norte enviou ajuda humanitária ao Sul. No ano seguinte, ocorre a primeira reunião de famílias que foram separadas pela guerra. Em 1991, ambos os países foram aceitos como membros da ONU e foi inaugurada a Bandeira da Reunificação, que exibe o contorno de toda a península coreana, com a participação unificada no Mundial de Tênis de Mesa. Em 1998, a Coreia do Sul enviou ajuda humanitária ao Norte. Em 2002 foi inaugurado o complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, que une mão-de-obra Norte-coreana e investimentos de empresas Sul-coreanas.
O distanciamento também ocorre na década de 1980, com o fim da ditadura militar Sul-coreana da Guerra Fria. Eleições são realizadas em 1981 para governos de transição e é estabelecida uma nova constituição em 1988. A economia Sul-coreana, em ascensão na década de 1970 e que começava a enfrentar uma crise, é beneficiada pela reforma política, que possibilita a abertura para investimentos estrangeiros. Entre 1982 e 1987, a Coreia do Sul cresce em torno de 9% ao ano, com um crescimento de 12% apenas no ano de 1988. Hoje, a economia Sul-coreana é uma das quinze maiores do mundo.
Esses trinta anos de crescimento e democracia fazem com que, hoje, a Coreia do Sul esteja muito à frente de seus vizinhos ao Norte na maioria dos critérios. Poder econômico e qualidade de vida são os principais, mas também dois desdobramentos desses. A indústria bélica e as forças armadas Sul-coreanas contam com orçamentos generosos, difíceis de serem enfrentados de maneira convencional.
Além disso, a Coreia do Sul está presente mundialmente. Enquanto a Coreia do Norte é praticamente um pária internacional, existe ampla simpatia pelos sul-coreanos, derivada do contato com a cultura e o consumo de marcas coreanas de carros, eletrônicos, jogos, música e demais aspectos da cultura pop.
O histórico de hostilidades, a herança dos governos militares, o distanciamento entre as Coreias e as regras democráticas reSultam no fato de que a postura do governo sul-coreano em relação ao Norte sofre mudanças.
Na verdade, a posição em relação ao conflito coreano é um dos mais importantes aspectos eleitorais no Sul. De um lado, os adeptos da aproximação e de uma reunificação pacífica e gradual, destacando a irmandade entre as duas populações e as possibilidades de investimentos para a economia do Sul. Do outro, os que alegam que hoje existe uma distância muito grande entre os dois países, que uma reunificação deve ocorrer pelo protagonismo do Sul e que o Sul deve se manter em constante estado de prontidão.
A segunda postura é o caso do partido Saenuri, atualmente Partido da Liberdade, partido da ex-presidente Park Geun-hye, filha do ex-ditador Park Chung-hee e de postura cética em relação ao Norte. Ela governou a Coreia do Sul entre 2013 e 2017, quando sofreu impeachment no surreal caso de corrupção das Fadas Celestiais. Seu antecessor foi Lee Myung-bak, que governou entre 2008 e 2013 e também é réu em processo por corrupção, talvez o presidente sul-coreano em período democrático mais linha-dura perante o Norte. Hoje, cerca de um terço do parlamento sul-coreano é ocupado por políticos no mínimo céticos com uma aproximação e diálogo com o Norte.
O partido com a maioria dos assentos, 121 de 300, é do Partido Democrático, do atual presidente Moon Jae-in. Moon nasceu dois anos após seus pais serem evacuados do Norte durante a Guerra da Coreia, no chamado Milagre de Natal de 1950. Além de ser um filho de refugiados do Norte, Jae-in é apenas o segundo católico eleito para a presidência do país. Após formar-se em Direito, militou nos anos 1980 e nos anos 1990 em casos de violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura do país. Após trabalhar na campanha presidencial de Roh Moo-hyun, Moon foi eleito para a Assembleia Nacional em 2012. Tanto em seu mandato como deputado como em sua campanha presidencial, Moon Jae-in advogou enfaticamente a retomada do diálogo com a Coreia do Norte.
Mais que isso, ele afirma a importância das relações com os EUA, um “amigo e aliado”, tendo solicitado o posicionamento do sistema antimísseis em seu país, mas defende que assuntos da península da Coreia devem ser protagonizados pelos coreanos. O tom conciliador, entretanto, não se baseia em um diálogo feito apenas de concessões; Moon Jae-in repetidas vezes destacou a necessidade do fim do arsenal nuclear do Norte.
Foi nessas bases em que ele foi eleito presidente em 2017, com 41% dos votos, contra 24% do segundo candidato. Após quase uma década de governos linha dura ou céticos com o Norte, a Coreia do Sul elegeu alguém cuja principal proposta era a do diálogo com a vizinha. Deve-se salientar que foram as duas repúblicas coreanas que sentaram na mesma mesa para dialogar, ou seja, são esses dois os atores principais, cujos interesses e contextos não podem ser colocados em segundo plano. No caso do Sul, sem os esforços de Moon Jae-in e de seu gabinete, agindo com respaldo doméstico, a cúpula coreana não poderia ter ocorrido.

Os EUA e as sanções

Desde a Guerra da Coreia, as relações entre EUA e a Coreia do Norte são extra-oficiais, já que Washington considera Seul a representante oficial coreana. Esse histórico é marcado por momentos de hostilidades e breves pontuações de diálogo. A principal ferramenta dessa relação é a sanção econômica e política. A Coreia do Norte está sob sanções dos EUA desde o ano de 1950, quando o país foi inserido no Trading with the enemy Act (Negociando com o inimigo) de 1917, um marco regulatório para comércio entre empresas e cidadãos dos EUA e países hostis, assim como a presença de empresas desses países em território de soberania dos EUA; o país foi retirado do ato no século XXI, substituído por outras sanções.
Algo que precisa ser destacado é que o combate à proliferação nuclear e a política de sanções contra a Coreia do Norte, nos EUA, é bipartidário. É uma política de Estado, que antecede e sucede qualquer presidente. O processo de sanções dos EUA intensifica-se após a recusa Norte-coreana de aceitar inspetores em suas instalações nucleares e a notificação de que se retiraria do Tratado de Não-proliferação. Sanções afetando diretamente a Coreia do Norte são aprovadas em 1992, 1996, 1997, 1998, 2000, 2001, 2002 e 2006; período que envolve três diferentes presidentes dos EUA, George Bush, Bill Clinton e George W. Bush, de ambos os principais partidos.
Esse processo é longo e detalhado. Até 2006, é marcado por idas e vindas, pressões amenizadas com concessões. Por exemplo, em 1999, a Coreia do Norte declara que congelará por prazo indeterminado seus testes com mísseis, o que é acompanhado de concessões pelo governo Clinton; tal congelamento chega ao fim em 2005.
Em outubro de 2006, a Coreia do Norte realiza seu primeiro teste de uma arma nuclear.
O governo dos EUA passa então a tratar o tema das sanções em duas frentes.
Além das impostas pelo país, leva o tema ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU). Unanimemente são aprovadas sanções contra a Coreia do Norte na Resolução 1718 e é criado um órgão específico para elas. Esse é outro fator de grande importância. As sanções pelo Conselho de Segurança contaram com aprovação chinesa, a potência mais próxima da Coreia do Norte. Além disso, as sanções do CSNU são vinculantes a todos os países-membro, não dependendo apenas do esforço dos EUA em verificar se elas são cumpridas.
De 2006 ao início de 2018, são aprovadas nove resoluções no Conselho de Segurança da ONU no tema de sanções contra a Coreia do Norte. Uma das mais importantes é de novembro de 2016, que restringe exportações Norte-coreanas de carvão mineral e outros minerais. A importância se dá pelo fato de a China não apenas aceitar tal sanção, mas ser um dos primeiros países a anunciar seu cumprimento. Em fevereiro de 2017, a China vai além e declara que não importaria mais carvão da Coreia do Norte. Mais de 90% do comércio norte-coreano é com a China, mostrando que o envolvimento chinês na política de sanções deixaria a Coreia do Norte extremamente vulnerável - e em sinal de alerta.
Além das resoluções no CSNU, o governo dos EUA promoveu sanções próprias contra a Coreia do Norte durante todo esse período, que corresponde a três presidentes, de ambos os partidos: George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump. Tanto Obama quanto Trump também usaram ordens executivas para temas norte-coreanos.
