Como descrever uma menina

Como Conquistar uma Garota. Nem sempre é fácil atrair uma garota, mas saiba que existem algumas coisas que podem ajudá-lo a conquistar o interesse dela. Cuidar da aparência e cultivar uma boa personalidade, por exemplo, são algumas... (A menina alta que está sentada lá). Adjetivos qualificativos. Como você vê, descrever uma pessoa em inglês é muito simples. A única coisa que precisa fazer é aprender o máximo de adjetivos que puder e usá-los sempre que tiver a oportunidade. Lembre-se que a prática faz o mestre. A seguir, vamos apresentar uma lista de adjetivos ... A ela há apenas uma palavra capaz de a descrever com justiça: PODEROSA! Frases ela é diferente. Como sabemos todas as mulheres são diferentes, e especiais, mas há aquelas cuja diferença é mais evidente, e são essas a quem dedicamos as próximas palavras: Na maioria das vezes, um ator grita como uma garota para trazer alívio cômico à cena. Abra bem a boca. Para gritar como uma garota, você precisa abrir bem a boca e a garganta para fazer o som necessário. Use um tom mais alto que o normal. Quando você grita como uma menina, seu grito precisa soar muito mais alto. Frases e pensamentos de Descrevendo uma Menina. Frases, mensagens, textos e poemas Descrevendo uma Menina no Pensador (página 2) Muitas vezes, casais que estão planejando uma criança, e quer programá-lo para o chão. Cientistas e médicos experientes dizem que não há maneira de descrever como conceber uma menina 100 por cento. No entanto, existem métodos que podem mais ou menos influência sobre a concepção de uma criança do sexo desejado. Gosto de me descrever como uma menina... uma mulher! Sagitariana (sempre achei que meu signo me descreve muito bem), personalidade forte, objetiva e geniosa, difícil de lidar, um pouco incompreendida, curiosa, rebelde, humanitária (ajudar os outros é uma situação que me inspira), impulsiva (raramente falo sem pensar mais tomo atitudes drásticas algumas vezes) e acima de tudo sincera! Estime uma idade em intervalos de cinco a dez anos. Em muitos casos, fica mais fácil dizer que uma pessoa tem “por volta de 25 anos” ou que está “na casa dos 60”. Às vezes, não tem como ser tão específico, mas tente delimitar o quanto for possível para facilitar a visualização dessa pessoa pelos outros. Por exemplo, se você disser que alguém tem de 30 a 35 anos, fornece uma ... Re: Adjetivos para descrever as mulheres São palavras que solvem as verdadeiras essências femininas onde se esplanda os mais lindos sentidos. As mulheres são os fragmentos dos homens. Raissa Kahn é uma carioca com o coração do tamanho do mundo. Chegou nos EUA fazendo a diferença. Apadrinhou duas crianças da Uganda e nesse post ela divide com a gente como foi o processo todo. Dê uma olhada nesse post cheio de esperança e saiba como ajudar também!

Tenho 20 anos, ainda sou virgem, tenho medo de "perder", sou muito tímida e levei um fora que acabou comigo

2020.09.10 00:07 cutiemango_lover Tenho 20 anos, ainda sou virgem, tenho medo de "perder", sou muito tímida e levei um fora que acabou comigo

Ta, n sei por onde começar, então só vou contar a história que fez minha confiança ir de 0 pra - 1.
Eu sempre tive a convicção que iria perder a virgindade com alguém q significasse algo pra mim, porque eu n quero que seja uma péssima experiência e pq acredito que, pra que seja boa, a pessoa tem q pelo menos se importar comigo. Sempre fui muito tímida, totalmente travada e, mesmo tendo plena convicção q sou hétero, só consigo me relacionar "bem" com homens se estiver bêbada. Com "bem" quero dizer simplesmente ter uma conversa normal, flertar normalmente, entende? Olhando nos olhos, conversando, trocando ideia naturalmente, essas coisas...Geralmente, fico muito insegura e receosa quando estou conhecendo alguém. Teve um dia, na faculdade, que um cara aleatório ficou me encarando. O campus é enorme e n conhecia essa pessoa, mas o achei bonito. Tentei segurar a vontade de rir, mas n deu, aí óbvio que ele entendeu isso como correspondência (e era mesmo). Dps de um tempo, coincidentemente nos encontramos de novo e começamos a ficar.
Ele era muito sem filtro (o total oposto de mim) e, por algum motivo, pouquíssimo tempo depois de nos conhecermos eu me sentia bem confortável com ele. Acho q era porque ela falava muita besteira. Eu só ria e ignorava, mas foi isso q fez com que eu 'destravasse' um pouco. O problema é que n parecia q ele me via com nenhum romance. Como posso explicar? Pra ele, eu era só uma gostosa, entendeu? Inclusive, sempre que ele ia me elogiar eram coisas do tipo "Nossa, fulana, você é muito gostosa" "Nossa, seu corpo é maravilhoso", etc. Teve um dia que eu me irritei e falei "Pq vc é assim? Eu n sou só gostosa! Tbm sou inteligente, engraçada e várias outras coisas. Vc toda vez só fala isso. " Isso me magoava pq eu queria q ele me visse da mesma forma q eu estava começando a ve-lo e não ficar falando daquele jeito idiota.
Quando ficávamos, ele sempre queria ir além e além e além. Muitas vezes eu deixava pq n queria q ele me achasse uma chata e tbm n sou nenhuma santa, mas geralmente era meio demais. A primeira vez q saímos fora da faculdade era pra ser pelo menos um pouco romântica, imagino; mas só q no meio da rua ele ficou querendo botar a mão por baixo da minha roupa. Tava de noite e o lugar era deserto, mas mesmo assim! Eu fiquei falando que não, que não queria e ele usava tudo q pudesse pra me convencer. Ficou lá falando maior tempão, me manipulando, fazendo mil promessas...Ele sempre fazia isso.
Teve um dia que estávamos juntos e realmente quase chegamos lá, até hj, foi o contato mais íntimo que já tive com alguém. O clima esquentou e de repente, já estávamos um em cima do outro, mas na hora, me deu medo dele me largar assim que eu fizesse o que ele queria e eu já gostava dele. Eu nunca me senti bem com nenhum outro cara, como me senti com ele. Sempre que algum garoto me tocava, a tendência era eu me esquivar, mas com ele tudo parecia muito certo. Só q nesse dia, por causa desse meu medo, mesmo estando lá, eu desisti bem na hora e disse q não queria passar do que já tínhamos feito até o momento (eu entendo que isso pode ser muito frustrante, até um vacilo da minha parte e me senti muito mal dps por ter negado tão em cima da hora assim, mas pelo desfecho da história, atualmente n me arrependo) Óbvio que ele tentou de tudo pra me convencer, até pq, já estávamos la ne. Mas eu disse q n queria, que n estava me sentindo confiante e que não adiantava insistir, eu n ia deixar. Depois de muita conversa, ele aceitou e, pelo menos pra mim, foi bom esse dia. Eu tentei viver o momento, pq de certa forma, lá no fundo eu já percebi q dps dessa ele n ia mais querer saber de mim. E foi isso mesmo. Ele n me procurou mais, começou a me evitar e ser um grosso, então, mesmo triste, parei de procurar tbm.
Aí do nada, ele me chamou pra sair de novo. Eu, q sou uma burra, aceitei (até pq, a essa altura já gostava dele) Saímos e, enquanto estávamos comendo e conversando, ele simplesmente começou a falar de outra menina!!! Eu fiquei perplexa enquanto ele falava que n estava mais falando com um amigo dele pq ele tentou ficar com a menina q ele ficava. Quando penso sobre esse dia, n consigo entender pq n levantei e fui embora ali mesmo, mas, por algum motivo, eu fiquei lá. Depois disso uma menina postou fotos marcando ele. Eu perguntei se ele estava namorando pq no dia anterior me implorou por nudes, fez tudo que era promessa, disse q gostava de mim e etc.. Ele disse q não e eu n acreditei e parei de falar com ele.