Uma política de sanções não gera reSultados instantâneos, da noite para o dia. A Coreia do Norte é enfraquecida e isolada progressivamente desde a década de 1990, com cada vez mais intensidade. Nenhum governo desde Bill Clinton amenizou o que foi feito antes, ao contrário. Possivelmente chegou-se ao ponto da Coreia do Norte estar com um prazo em que ficará sem combustíveis. A necessidade Norte-coreana de variar e ampliar sua economia não é decorrente de uma política de um ano, mas do desgaste de décadas, o que não quer dizer que Trump não tenha méritos.
Um dos méritos foi o de não seguir alguns de seus conselheiros de deixar de lado o multilateralismo e manter a pressão e as sanções via CSNU. Durante o governo Trump foram aprovadas três das nove resoluções; uma foi ainda no governo George W. Bush e cinco no governo Obama.
Isso, além dos benefícios já citados, dá autoridade para os EUA punir infratores das sanções e também contribui para manter a China envolvida nas sanções. E entra o principal mérito de Trump nesse processo, em sancionar não apenas a Coreia do Norte, suas empresas, seus nacionais e atividades diretas, mas também os que indiretamente realizam negócios com a Coreia do Norte. Nessa seara, Trump e seu governo criaram uma lista de navios, aviões e empresa cujas atividades incluem destinos norte-coreanos. Isso incluiu empresas chinesas, como Beijing Chengxing Trading Co e Dandong Jinxiang Trade, e forçou o governo chinês a aumentar a fiscalização de atividades com a Coreia do Norte.
É nesse sentido que a Ministra de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, creditou Trump em entrevista à Christiane Amanpour da CNN. Isso pode ser visto na íntegra da entrevista, de cerca de onze minutos, em contraste à versão editada para uso em redes sociais.
Na conversa, Kang Kyung-wha deu créditos a Trump por manter-se engajado no assunto junto ao seu presidente e manter pressão via as sanções. Na mesma entrevista, Kang Kyung-wha, além de obviamente destacar o papel de seu governo e de seu presidente, declarou ver “intenções legítimas” de dialogar em Kim Jong-un.
É necessário ir além de declarações de manchetes e compreender a conjuntura ampla. A diplomata Sul-coreana creditou seu principal aliado como qualquer parceiro faria, mas destacou as sanções, não dando atenção no tema do tom belicoso, que foi trazido para a conversa pela jornalista.
Não foram as declarações belicosas ou ameaças de Trump que contribuíram para o processo, mas a manutenção e intensificação inteligente de uma política que já existia.
A cronologia e os números, inclusive, dizem o contrário, que a diplomacia de “testosterona” de Trump foi meramente retrucada. Em pouco mais de um ano de governo Trump, a Coreia do Norte realizou dezesseis testes de mísseis balísticos; durante todo o governo Obama, foram doze testes.
Seu pronunciamento de “fogo e fúria” contra a Coreia do Norte foi sucedido pelo primeiro teste balístico que sobrevoou o Japão em uma trajetória de lançamento, gerando alarmes. Trump afirmou, perante a Assembleia Geral da ONU, que os EUA poderiam se ver forçados a destruir a Coreia do Norte. Dois meses depois a Coreia do Norte testou o míssil Hwasong-15, que analistas afirmam possuir capacidade de atingir todo o território continental dos EUA; mesmo que se duvide dessa capacidade, está claro que são possíveis ataques de mísseis norte-coreanos ao menos contra alvos inSulares, como Guam e Havaí, e a costa oeste, onde estão cidades como Los Angeles e São Francisco.
O governo Trump, assim como os antecessores, trabalha com as opções militares na mesa, embora improváveis. A demonstração de força é importante, inclusive para pressionar durante as negociações e conversas diplomáticas. É com essa lógica que os EUA mantém seu exercício anual militar com a Coreia do Sul desde a década de 1960, além de manutenção permanente de tropas no Sul.
Bush colocava a Coreia do Norte como parte do “Eixo do Mal”. Obama afirmou que os EUA “poderiam destruir a Coreia do Norte” devido ao comportamento “errático” de Kim Jong-un. Entretanto, uma opção militar contra a Coreia do Norte é algo extremamente arriscado. Além do óbvio risco de escalada, com o envolvimento dos vizinhos no conflito, e da possível retaliação Norte-coreana contra os EUA, seria virtualmente impossível evitar que a Coreia do Sul não sofresse. Mesmo um ataque punitivo de precisão poderia gerar uma resposta imprevisível por parte do Norte.
A Coreia do Norte possui concentração bélica na área da fronteira, com mísseis e artilharia em prontidão. Além disso, o governo norte-coreano tem capacidade de produzir armas químicas e provavelmente possui grandes estoques de agentes nervosos, como demonstrado no assassinato do meio-irmão de Kim Jong-un.
Essa é a conclusão de, por exemplo, Steve Bannon, ex-Estrategista Chefe da Casa Branca.
Em agosto de 2017, ele disse: “Enquanto ninguém solucionar a equação que mostra que dez milhões de pessoas em Seul morreriam nos primeiros trinta minutos, não existe solução militar”.
Somam-se os cerca de duzentos mil cidadãos dos EUA que estão na Coreia do Sul cotidianamente e o problema só aumenta. Foram a continuidade das sanções e as pressões longe das câmeras que deram reSultado.

A Coreia do Norte

Uma dessas pressões fora da fácil sedução midiática foi a visita secreta de Mike Pompeo, então Diretor da CIA e atual Secretário de Estado, à Coreia do Norte, no início de abril de 2018. Nela, acertaram detalhes dos futuros encontros entre líderes e Pompeo afirmou ter recebido um real compromisso com a “desnuclearização”.
O mesmo raciocínio exposto sobre a Coreia do Sul deve ser repetido aqui. Qual o motivo da Coreia do Norte ter tomado passos inéditos rumo ao Sul? Pois agora ela tem algo com que pode barganhar, uma carta à ser colocada na mesa. O que explica o desenvolvimento de armas nucleares pela Coreia do Norte, além da caricatura de líder que deseja explodir o mundo?
Enquanto a Coreia do Sul se democratizava e desenvolvia, a Coreia do Norte perdeu sua então principal aliada, a URSS, e passou por diversas crises econômicas e desastres climáticos. Ficou então explícito que, em uma reunificação, o Sul, mais forte, mais rico e mais conhecido, agora seria o protagonista dessa reunificação, ditando os termos ao Norte.
Como forma de balancear essa disparidade, a Coreia do Norte adota a política do Songun, em que as forças militares do país devem ser a prioridade do Estado. Para o governo da família Kim, ser uma potência militar garantiria a independência e a influência do país.
Como o Norte não teria como competir com os gastos militares convencionais sul-coreanos, prioriza-se o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos, meios de lançamento de armas de destruição em massa. Desde o citado teste nuclear de 2006, foram realizados mais cinco testes de detonação, incluindo o de uma bomba de hidrogênio, em setembro de 2017.
Atualmente, especula-se que a Coreia do Norte precisaria apenas de alguns meses para sofisticar a reentrada de suas ogivas nucleares, concluindo um ciclo bélico que é a soma de ogivas nucleares miniaturizadas e mísseis balísticos intercontinentais.
Numa mesa de negociações, hoje, a Coreia do Norte terá muito mais poder de barganha do que tinha dez anos atrás; na ocasião, se o Norte exigisse a saída dos EUA da península, receberia como um resposta “E o que você tem a oferecer em troca?”. A resposta seria nada.
Se a economia e a influência do Norte são uma fração da do Sul, hoje a Coreia do Norte possui algo de interesse: o arsenal nuclear. E é nas entrelinhas que se deve entender o que a Coreia do Norte diz com “desnuclearização” da península coreana. Não se trata apenas de desmantelar o seu programa nuclear, mas o que a Coreia do Norte conseguirá com isso.
Trata-se de abordagem realista das relações internacionais, no qual uma parte de uma negociação buscará ao máximo equiparar o seu poder de barganha com a outra parte, focando seus interesses no que conseguirá em troca. Puro pragmatismo. Isso ficou explícito em 21 de abril, antes da cúpula coreana, quando Kim Jong-un anunciou para a população do Norte a suspensão do programa nuclear norte-coreano.
Na ocasião, afirmou que “o trabalho sob cintos apertados” permitiu a aquisição de “poderosa e cobiçada espada”, uma “garantia firme para nossos descendentes”.