Vários meses depois, ele me mandou mensagem de novo. Fiquei toda animada, mas estava no estágio, então esperei até o final do expediente pra olhar. Sabe quando vc quer guardar algo bom pra depois, pra poder saborear melhor? Foi tipo isso. Fiz tudo q tinha que fazer e deixei pra olhar só na hora de sair. Pensei q ele iria me chamar pra nos vermos ou simplesmente querer saber de mim, já que há um bom tempo n nos víamos. Quando fui ver a mensagem, estava na rua e ele escreveu, assim, diretamente: "Ainda não comecei a namorar (com a outra garota*). Quer fazer uma loucura comigo antes?".
Eu vi aquilo e nem acreditei, comecei a chorar no meio da rua mesmo. Me senti um lixo, uma coisa. Um objeto completamente inútil. Eu nem sei descrever o sentimento, foi horrível. Tbm me senti muito tonta e humilhada por ter ficado feliz antes. Nem ia responder, mas respondi e disse pra ele nunca mais me procurar. Dps bloqueei. Só q no Facebook, vi q ele faz com a menina tudo q nunca fez comigo.
Tudo que eu praticamente implorava pra ele fazer (e ele nunca fez), com ela, ele faz de forma aparentemente espontânea. Fala coisas bonitas e é super carinhoso. Como eu, ela tbm é artista. Na conta de artes dela, ele elogia todos os trabalhos, cita mil qualidades e é um fofo. Eu sei que parece uma coisa super boba pra me desestabilizar tanto assim, mas a verdade é q isso acabou comigo. Me destruiu. Minha inseguranças aumentou e me senti incapaz de ser vista de maneira romântica. Agora, meu medo de me relacionar aumentou ainda mais, pq as chances de acontecer a mesma coisa são grandes. Eu me sinto indigna de um relacionamento e de alguém que goste de mim e acho q nunca mais vou encontrar alguém q me deixe confortável como essa pessoa me deixava e que nunca vou experimentar um sentimentos plenamente correspondido. Foi isso, desculpa o textão e desabafo, mas tava meio engasgado. Às vezes eu esqueço, mas quando me sinto mal comigo mesma, essa é uma das primeiras coisas q lembro e fico gastando minhas noites chorando por algo q n vai mudar... Parece q é só comigo, tipo um castigo, mas sei q n. Só q às vezes é difícil de enxergar...
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2020.09.09 16:41 futebolstats Ana Lorena Marche assume direção de futebol feminino em São Paulo

Nesta terça-feira (8), Ana Lorena Marche falou pela primeira vez como diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF). A dirigente, que coordenava o respectivo departamento na entidade, substitui Aline Pellegrino na direção, já que a antecessora assumiu a recém-criada coordenação de competições da modalidade na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
"Estou há oito meses na casa e sempre aprendendo. É difícil citar uma só [característica de Aline]. Ela olha para o todo, é estratégica. Pensa fora da caixinha, na massificação; entende que o futebol feminino é um produto que tem de ser pensado de maneira diferente. Uma peneira pode não fazer muito sentido no masculino, mas, no feminino faz total sentido nesse momento em que vivemos", afirmou Ana Lorena durante entrevista coletiva por videoconferência, mencionando a seletiva realizada pela FPF para o Campeonato Paulista sub-17, que reuniu cerca de 600 meninas, entre 14 e 17 anos, no ano passado.
Segundo a diretora, atrair garotas mais jovens à modalidade é uma das missões no cargo. "Esse ano, teríamos o [Paulista] sub-15, mas veio a pandemia [do novo coronavírus]. No ano que vem, se tudo melhorar e tivermos segurança, pretendemos realizar o sub-15 e aumentar os festivais das categorias menores, para que possamos atingir mais lugares no estado, e que elas [meninas] não tenham o festival em só uma ou duas datas no ano. Queremos, também, conversar com as escolas e o governo estadual. São parcerias interessantes para massificar a modalidade, ensinar as meninas a gostarem mais de futebol", detalhou.

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Essa imagem descreve bem o trabalho da Aline, multitarefas, dedicação total e uma paixão incrível por transformar o futebol de mulheres!! Meio maluca as vezes, rs. Mas cheia de ideias mirabolantes e geniais. Parabens, vc merece!! Sempre foi um prazer trabalhar ao seu lado, obrigada por todo aprendizado e confiança. Pode ter certeza que a parceria continua!
Uma publicação compartilhada por Ana Lorena Marche (@ana_lorena_marche) em 3 de Set, 2020 às 8:25 PDT
Educadora física de formação, Ana Lorena chegou à FPF em dezembro, após duas temporadas coordenando o futebol feminino da Ferroviária. Na gestão dela, as Guerreiras Grenás foram campeãs brasileiras e vices da Libertadores em 2019. Até por isso, a nova diretora da modalidade na entidade entende que o interior do estado tem potencial a ser explorado.
"[As cidades de] Franca, São José do Rio Preto, Araraquara e Botucatu foram grandes formadoras e continuam sendo. Boa parte da base de alguns clubes é de meninas que vieram daí. Então, é olhar e valorizarmos cada vez mais. Pensarmos cada vez mais em festivais [sub-14] como os dos dois últimos anos em Araraquara, e levá-los a outras regiões do estado onde o futebol não é tão desenvolvido; fazer que mais cursos de capacitação cheguem nesses locais. O estado é gigantesco, com uma população enorme. Há muita coisa a ser feita", planejou.
"Ainda temos de quebrar mais e mais barreiras para inserirmos mais meninas e mudarmos a percepção de marcas e dos clubes. Nem todos [os clubes] fazem uma gestão [do futebol feminino] pensando no todo. Para isso, teremos que ter muita resiliência, como Aline teve nesses quatro anos. Acho que é um dos grandes feitos dela, ter movido uma federação inteira em prol da modalidade, e não só o departamento", concluiu.
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2020.08.18 22:35 BoobiesChan Uma historinha de enganação e roubo

Olá, turma, luba, editores, studio, gatas, rainaras, carls, e etc...
Hoje lhes contarei uma história não muito extravagante, mas que aconteceu recentemente entre mim e uma cliente/"amiga" em uma das minhas redes sociais favoritas: o Amino
Bom, para começarmos...preciso dizer que sou desenhista e eu amo isso em mim não apenas como um hobbie ou trabalho, mas sim como parte da minha vida...amo desenhar desde o momento em que peguei um lápis ou uma caneta pela primeira vez, e quanto melhor e mais trabalhoso meu desenho for...mais eu levo a sério, e isso vale com certeza pra muitos artistas de pintura ou desenho que fazem seu trabalho com carinho e amor. No amino eu havia entrado em uma pequena comunidade não muito conhecida onde as pessoas fazem seus OCs e Artes e até fazem RPG e postam em blogs para exibir e as vezes até ganhar Amino Coins como forma de nota das pessoas (PS: Amino coins é meio que um dinheiro virtual do amino onde vc pode usar para comprar coisas para enfeitar seu perfil, comprar balões de texto ou até figurinhas e etc...)
Enfim, eu estava em várias comunidades de desenhos como essa, mas essa comunidade específica em que eu estava era a que eu mais costumava usar...e em outras comunidades de OCs ou RPG que eu gosto muito de ir, eu as vezes posto alguns dos meus desenhos para o público, e como eu estava querendo praticar um pouco minhas habilidades de micro empreendpara ...eu passei a vender meus desenhos para as pessoas online em troca de amino coins.