Continuou que o país contribuirá para um mundo sem armas nucleares “se o poder da Coreia do Norte for aceito no nível desejado e seja possível uma garantia confiável de segurança do regime e do povo”. Sua conclusão foi de que agora é o momento de um novo curso para a Coreia do Norte, o do desenvolvimento econômico.
Mais um exemplo pode ser visto em outra entrevista da Ministra de Relações Exteriores sul-coreana Kang Kyung-wha, dessa vez para a Fox News, em que ela afirma que “Kim Jong-un já indicou que, se ele tiver garantias da segurança (do seu país), ele não precisa de armas nucleares”.
Simplificando, o arsenal nuclear norte-coreano será uma moeda de troca para a manutenção da influência do regime em processos de paz e uma eventual reunificação, objetivo que já podia ser previsto ainda no início de 2016, durante o governo de Barack Obama.
A capacidade de desenvolver esse arsenal será usada como salvaguarda retórica, no mínimo. Apenas após a conclusão desse ciclo bélico, que dá aos norte-coreanos um poder de barganha nas conversas com o Sul, tornou-se interessante para Kim Jong-un sinalizar uma reaproximação, em sua mensagem de Ano Novo de 2018. Momento de confiança em ter algo que coloca o país em posição mais confortável na mesa de negociação.

China e Japão

Outros dois atores cujos interesses e importância não podem ser esquecidos são China e Japão. A China tem se distanciado de seu histórico aliado da Coreia do Norte, mas está longe de desejar um colapso do regime de Pyongyang. Primeiro, isso possivelmente significaria uma Coreia unificada sob o Sul, aliada dos EUA, em sua fronteira.
Segundo, e mais importante, um conflito ou colapso de regime causaria uma leva de milhões de refugiados em sua fronteira — principal ponto de entrada e de saída da Coreia do Norte. Não à toa, a primeira viagem ao exterior de Kim Jong-un foi para Pequim, onde se encontrou com Xi Jinping por dois ou três dias. A China é um dos possíveis locais para um encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump. O interesse chinês, acima de tudo, é na estabilidade na península.
Além dos motivos citados em relação ao Norte, hoje a China é a principal parceira da Coreia do Sul, destino de 24% das exportações Sul-coreanas e um volume comercial bilateral total de mais de 140 bilhões de dólares. Quanto mais estabilidade, melhor o clima para negócios com ambas as repúblicas coreanas. Detalhe que não deve ser ignorado é que a China é um dos três signatários do armistício coreano de 27 de julho de 1953; as outras partes foram os EUA, em nome do Comando das Nações Unidas, e a Coreia do Norte.
Já o Japão tem interesses diversos na península. Por um lado, como aliado dos EUA e antagonista histórico dos coreanos, é alvo dos testes de mísseis norte-coreanos, ou seja, deseja uma península estável. Por outro, não pode-se dizer que uma Coreia unificada seja um sonho do Estado japonês, já que isso afetaria os interesses do país e sua competitividade econômica.
Mesmo entre Japão e a Coreia do Sul existem eventuais trocas de farpas e divergências; a mais recente ocorreu justo na ocasião da cúpula coreana, já que a silhueta coreana unificada foi utilizada para o encontro de Kim Jong-un e Moon Jae-in. O mapa incluiu as ilhas Dokdo, sob controle atual do Sul, como posse coreana; elas são reivindicadas pelo Japão, que as chama de Takeshima. O mapa foi utilizado ao menos nas cadeiras onde se sentaram os dois líderes e como um enfeite de uma sobremesa, além de estar presente em diversas fotos e imagens — o que gerou um protesto do Ministério de Relações Exteriores japonês.
Outra pauta importante e sensível, que por si só justifica conversas entre os envolvidos, é evitar a disseminação de material e de tecnologia nuclear por parte da Coreia do Norte, seja por vias irregulares quanto para definir quais os parâmetros cabíveis para o tratamento dessa propriedade.
Aceitar a Coreia do Norte como uma potência nuclear está fora das opções, não apenas por Trump, mas por isso significar um perigoso recado para a comunidade internacional, que poderia resultar em outros países realizando plano similar e desenvolvendo seu próprio arsenal. Caberá aos EUA e ao governo Trump unir todos seus interesses e de seus aliados com as sutilezas da região na cúpula vindoura.

O futuro

A realidade é que o diálogo entre as Coreias e todas as pautas relacionadas, como a desnuclearização da Coreia do Norte, constituem cenário complexo, de intrincadas relações que remetem a décadas atrás.
E foi uma junção de fatores que possibilitou a mais recente cúpula de diálogo.
Principalmente, as vontades de ambos os governos coreanos, os protagonistas desse cenário. Pode parecer, numa primeira vista, que a novidade imediata é Trump com uma política de sanções ou uma retórica de força, mas isso já existia antes dele. O que mudou foi o estabelecimento de maior poder de barganha do Norte aliado a uma ampla mudança de política do Sul. A isso soma-se a manutenção e ampliação das sanções realizadas por Trump, que trouxeram ainda mais a China para o centro dos interesses.
Essa foi a grande contribuição do atual governo dos EUA, que impulsiona um diálogo quadripartite, entre as protagonistas repúblicas coreanas e seus respectivos aliados poderosos. Teimar em negar essa realidade, seja por ideologia ou por imediatismo, é contrariar até mesmo a cronologia dos eventos. Deve-se frisar que nada de concreto foi acordado ainda. O encontro entre os líderes coreanos foi muito bem recebido e terminou em compromissos simbólicos e alguns também empíricos, como a organização de um novo encontro entre famílias separadas pela guerra ainda esse ano e a melhoria da infraestrutura que liga os dois países. Principalmente, foi declarada a possibilidade de um acordo de paz duradouro entre as Coreias ainda em 2018. Nada foi comprometido, entretanto.
A Coreia do Norte continua com ogivas nucleares e mísseis balísticos, embora tenha suspendido seu programa. Pode afirmar que a suspensão valia enquanto duravam as conversas e retomar o projeto nuclear no dia seguinte, no futuro pode adotar uma política mais agressiva, pode ocorrer uma troca de governo em Seul, Trump já declarou que pode sair das negociações caso sinta-se passado para trás, uma miríade de opções tão complexas quanto as que possibilitaram esse momento.
O encontro, por mais otimista que possa ter soado, ainda é um passo inicial, que pode fracassar em breve ou no longo prazo, dependendo do comportamento dos atores envolvidos.
Esse é outro motivo para evitar louvores precipitados, já que fracassos futuros dificilmente contarão com o mesmo entusiasmo em reivindicar responsáveis para si.
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https://www.youtube.com/watch?v=2HvNYs8A-fs
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2018.01.24 18:19 bt22coin HEALTH SAÚDE Uma rede P2P de Saúde de armazenamento de registro médico

HEALTH SAÚDE Uma rede P2P de Saúde de armazenamento de registro médico v 0.1 Rogerio H. Berlanda Novembro 2017
1.0 Prefácio Seguindo a tecnologia de uma nova era entre sistemas e banco de dados e ativos eletrônicos ou dinheiro eletrônico ponto a ponto versão de um sistema de pagamentos que hoje revoluciona nossa economia como dito por Satoshi Nakamoto seja ele um grupo ou assim como nós um cidadão comum:
“Uma versão puramente p2p de dinheiro eletrônico pode permitir o envio de pagamentos online diretamente de uma parte para outra sem ser através de uma instituição financeira. Assinaturas digitais providenciam parte da solução, mas os maiores benefícios são perdidos se um intermediário confiável ainda for necessário para prevenir o gasto duplo. Nós propomos uma solução para o problema de gasto duplo usando uma rede p2p. A rede carimba uma data as transações codificando-as em uma corrente contínua de prova de trabalho baseada em codificação formando um registro que não pode ser modificado sem que a prova de trabalho seja refeita. A maior corrente não apenas serve como prova de sequência de eventos testemunhados, mas a prova de que eles irão gerar a maior corrente e ultrapassar os atacantes. A rede em si requer uma estrutura mínima. Mensagens são distribuídas na base da melhor forma possível, e os nós podem sair a vontade, aceitando a corrente com a maior prova de trabalho como prova do que aconteceu enquanto ele esteve fora.”
O que muitos não sabem é que a tecnologia por trás disso é a grande revolução BLOCKCHAIN é um sistema que cria uma corrente de dados imutável e segura.