Comecei a fazer isso praticamente desde o início de 2020, e meus desenhos geralmente custavam entre 5 a 12 amino coins...pois além de usar caderno e paint eu tbm uso editor e as vezes demora quase 5 horas e 30 minutos para fazer a coloração e as luzes certinho e quase sem nenhum borrão.
Consegui investir 1000 AC e estava indo tudo perfeitamente bem, até que um dia...uma garota (vamos chamar de Rainara) havia me chamado no privado e pedido que fizesse um desenho dela versão cartoon. Até aí tudo bem, então pedi pra ela me mandar uma foto dela para que eu pudesse desenhar e ela poderia descrever como queria...ela mandou a foto, e a garota na foto era uma menina sem cílio, sombrancelhas e sem cabelo, e bem pálida com um sorriso meigo...como já deve imaginar, sim a cliente na foto tinha câncer, ela mesma havia me dito.
Enfim, ela pediu para não se importar com aquilo, mas sendo sincera eu fiquei meio mal, pois já tive dois amigos na escola que já passaram por essa merda.
De qualquer forma, eu fiz o desenho, pintei e editei, e quando fui entregar dei uma reduzida no preço pra 3 amino coins...que era o máximo que ela tinha naquele momento...depois de um tempo passei a conversar com ela e ela era realmente uma pessoa muito boa e incrível de conversar e desabafar, e eu ate tinha feito um desenho de nós duas juntas.
Depois de um tempo ela disse em algum momento que precisava de amino coins pra comprar alguns enfeites de perfil, mas ela não pediu nada, ela apenas disse que queria começar a economizar. Eu como sou trouxa e gostava muita dela, eu disse que poderia doar um pouco do que eu tinha pra ela (eu sinceramente não ligo muito pra dinheiro, mas a quantidade de dinheiro que ganho é meio que o resultado de tudo que fiz pra chegar naquele número). Rainara de início recusou, mas eu disse que queria dar como presente há ela, principalmente pra deixa-la feliz, então eu doei mais ou menos 860 Amino coins para ela. Rainara me agradeceu quase cem vezes naquela noite e eu realmente fiquei feliz em saber disso.
Alguns dias se passaram e Rainara havia começado a namorar um garoto (vamos chama-lo de Carls), o Carls era e ainda é um cara gente boa, compreensível e que tá sempre a disposição pra Rainara. Um certo dia ele chegou no meu PV e pediu que eu fizesse um desenho dele com a rainara como presente de namoro pra ela. Eu fiquei feliz e concordei em fazer, e pedi uma foto dele com ela (já que eu não tinha mais a foto dela de antes), então ele me mandou uma foto dele com...uma garota completamente diferente da original....não só pelo fato de ela naquela foto ter longos cabelos, e ter cílios e sombrancelhas, mas o rosto também era muito diferente (e sinceramente menos bonito ;-; Dclp). Como só fazia algumas semanas que a conheci...se o cabelo dela estivesse voltando a crescer depois de estar melhor do câncer...o cabelos estaria no mínimo bem curtinho com alguns pelinhos crescendo lentamente, certo?...enfim... Falei com Carls e eu disse que não poderia ser ela, e expliquei o porquê, e então ele disse as seguintes palavras:...
Carls - "Domy, essa é a Rainara de verdade, tem certeza de vc não está se confundindo?"
Assim que vi a mensagem eu fiquei meio chocada de início...ele perguntou se eu queria que ele falasse com ela sobre isso...e eu disse: "pode deixar...eu converso com ela". E assim fiz, entrei no chat dela e liguei pra ela...ela atendeu e eu perguntei: "Rainara, se não for muita indelicadeza da minha parte que eu pergunte...vc tem câncer, certo?"...
Rainara - "sim, eu tenho câncer, pq essa pergunta do nada?"