Com isso, resolvemos criar uma solução dentre a cadeia e todo sistema de saúde já existente. Nossa ideia é otimizar trabalho e tempo, e também trazer aos usuários maior segurança e agilidade sob suas informações voltado a area de saude. A ideia inicial surgiu da necessidade de um plano de saúde ou atendimento médico, a solução encontrada foi criar um sistema onde você possa vender a força computacional do seus aparelhos seja computador, notebook, ou smartphones em troca de um ativo chamado XXXX, o qual será aceito em hospitais, farmácias, odonto, academias e clínicas particulares que utilizarem o sistema (Instituições parceiras).
INTRODUÇÃO
1.1 O que é Blockchain? E a tecnologia por trás da moeda digital Bitcoin, que desde 2009 vem ganhando o uso de uma forma generalizada tanto no setor de finanças quanto para sistemas descentralizados, com uma variedade de blockchains que habitam negócios e serviços ainda estão a entrar nesse mercado. A tecnologia blockchain é usada para compartilhar um registro de transação em uma rede de negócios sem ser controlada por qualquer entidade. O livro-razão distribuído facilita a criação de relacionamentos comerciais sem exigir um ponto central de controle. A tecnologia coloca privacidade e controle de dados nas mãos do indivíduo. Confiança e integridade é estabelecida sem dependência de terceiros intermediários.
1.2 Como Blockchain está mudando os mercado Fintechs. Atualmente, as transações digitais ocorrem com a ajuda de tokens. Este é um código exclusivo gerado por um terceiro (como Visa ou Mastercard, por exemplo) e é compartilhado com o solicitante de token (o revendedor do qual você está comprando) e o emissor da conta (o banco do cliente). Os tokens tornam as transações on-line mais seguras ao esconder os dados reais de identificação do cliente. Uma vez que o token é gerado por um terceiro que, por si só, não possui informações sobre a transação, não há espaço para qualquer tipo de dados que possam ser utilizados por um cientista de dados. Mas isso muda com a tecnologia Blockchain. Aqui, é teoricamente possível conseguir uma posse de todas as transações que já aconteceram e isso fornece aos cientistas de dados tudo o que precisam para analisar tendências e padrões em transações on-line. Os Blockchains fornecem aos bancos e instituições financeiras a tecnologia necessária para extrair dados mais úteis do histórico de transações do cliente. Além das instituições financeiras, os Blockchains como tecnologia também têm casos de uso em várias indústrias, onde é possível aos cientistas de dados “cavarem” através de grandes quantidades de dados que estavam até agora indisponíveis para mineração. A análise de dados oriundos de Blockchains permite identificar padrões como os gastos do consumidor e identificar transações de risco muito mais rápidas do que podem ser feitas com a tecnologia atual. Através do setor de saúde, varejo e administração pública, os estabelecimentos começaram a usar o Blockchain para evitar invasões e vazamentos de dados. Nos sistemas de saúde, uma tecnologia como Blockchain pode garantir que múltiplas assinaturas sejam buscadas em todos os níveis de acesso a dados. Isso pode impedir uma repetição do como houve em um ataque em 2015 que levou ao roubo de mais de 100 milhões de registros de pacientes. Até agora, a detecção de fraudes em tempo real era um sonho. Uma vez que o Blockchain tem um registro de banco de dados para cada transação, ele fornece uma maneira para que as instituições verifiquem padrões em tempo real, se necessário. Empresas como Chainalysis e Bloq usam essa inteligência em tempo real para tomar decisões sobre dados pseudônimos. Mas todas essas possibilidades também levantam questões sobre privacidade, e isso entra em contradição direta com a razão pela qual Blockchain e bitcoins tornaram-se populares em primeiro lugar. Entretanto, para analisar isso de outra perspectiva, os Blockchains melhoram a transparência na análise de dados. Ao contrário dos algoritmos anteriores, a tecnologia Blockchain rejeita qualquer entrada que não possa ser verificada e é considerada suspeita. Como resultado, os analistas das indústrias de varejo só lidam com dados completamente transparentes. Em outras palavras, os padrões de comportamento do cliente que identificados pelos sistemas de Blockchain provavelmente serão muito mais precisos do que é hoje. Embora o Blockchain ofereça uma grande promessa para a Ciência de Dados, a verdade é que ainda não temos muitos sistemas de tecnologia baseados em Blockchain implantados em escala industrial (principalmente no Brasil). Como resultado, as oportunidades e ameaças podem não ser evidentes por pelo menos mais alguns anos até que o Blockchain se torne mais comum. Entretanto, esta é uma tecnologia que promete ser revolucionária e que trará consigo um novo universo de dados transacionais online. Os estudantes e profissionais que trabalham com dados que almejam trabalhar com Blockchain, certamente possuem um futuro glorioso ainda por vir. Na imagem a seguir, criada pela Venture Radar, estão alguns exemplos de Startups que utilizam a tecnologia Blockchain
Figura1 Exemplos de Blockchains
1.3 Infra-estrutura Atual Saúde O realinhamento de um enfoque baseado nos registros de consultas para o cuidado integral do indivíduo torna se cada vez mais complicado e burocrático no que se diz respeito a necessidade e qualidade de vida “saúde”. Onde o acompanhamento e histórico hospitalar se torna cada vez mais fraudulento e falho sob todo o sistema. A disponibilidade de um serviço ou até mesmo atendimento pronto socorro se mostra menos acessível para aqueles que necessitam de um sistema básico de saúde ou até mesmo que não possuem condições mínimas. A infraestrutura, tecnologia e educação e impostos obtidos obrigam instituições e profissionais da área de saúde encarecer cada vez mais seus serviços entre o cuidado mínimo dos indivíduos (pacientes). Grandes corporações desviam boa parte da verba inserida pelo governo para área de saúde, tornando assim o acesso cada vez mais difícil por conta de suas grandes taxas e impostos. Situações como essas são presenciada em todo o globo.
1.4 Relação paciente. O novo paradigma da saúde exige a necessidade de um atendimento eficaz e de baixo custo para que assim seja acessível para todos, trazendo um registro de informações seguras e inviolável para que os pacientes e médicos possam navegar em históricos de consultas podendo assim acompanhar seus tratamentos.
❍ Paciente : Você pode acessar seu perfil de saúde em qualquer lugar, desde histórico médico anterior a receitas exigidas. As informações serão armazenadas em uma rede blockchain não publica.
Ativo Você pode receber todos os benefícios fazendo parte da rede minerando, você pode comprar XXXX, você pode vender, trocar ou até mesmo doar nossa moeda.
1.5 Relação médico. O médico por sua vez terá um nível mais elevado, é ele quem tem o papel de trazer conforto ou até mesmo a solução de um problema trazido pelo paciente então é a partir da confirmação dele que o sistema fecha o registro, para que assim a consulta possa ser registrado no livro razão.
❏ Médico: Você pode visualizar o histórico completo do paciente desde que tenha a “chave” do mesmo ou a chave da consulta fornecida pela instituição. Seu médico pode criar uma chave consulta a chave consulta permite desde que você forneça a sua chave que o médico insira informações sobre seu prontuário uma única vez.
Ativo Você recebe pela consulta, você pode comprar XXXX, você pode vender, trocar ou até mesmo doar nossa moeda. Além de poder fazer parte da rede minerando.
1.6 Relação instituição As grandes vantagens em ser uma instituição adaptada ao sistema, e ter um controle total e 100% confiável de que suas transações entre médicos e pacientes estão sendo feitas de forma correta sem violação.
⛨ Instituições: Podem criar novas consultas, visualizar todas as fichas médicas, fichas dos pacientes e todas as consultas.
Ativo Você recebe pela consulta, você pode comprar XXXX, você pode vender, trocar ou até mesmo doar nossa moeda. Além de poder fazer parte da rede minerando.
2.Sobre o sistema.
Sistema de Saúde descentralizado. Gerenciamento de consultas pela vida toda. Prova segura de informações. Ativo p2p. Minerável. ⛏
Um sistema que permite vantagens a todos os usuários trazendo como benefício todas as informações mantidas sob tecnologia blockchain. Os usuários terão como benefício todas as suas informações em poucos cliques. Além de poder fazer parte da rede minerando as transações, reavendo seu prof-of-work (prova de trabalho) o qual poderá ser utilizado como pagamento em suas consultas ou compras de medicamentos.