Depois que ela respondeu, eu mandei a foto dela com o namorado dela...ela ficou em silêncio enquanto eu perguntava de novo: "Rainara...essa é vc? Com o Carls?" Depois de longos segundos ela simplesmente desligou na minha cara...e só aquilo respondia minha pergunta. Eu continuei ligando até finalmente desistir e esperar....e depois de uma hora ela mandou mensagem pedindo desculpas, ela me ligou depois e eu atendi...pedindo explicações do por quê ela havia feito aquilo... Ela disse chorando no telefone que não sábia e que era estúpida de ter feito aquilo, aí eu pedi pra ela se acalmar e explicar oq passou pela cabeça dela, e ela respondeu:
Rainara - "quando eu pedi aquele desenho eu queria que vc fizesse, eu queria que fosse pra minha irmã que realmente está com câncer, e eu acabei me confundindo com as palavras quando pedi, me desculpa"
Eu não acreditei nas palavras dela (mal sabe mentir), ainda mais depois daquilo, então fui perguntar de novo pro Carls e ele disse que ela está mentindo pq nem irmã ela tinha, e tinha apenas dois irmãos homens. Eu conversei com ela, e eu realmente estava puta com ela por mentir e na cara dura, mas ainda sim tentei me manter calma e conversar com ela. Eu disse que estava realmente muito mal e brava por ela ter mentido, e eu queria cortar contato...ela disse que não queria perder a amizade que tínhamos...(que amizade?...) Enfim, eu falei que o mínimo que ela poderia fazer como favor pra mim era devolver meus amino coins que havia dado de presente e que me esforcei meses pra conseguir....e adivinha oq ela fez? Ela falou que havia gastado quase tudo em balões e figurinhas do amino...eu fiquei brava e desliguei e pedi pra ela apagar os desenhos que havia feito pra ela, mas mesmo que não apagasse ou não, de qualquer forma n ia mudar nada...então eu falei: "espero que esteja feliz por ter ganhado desenhos que fiz de amor e afeto e números de um dinheiro virtual que trabalhei pra conseguir, a única coisa que você perdeu foi uma amiga e a sua dignidade de ser verdadeira com essa amiga" e depois disso eu a bloquiei.
No dia seguinte descobri que Carls havia denunciado a própria namorada pra staff por fake, pois ele havia pegado o celular dela e leu minhas conversas com ela...e descobriu que ela havia usado a foto falsa pra me fazer ter pena dela, e de vez em quando ela fazia isso com outras duas pessoas...mas foi burra o suficiente pra deixar o namorado ter contato comigo...a staff da comunidade a ocultou fazendo ela n poder interagir com ninguém na comunidade por 30 dias. Isso n me deixou feliz, pois eu havia sido feita de trouxa por uma pessoa a quem eu gostava de coração, mas consegui manter contato com Carls...e ele é a única pessoa que me ajudou a me sentir melhor depois de um tempo...
Essa foi história, espero que tenham gostado, beijos lubinha, e deixarei em breve uma fanart pra ti no nhaa...vlw flw
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2020.08.18 20:41 KimiTanoshimu As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

Era uma vez, em tempos tão longínquos como o local em que esta história se passa, uma bela princesa, a jovem Pêra. Delicada como uma árvore nos seus primeiros anos de vida e doce como o fruto amadurecido que um dia dela cairá, Pêra passara grande parte de sua vida numa torre. Fazia-lo por opção própria.- É para criar tentação - alegava, usando uma história para crianças como justificação para seu pai.Este, extremamente cético quantos aos métodos de sua filha, até chegou a ameaçar de espingarda um ou dois pretendentes, mas admitira que a altura chegara e ela deveria arranjar um marido.Metros e metros, hectares e hectares, semeados de homens, cobertos de cavalos, carroças e joalheria. Depois de inúmeras horas, provavelmente até dias, a escolher a pente fino, a verificar passados e qualificações, três candidatos foram escolhidos e submetidos à pior das provas, mostrar à princesa o porquê de deverem ser escolhidos.