Nós definimos um ativo(moeda) eletrônico como o pagamento de uma chave(consulta) eletrônica. A instituição ou médico gera chave que se confirmada o pagamento salva na rede um novo hash contendo as informações da consulta(chave). O médico por sua vez ao finalizar seu atendimento trazendo as informações como prontuário, receita médica ou até mesmo atestado confirma o hash da consulta que será validada pela chave inicial do agendamento fornecida pelo usuário (paciente). Pós sua vez ao concluir todo o ciclo criado pelo processo seguro se todas as etapas de comprovação forem aprovada, só então a rede receberá um novo arquivo a ser registrado no cadeia blockchain, gerando uma transação dentro de um bloco.
Figura 1 Diagrama de pontes
A chave da consulta é solicitada pelo usuário via plataforma a instituição fará o registro do agendamento em formato chave de consulta Hash trazendo as informações sobre valores data e hora em que houver encaixe com a agenda do médico as informações ficarão registradas no chave da consulta. Figura 2 Diagrama de ponte P2P
Nesse processo o usuário faz contato direto com o médico ou solicitado o qual também terá permissão para criação de chaves de agendamento.
Figura 3 sequência de passos
Todo processo inicia com uma solicitação de uma nova consulta HASH, seja ela feita pela instituição ou pelo próprio usuário.
Figura 4 sequência de passos. Nessa etapa a instituição solicita ao médico sua cave para ser inserido como na chave hash da consulta.
Figura 5 sequência de passos
A instituição então retorna ao cliente as informações referente a consulta com detalhes sobre valor e informações do médico.
Figura 6 sequência de passos
Nessa etapa o cliente realiza pagamento e confirma o primeiro passo.
Figura 7 sequência de passos
Após realizar pagamento o cliente/paciente deve ser atendido pelo médico o qual deverá inserir um arquivo PDF contendo as informações da consulta validando o último passo registrando o hash.
Figura 8 sequência de passos
Após confirmar as duas etapas principais o hash pode ser inserido e registrado no livro razão como uma transação válida o qual ficará gravada sem que haja alterações.
Figura 9 sequência de passos
Para consultar as informações registrada é necessário ter a chave de acesso de determinado bloco onde o hash foi inserido.
2.1 Sobre a plataforma A plataforma com uma interface limpa trará aos usuários todos os registos solicitados, sendo histórico do paciente, histórico de atendimento do médico, e histórico de transações e agendamentos das instituições.
❍ Paciente: Permite visualizar seu histórico de consultas, abrir seus agendamentos futuros ou até mesmo agendar uma nova consulta.
❏ Médico: Permite visualizar todo histórico dos pacientes, desde que tenha a chave do paciente ou a chave da consulta.
⛨ Instituições: Permite visualizar todo o histórico dos paciente e dos médicos cadastrados em sua instituição.
3.0 Implementação sistema
A implementação do sistema depende de uma rede blockchain em andamento para que ao se inscrever na nossa plataforma o sistema gere as chaves e suas permissões.
❍ Paciente: Public key - Private key ex: 18pJYCmJwpNqmwjJXXH4SJiJndPoeYTnX4 / 156jkr5ALgiMRgjKq8tBogc1BRTnR3UkqQ
❏ Médico: Public key - Private key ex: 1FyP85EtujLnBu3knn7C7V5zk8viwcupmx / 3QKsH9bddUoi5CeAwkyFcPiCfJ5hbeWRmL
⛨ Instituições: Public key - Private key ex: 3CELAf6AiZ6TLeJ1ccxtxKU9q4ELbYLHvQ / 3JQ9sabS2UNS91qzDLYvuFmUUyJFarJHws
A. Análise das Limitações do Sistema Blockchain Esses sistemas têm limitações em que a máquina virtual não tem inspeção direta além da internet, exceto através do uso de serviços de oráculos. Adicionalmente, as limitações de armazenamento da blockchain são aplicadas pelo custo de gás para armazenar e pelo custo de gás para acessar estes dados. A partir disso, o tempo do bloco estabelece um limite mínimo para solicitações de modificação do estado de pelo menos quinze segundos. A limitação da blockchain para a hospedar informação privada pode ser superada através do obscurecimento dos dados, como a criptografia, mas no caso da chave de descriptografia já ter sido vazada, não há maneira de remover os próprios dados confidenciais da blockchain.
B. Objetivos de implementação para usabilidade e segurança Os principais objetivos de qualquer sistema seguro podem ser resumidos como os objetivos de confidencialidade, integridade, disponibilidade, responsabilidade e garantia de identidade/informação. Para acomodar esses objetivos, um invasor e usuário devem ser definidos. Cada um desses papéis exige certos reconhecimentos de capacidade. Do ponto de vista do usuário, o sistema precisa ser suficientemente transparente para que nenhum conhecimento avançado seja necessário. Além disso, devido à incapacidade do usuário normal de compreender as considerações complexas de segurança cibernética, o processo precisa ser resistente às ações do usuário.
C. Definição de Hardware e Implementação da Rede Para acomodar os objetivos de projeto acima mencionados, a implementação do sistema selecionado requer vários sistemas independentes. Cada sistema subdivide a autoridade, assegura que somente as entidades autorizadas possam interagir de forma aprovada e oferece um mecanismo para aumentar a segurança e manter a disponibilidade. Este sistema também foi concebido de tal modo que o escalonamento pode ser facilmente realizado através da adição de esquemas de chamada hierárquicos. Estes sistemas são completamente descritos em detalhe abaixo. A entidade que enfrenta o público é um Servidor de Chamada de Procedimento Remoto (Remote Procedure Call - RPC) que atua como uma interface para uma implementação privada da Blockchain da Ethereum (permissão blockchain). Esta rede de nós da blockchain, só está autorizada a interagir com os outros nós da blockchain, uma entidade de chave autoral, uma instalação de armazenamento compatível com a CP e o Servidor de RPC. A entidade de criação da chave é o recurso que gera pares de chaves públicas/privadas para uso na blockchain. A instalação do armazenamento compatível com a CP hospeda os dados reais que constituem informações eletrônicas privadas de saúde. Quando uma solicitação de dados ocorre, o sistema compatível com a CP pode ser autorizado a falar com o agente de encaminhamento, que re-roteia os dados de volta para o servidor de RPC. Alternativamente, ele pode ser estruturado de modo que o armazenamento da CP fale diretamente com o servidor de RPC. Cada implementação tem benefícios que devem ser considerados antes da seleção final. Em quaisquer casos, a instalação de armazenamento da CP descriptografa as porções relevantes da base de dados após a manuseio da solicitação. Esta informação codificada é então recodificada utilizando a chave pública da parte solicitante para a transmissão. Esta chave pública é também a chave pública do contrato que atua como a interface de controle da blockchain para os dados da. O que se segue é um diagrama da topologia da rede.
E. Definição da Implementação do Software Além do isolamento físico de sistemas na implementação de hardware e rede, o controle de acesso do software facilita a integridade dos dados e a verificação da autorização para entidades solicitantes. O sistema do software, a partir da perspectiva do controle de acesso e da criptografia de dados, é descrito a seguir:
Figura 3: Topografia da rede blockchain
O banco de dados compatível com a CP aceitará apenas conexões de entrada do expedidor da CP. Isso garante que o fluxo de tráfego seja isolado para caminhos conhecidos controlados. O expedidor da CP agirá apenas para encaminhar uma solicitação para a instalação de armazenamento da CP enquanto uma transação válida ocorreu na blockchain e essa transação resultou na emissão de um evento solicitante. Este evento solicitante precisa conter a chave pública do solicitante e os campos de dados solicitados. Finalmente, o servidor de RPC usa uma Interface de Programa de Aplicativo (API) controlada por acesso, de modo que somente usuários conhecidos possam interagir com o servidor. Para entender a hierarquia de chamadas do sistema, a estrutura do contrato para facilitar o controle do acesso deve ser abordada antes. Cada usuário no sistema faz um mapa para um endereço privado na blockchain privada. Todos os endereços privados só estão autorizados a falar directamente com um contrato na blockchain. Este contrato é o contrato de classe do indivíduo. Instituições, médicos da instituição e clientes são objetos de nível de classe.
3.1 Permissões de acesso. Esses objetos de nível de classe são interfaces com permissão. O Contrato de Instituição tem uma lista de todos os clientes que concederam privilégios de visualização à instituição e cada contrato de cliente tem uma lista de todas as instituições às quais concedeu permissão. O contrato da instituição possui funções que facilitam a revogação de permissões para a instituição, a partir do usuário. O contrato institucional não pode alterar esta lista, impedindo assim o acesso não autorizado a registros individuais. Além disso, o Contrato de Instituição possui uma lista de empregados autorizados que é totalmente capaz de manter. Este esquema de permissão idealmente deveria funcionar de modo que a revogação automática de uma permissão seja realizada em intervalos semi-regulares para evitar que uma instituição inadvertidamente preserve os direitos de acesso de ex-funcionários. Dentro deste sistema, todas as partes externas interagem através da submissão de transações assinadas que codificam a chamada solicitante. Essas transações são enviadas através do servidor de RPC após a validação do usuário. O servidor de RPC envia essas solicitações para o servidor de agregação de dados que, em seguida, encaminha essas solicitações para os mineiros com base em um mecanismo de compartilhamento de carga. Os mineiros, em seguida, processar o pedido, submetendo a transação em nome do autor da chamada para o contrato de controle da parte respectiva. Este contrato contém as permissões dos dados que a entidade está autorizada a acessar internamente no contrato. Este contrato é a única entidade que aceitará uma transação de um pedido externo. Deste modo, é estabelecido um mecanismo para controlar completamente as operações de chamada na blockchain. Para qualquer transação, é criado um registro imutável do autor da chamada. Isso garante que todas as tentativas de acesso a informações sejam registradas. Os dados reais armazenados dentro do contrato de usuário é um sistema de indicadores de hash que quando resolvido pelo servidor de armazenamento da CP resultam no retorno dos dados apropriados. Essas informações são borbulhadas até o remetente da CP pela execução de uma transação de solicitação válida. O mecanismo que facilita essa comunicação é indireto e se manifesta através do sistema de mensagens da blockchain. Devido à limitação de que o solicitante só pode consultar o banco de dados por uma transação válida, e o usuário não pode alterar diretamente suas próprias informações, controle de acesso é justificado. Do ponto de vista das instituições, os mecanismos são semelhantes, exceto o contrato de instituição que hospeda uma lista de usuários de quem pode solicitar dados e uma lista de usuários que podem interagir com esta instituição como funcionários. Quando uma transação de solicitação se origina no contrato de um funcionário da instituição, o contrato de controle chama o contrato da instituição, que chama o contrato do usuário para solicitar os indicadores de dados que resolvem o ePHI. Enquanto a instituição estiver na lista de instituições aprovadas para o usuário, o contrato retornará os indicadores de hash apropriados. Estes indicadores são então publicados como uma mensagem de evento que novamente borbulha até a instalação de armazenamento da CP. Para maior clareza, o processo completo de uma única solicitação é o seguinte: A parte externa solicita dados do serviço chamando o servidor de RPC com uma transação criptograficamente assinada para a submissão para a blockchain. O servidor de RPC verifica a identidade da parte externa através da assinatura de uma solicitação de login. Enquanto a assinatura corresponder a uma entrada no banco de dados de chaves públicas autorizadas, o servidor de RPC aceita a solicitação e envia a solicitação a Máquina de Agregação de Dados (Data Aggregate Machine). A Máquina de Agregação de Dados então submete os pedidos aos verificadores privados da blockchain. Os verificadores recebem o pedido como uma chamada de uma conta da blockchain contra um contrato de destino. Os verificadores executam essa chamada e, no caso de a solicitação ser uma ação permitida, a transação é inserida no bloco seguinte. Esta transação também provoca a emissão de uma mensagem de evento na blockchain. Essa mensagem de evento é observada pelo expedidor da CP, que atua para criar uma solicitação criptografada contra o armazenamento da CP com base nos hashes da mensagem de evento. Essa mensagem também contém a chave pública do solicitante. O sistema de banco de dados compatível com a CP observa esse pedido e transmite uma cópia criptografada das informações para o servidor de CP usando a chave pública do solicitante. O servidor de RPC retorna essas informações para a parte solicitante remapeando o IP solicitante para a chave pública na mensagem. O servidor de CP transmite essa mensagem sem nunca ter visto os dados subjacentes. Esses dados são imediatamente destruídos pelo servidor de RPC, garantindo assim que o servidor CP atue como um canal que não precisa ser compatível com a CP. O mecanismo para publicar os dados é novamente de natureza semelhante, porém os dados a serem enviados são criptografados com a chave pública da instalação de armazenamento da CP. As outras operações são idênticas, exceto os dados que estão sendo postados que borbulham através do sistema de mensagem de evento. Assim, devido ao uso de funções de hashing de colisão baixa e de nonces com carimbos de data/hora, os dados podem ser armazenados com o contrato sendo capaz de computar o endereço em que os dados submetidos estão localizados dentro da instalação de armazenamento da CP. Finalmente, a distribuição de chaves privadas para entidades deve ser tratada. Isto pode ser facilitado através de meios ópticos para os utilizadores de smartphones. Isto é análogo ao uso de códigos QR como endereços para endereços na Ethereum. Meios alternativos também podem ser estabelecidos usando aplicativos em computadores de mesa e dispositivos tablet/smartphone. A perda de uma chave não é um evento catastrófico, devido à capacidade de remover administrativamente o controle do acesso de um contrato de controle de uma chave e conceder outra.
3.3 Interoperabilidade Os sistemas de BC são baseados em uma arquitetura de validação de credenciais isolada na qual os dados das instituições serão separados em cada um dos sistemas. No entanto, o acesso das informações da principal organização do Provedor às outras organizações é apenas via capacidade limitada em instâncias casos como Ler, Propor, Enviar ou Notificar. Além disso, o Paciente tem muito pouca interação ou envolvimento nessa troca de informações além de visualizar seu histórico. Qualquer erro relacionado com a comunicação incorreta ou errada é muito difícil de corrigir. Uma vez que uma blockchain e seus contratos inteligentes são configurados, os parâmetros tornam-se absolutos. O paciente torna-se o principal intermediário no envio e recebimento de informações de saúde negando a necessidade de atualizações freqüentes e solução de problemas de qualquer software. Como os registros da blockchain também são imutáveis e armazenados por todos os usuários participantes, as contingências de recuperação são desnecessárias. Além disso, a estrutura de informação transparente da blockchain poderia abolir muitos pontos de integração de troca de dados e atividades de relatório demoradas.
3.4 Processo e Escalabilidade Os usuários estão no controle de todas as suas informações e transferências, o que garante dados de alta qualidade, completos, consistentes, pontuais, precisos e amplamente disponíveis, tornando-os duráveis e confiáveis. Devido à base de dados descentralizada, a blockchain não tem um ponto central de falha e é mais capaz de suportar ataques maliciosos. Em qualquer rede de cuidados de saúde é necessário garantir que os participantes que estão trabalhando em conjunto podem depender uns dos outros para fornecer os serviços necessários que se espera deles. Para isso, deve haver um meio de assegurar a prestação de contas de tarefas e serviços esperados sejam entregues em tempo hábil e também a responsabilidade associada caso não forem entregues em tempo hábil ao nível de qualidade esperado. Assim, qualquer infra-estrutura de cuidados de saúde tem que ter a competência de perfeitamente ser capaz de monitorar as informações necessárias para permitir que o principal provedor de cuidados avalie a sua rede de cuidados. Além disso, à medida que a rede de cuidados de saúde cresce e essa interação entre as redes de provedores de cuidados aumenta a infraestrutura dos cuidados de saúde deve ser capaz de abordar esta escala de forma eficaz. O aspecto chave para a construção de um sistema de Gerenciamento de Cuidados 12 altamente escalável e distribuído é um quadro arquitetônico peer-to-peer. Essa estrutura já foi usada em vários segmentos da indústria como mídia, esportes, mercado imobiliário, cadeia de suprimentos e outros, a blockchain pode ser facilmente um conector de software complementar para frameworks centralizados existentes. Isto nos levou a explorar a utilização do framework da blockchain para a sua aplicabilidade para ajudar a permitir uma estrutura peer-to-peer para os cuidados de saúde. A Blockchain tem a promessa de validar duas ou mais entidades envolvidas em uma "transação de saúde". Isso fornece dois atributos-chave em comparação com um modelo de autenticação centralizada. A primeira é que as partes interessadas podem se envolver em um "nível de transação" de "relação de confiança". A segunda é que a exposição da obrigação em tal relação é limitada apenas ao envolvimento de "nível de transação". Isso é muito útil, pois limita o acesso de informações e responsabilidades entre as partes envolvidas e, ao mesmo tempo, permite que uma parte entre em uma relação de transação com um número de outros provedores com base em suas capacidades específicas e tipo de atendimento a ser entregue ao paciente. Isto é significativamente melhor do que os sistemas centralizados convencionais que têm a necessidade de limitar o número de provedores para uma ampla gama de necessidades de pacientes devido ao esforço necessário para gerenciar o acesso e as obrigações.
3.5 Troca de Informação sobre Saúde e Tokens Para o Brasil se afastem com sucesso do modelo de taxa por serviços burocráticos para o atual modelo baseado em valores, tem que haver uma infraestrutura de TI de saúde que permita às organizações vincular qualidade, valor e eficácia de intervenções médicas através de um modelo de remuneração respeitável. A compensação irá se basear na eficácia da rede dos provedores de serviços em conjunto para garantir a melhoria da qualidade dos cuidados e bem-estar e, ao mesmo tempo, reduzir os custos de cuidados associados. Para incentivar verdadeiramente os diferentes participantes na rede a criar proativamente melhores regimes de assistência, uma compensação baseada no mérito de economias compartilhadas (reembolsos) entra em vigor. A fim de alocar efetivamente uma parte proporcional ao provedor na rede que mais contribuiu para a economia global, um monitoramento claro de sua contribuição é mensuravelmente executado por contratos inteligentes na rede da blockchain. Outro impacto-chave do novo paradigma de saúde é o modelo de compensação onde os provedores são elegíveis para receber compensação adicional além do cuidado prestado. Esta compensação é o resultado de economias que são geradas com base na forma de quanto os provedores gerenciam os resultados dos cuidados do paciente (incentivos). Qualquer economia gerada através de uma gestão eficiente do cuidado do paciente pode ser mantida pelos provedores e seus parceiros de rede como parte do aspecto de economia compartilhada do novo paradigma de saúde.
Nossa proposta dá a capacidade dos pagadores de transferir tokens como incentivos para os provedores que alcançam essas métricas de qualidade. A capacidade de acompanhar e gerenciar contratos inteligentes em que os benefícios podem ser resgatados com facilidade, fornecendo a qualidade necessária para provedores e pacientes participarem ativamente de uma colaboração recíproca. Contrariamente, se um ou mais participantes falharem, penalidades apropriadas por meio de obrigações também podem ser cobradas com a mesma facilidade. Esta aproximação da qualidade/bem estar fornecerá o impulso necessário que é preciso para deslocar a indústria de cuidados médicos de uma mentalidade da gerência da doença a uma mentalidade de estilo de vida bem-estar. Daí em diante, tokens emitidas pela XXXX (XXX), vão ser o token nativo da plataforma da XXXXX. Em troca de tokens XXX, os usuários serão capazes de usar a rede para alugar espaço de armazenamento de informações de saúde, e para executar pagamentos e transações nos contratos inteligentes de saúde. Acreditamos firmemente que usar um token seja o melhor sistema de pagamento para suportar esta infra-estrutura no futuro próximo. O futuro é um ecossistema vibrante de muitos tokens, para os quais a saúde precisará de um sistema de pagamento em ciclo fechado. O resultado será um ciclo de feedback positivo do círculo de gerenciamento de cuidado eficiente com diminuições significativas em bilhões de dólares atualmente atribuídos à fraude de pagamento de saúde. O sistema também incentiva as grandes organizações com amplo armazenamento de servidores a trocar tokens com organizações de saúde de pequeno e médio porte que precisam de acesso direto à rede de saúde da blockchain sem a implementação direta de um nó. No entanto, as novas políticas de saúde fornecem o potencial para incentivar os provedores a trabalharem juntos para melhorar as vias de atendimento, as atuais arquiteturas de EHR ficam aquém desta habilidade, assim, a simples concessão ou recebimento de tokens facilita esse processo. Portanto, o valor dos tokens está vinculado ao volume de transações executadas na rede. À medida que a rede XXXXX aumentar consistentemente as transações de tokens, a demanda por token aumenta, resultando em aumento de valor.
Distribuição
Referências:
http://www.businessinsider.com/ripple-progresses-blockchain-tech-high-profile-partners-2017-7
http://joseguilhermelopes.com.bblockchain-e-a-ciencia-de-dados/
https://www.forbes.com/sites/danmunro/2015/12/31/data-breaches-in-healthcare-total-over-112-million-records-in-2015/#6fdc12237b07
https://www.ventureradar.com/
https://www.chainalysis.com/
https://www.bloq.com/
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2017.04.13 16:07 1984stardusta Alienação parental

O SILOGISMO SOFÍSTICO DO ABUSO SEXUAL TRAVESTIDO EM ALIENAÇÃO PARENTAL
 Silogismo, conceito filosófico, é um modelo aristotélico de raciocínio lógico baseado na ideia de dedução. Como todos sabem, ele é composto por duas premissas e uma conclusão deduzida. Muito usado no Direito, baseia a Jurisprudência, dando sustentação à ideia de igualdade de direitos para todos. No entanto, o silogismo pode levar a um erro. Outra figura filosófica, o Sofisma, pensamento que se utiliza do raciocínio lógico dos três elementos do silogismo para induzir ao erro, a uma falsa conclusão sem perder a lógica, com a intenção de enganar. 
O calo social, pai é pai, é outro sofisma que conduz a desastres psicológicos quando ignora a diferenciação entre titularidade, hoje muito diversificada e função. É a função que é rasgada quando de um abuso sexual contra um filho ou filha. No discurso psicojurídico esta diferença é negada. E ainda, o pedófilo é um psicopata. E como tal, tem uma enorme capacidade de convencimento, é exímio manipulador. É uma pessoa acima de qualquer suspeita posto que tem uma divisão em sua mente, e gerencia com muita habilidade esta cisão, diferente dos psicóticos que são regidos por ela. Sedutor por natureza, o psicopata está sempre atento a todos os detalhes, tendo plena consciência do crime que está cometendo, mas sem sentir nenhuma culpa.
Ao contrário do que parece, não é o prazer sexual que o move para praticar o abuso. É o prazer pela Síndrome do Pequeno Poder, da dominação absoluta do outro, do desafio da prática da transgressão secreta, do êxtase de enganar a todos.
Este perfil é mais um complicador que é evitado nas avaliações destas queixas. Em lugar de examinar o pai suspeito, é feita acareação, lembrando porões, para depois afirmar, pelo uso do olhômetro, que não houve abuso porque a criança sentou no colo do pai.
Mais uma vez temos um grave Silogismo Sofístico. Claro que a criança pequena continuará a sentar no colo do pai abusador, não se pode esquecer que as práticas de abuso excitam as crianças e lhes deixam uma mistura de sensação prazerosa única, e culpa. A criança ama e obedece ao abusadopai. Portanto este olhômetro é um sofisma que vem baseando o argumento de laudos periciais, todos não protocolares, recheados de achismos e silogismos sofísticos.
 A tão aludida Alienação Parental da mãe, isto é curioso porque hoje este conceito pertence ao gênero feminino apenas, tem sentenciado a totalidade dos processos de abuso sexual intrafamiliar. E tem cometido a aberração do afastamento do convívio da criança com sua mãe. 
A perda da guarda está banalizada, num tempo em que se funda a importância do convívio compartilhado com pai e mãe. O caso da menina Joanna Cardozo Marcenal Marins é emblemático. Atendendo ao pai que alegava Alienação Parental, foi tirada a guarda da mãe, ordenado seu afastamento absoluto por 90 dias, e a menina foi assassinada pelo pai e madrasta no primeiro mês do prazo deste despacho.
 A Alienação Parental não precisa ser muito provada. Alegações verbais, pequenas manobras de autoalienação, já apontada como ponto a ser verificado com cuidado por Maria Berenice Dias em seu livro “Incesto e Alienação Parental”, fazem o argumento que pode levar a este desfecho. Esta autora chama a atenção para o uso de falsa alegação de Alienação Parental como manobra para se tornar vítima através da Alienação Auto Infligida. Mas, da alegação de abuso sexual é exigida prova de materialidade, o que destituiria este crime de sua essência, o crime às escuras. Maria Clara Sottomayor, desembargadora em Portugal, autora de vários títulos sobre Direito da Criança, contesta o conceito de Alienação Parental, que, aliás, não tem base científica. Ela compreende o período que se sucede à separação do casal como um processo de luto que tem sua própria duração de tempo, e que se desfaz, naturalmente, à medida que os dois do casal refazem suas vidas afetivas. Ela também faz uma classificação das ocorrências de Alienação Parental. Os critérios diagnósticos da S.A.P. precisam distinguir a Alienação Adaptativa da Alienação Patológica, a Alienação Justificada da Não Justificada, para evitar ignorar as causas da Alienação. Por exemplo, a Alienação Parental Justificada, quando, sob o tempo da Justiça e todos os seus prazos e recursos, um pai é nefasto para a criança, por qualquer tipo de violência com ela praticada, é uma maneira encontrada pela mãe de alertar a criança para o uso da sedução que ele faz. Vale trazer aqui o criador do conceito: Richard Gardner. Prestando trabalho voluntário na Universidade de Columbia, defendia homens acusados de violência doméstica e abuso sexual contra filhos. .Forjou o conceito e com o seu uso ele, desacreditando a criança, inverteu as posições de vítima e algoz e passou a fazer sucesso, o que lhe rendeu ganhar o título de professor convidado. Gardner pensa como pedófilo e escreve: “as atividades sexuais entre adultos e crianças são parte do repertório natural da atividade sexual humana, uma prática positiva para a procriação, porque a pedofilia estimula sexualmente a criança, torna-a muito sexualizada e a faz ansiar experiências sexuais que redundarão num aumento da procriação”, em seu livro “True and False Accusations of Child Sex Abuse”, pp. 24-25. Palavras dele. Estas e muitas outras com este mesmo teor. E este conceito, forjado por alguém que assim pensa, está consagrado e é hegemônico e dogmático entre nós. 
Gardner, idolatrado entre nós, diante do apelo de ganhar os processos destes homens violentos e estupradores dos filhos, criou pelo descrédito na criança, a inversão de posições vítima e algoz, atribuindo esta última à criança de 03, 04, 05 anos.
Excluiu a criança, desqualificando sua voz. O foco passou então a estar no pai, que vitimizou, e na mãe que demonizou. 
Combinou esta manobra sofística, em que usa o mecanismo de defesa do ego da projeção, primário, com a “terapia da ameaça” a que a mãe é submetida para engessá-la e dissuadi-la de qualquer maneira da busca de proteção e dignidade de seu filho ou filha.
 A mãe é ameaçada. Ameaça de perda da guarda, ameaça de punição financeira, ameaça de afastamento total de convívio com a criança. É incrível como operadores de Justiça executam com tanta habilidade esta terapia da ameaça em tempos em que se luta por cidadania, sem se dar conta do comportamento 
que estão tendo. E pior, como estas ameaças tem se concretizado, sem nenhum cuidado as sequelas causadas, destruindo crianças e mães.
 A terapia da ameaça faz parte de sistema repressor de controle absoluto. Está embebida da matéria prima que rege o pedófilo, o medo, a intimidação, a dominação perversa. Para avaliar o discurso e o comportamento de uma criança que revela um abuso sexual intrafamiliar, o profissional há que se capacitar especificamente, e da maneira mais adequada e qualitativa, seguindo protocolo, métodos e técnicas, com rigores das Ciências Humanas. Ocorre que, além de ser muito mais difícil de suportar do que atribuir uma prática de Alienação Parental, a capacitação faz com que o profissional entre em contato com a pior das perversões. A pedofilia é uma compulsão, repetitiva sempre, da ordem dos comportamentos sub animais. O descrédito na fala da criança é patrocinado pele ausência de capacitação técnica dos profissionais que deveriam auxiliar com esclarecimentos e indícios os processos que buscam proteção para a criança. Quando não estamos capacitados a ver e ouvir, tudo pode ser falado ou mostrado, mas não conseguimos enxergar. Neste cenário, o “melhor caminho” para esta negação de fatos horrorosos é a Cegueira Deliberada, hoje endêmica, que entra no lugar da Responsabilidade Empática. Urge buscá-la para garantir o Direito à Dignidade da Criança. A Childhood Brasil desenvolveu um método baseado em estudos científicos, a “Escuta Especial”. O cuidado com o discurso da criança, a atenção com a disposição até dos móveis na sala, a escolha da sequência de perguntas, o respeito através da ausência de afronta e dúvida, o cuidado com o profissional que toma o depoimento da criança atingido pela escuta por esta barbárie, a entrada do MP na vida da criança, são elementos fundamentais para se cumprir o Princípio do Melhor Interesse da Criança, hoje tão esquecido e contrariado. O registro audiovisual e a parede de espelho unifacial são recursos de tecnologia a favor da não revitimização por repetição infindável de oitivas, deixando à mostra a expressão corporal da criança, e tornando a oitiva viva e 
observável por todos os Operadores do processo.
 Mas a resistência ao uso destes instrumentos favoráveis à criança é enorme. É uníssona a preferência dos profissionais pelo Poder da interpretação pessoal que ignora a metodologia e a técnica científicas, e o Protocolo, uma unificação de linguagem. Em 2014, a escuta de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, lançava diretrizes para Consolidação de uma Política Pública do Estado Brasileiro, e teve como parceiros o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Escola Paulista de 
Magistratura, a Escola Judicial dos Servidores S.P., o C. N. J., UNICEF, o National Children’s Advocacy Center, a Secretaria de Reforma do Judiciário, a Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça, e a Universidade Católica de Brasília
 Tive a honra de estar lá a convite da Childhood, e testemunhar este passo qualitativo na Proteção de Crianças e Adolescentes. E o mais importante: eram desembargadores, 
juízes, promotores, defensores, advogados, comprometidos com a criança. Comprometidos. Senti-me alimentada pela esperança.
Esta instituição, a Childhood, havia instalado uma unidade, já em funcionamento em Pernambuco, com a metodologia e a técnica da melhor qualidade, inclusive com o uso de Protocolo. Mas, pouco se sabe sobre isto, não interessa aos adeptos da Doutrina 
da Alienação Parental, e a implantação de um modelo que segue um Protocolo é pouco aceito. Haja vista a instalação de Salas de Depoimento Sem Dano em todas as Comarcas do Rio Grande do Sul, e que tem um uso em torno de 10%, por resistência à pequena grande mudança, informação falada em voz baixa.
No ano passado, 2015, mas só agora divulgado, a Comissão de Eutanásia da 
Holanda concedeu autorização deste procedimento a uma mulher de pouco mais de 20 anos, fato agora divulgado. Ela tinha sido estuprada dos 05 aos 15 anos. O pedido do procedimento foi concedido após ela ter se submetido à terapia intensiva, por anos, e ter sido avaliada por uma junta médica que atestou que ela estava em plena lucidez, no controle de suas faculdades mentais. Apenas, e tão somente, ela não estava suportando mais as doenças psicológicas destas memórias.
 Não nos cabe trazer à baila aqui a eutanásia, a junta médica, ou a desistência desta jovem. Como resultado do abuso, ela sofria de estresse pós-traumático, anorexia severa, depressão crônica e alucinações. Doenças diagnosticadas como incuráveis pela junta médica em três avaliações. A dor diuturna profunda e silenciosa que desenhava seu sofrimento na deformação do corpo pela anorexia, que sentia a tristeza do holocausto subjetivo, e que alucinava retornando à cena da opressão dos abusos, foi insuportável durante toda a sua curta vida. Exatamente o que temos afirmado há anos pela experiência clínica com inúmeros sobreviventes do incesto e do abuso intrafamiliar. A dor psicológica, pela primeira vez, foi dimensionada respeitando-se os limites humanos, e foi reconhecida pelos médicos como tão insuportável quanto uma dor neoplásica de um paciente terminal que fundamenta as autorizações deste procedimento nos países em que a eutanásia é legalizada. O abuso sexual é uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Algumas vezes, a 
violência, não pela força, mas pela crueldade ao tatuar, que o requinte da perversão adquire dimensões inimagináveis, causando uma infecção crônica nesta tatuagem que dói e sangra sem parar. Provável ter sido o caso desta sempre corajosa menina holandesa. Ursos não são estrelas!
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