Entrou pois o primeiro, João Abreu:- Soys princesa ou soys anjo? Que tal língua que tanjo, Não te consegue descrever De tal beleza que estoy a ver.
Nos teus braços desejo voar Por João Abreu me poderás tratar Mas que serve uma apresentação Se não me for oferecida a tua mão?
(Pêra corou brevemente)
- Encantada estou com sua presença Com tal língua de habilidade imensa Acredito que não me tenha de apresentar Mas sou Pêra, parastes aqui para casar?
Movido pela reação da dama, convencidodisse:
- Pois então, pois venho! Uma grande população reino E se vós quereis o melhor que há Não procureis mais, à sua frente o está.
Ao sentir a presunção do dito João, Pêra, acertiva respondeu:
- Com a língua tem tu cuidado Não és mais que um mísero delegado E tal como na realeza, na poesia Desgosta-se o uso abusivo de ironia.
Envergonhado e acorbadado, fugiu com a espada entre as pernas, o mal sucedido delegado.
Surgiu assim o segundo, Manel Ferreira:- Oh Princesa dos meus olhosOh Rainha do meu coraçãoOh minha pura tentaçãoOh Alegria aos molhos.
Em ti confio mi vidaEm ti e só em tiEm ti um amor ardente vi.Em ti vejo uma boa vida vivida
(Pêra, encantada, reveu o perfil do jovem promissor. Só para se atormentar com o rank do pobre coitado no Lol...)- Oh pobre mocim'...Oh pobre mancebo cansadoOh pobre és e desesperadoOh pobre, então faremos assim:
- Eu com urgência necessitoEu não tenho defesa ou seguroEu tenho má fé e medo do escuroEu procuro um pequeno guardazito.
Sem perguntas que trouxessem má fado, sacou de um capacete e pôs-se logo a postos.
Chegara, por fim, o terceiro, O Mestre, ahm... Mário Ramos.- Oh que bela em pessoa soys!Ao natural, sem ilusõesMesmo encanto e tentações,E vaidade não falta pois.Neste mundo em que somos peõesVivamos não como um mas como doisE que esta rima isso simbolizeE sua magnificência caracterize.
Minha jovem dama dos céusCom honra e sem desleixoMinha benção deixoAos deuses meusE nem que se sacrifique gueixoMas que soltem os meus escarcéusPois nunca me senti tan desejadoE em tua grandiosidade estou atado.
Manel, agora guarda real feito, conjugado pela própria palavra real e tendo assim prometido manter a rainha a salvo, de forma a honrar tal palavra, ou pelo menos achando que assim o fazia, disse:- Para que vindes cavaleiro sovina?Para armar a esperteza?Para tentar alcançar a realeza?Para passar a perna a menina?
Acredites que vejo o sal na águaAcredites que vejo o vinho no pãoAcredites que não te vejo um único tostãoAcredites que te vejo a lhe criar mágoa.
De forma a seguir o direto, mas correto discurso do crente Guarda, disse assim a princesa:- Para que vindes então Cavaleiro?
Espantado por o que achara outrora um espantalho ter ditado uns belos versos, Mário rapidamente respondeu:
- Pois, bem, ahm, público difícil?Venho aqui um engenho meu demonstrarMas primeiro tenho que me certificarQue o guarda aplaudo, mesmo peridócil!Acredito que minha obra venha para ficarE substituir papel, pombo e estêncil,Este promove a comunicaçãoE WhatsApp é o nome que lhe dão.
Vendo a futura rainha com traços de curiosidade, Mário finalizou em estilo:
- A partir desta maquinetaPremir botão aqui,Botão ali,Mensagem para o pai, o filho e a netaFácil para todos, até para um lóquiSem discriminação, de gênero ou pernetaExperimente princesa, cortesia minha(É que para falar mais ninguém eu tinha).
A Princesa encantada, aventurou-se com a traquitana durante horas e horas e ao ver que o jovem inventor ainda se encontrava lá, à espera da sua reação, decidiu agradecer-lhe com um beijo, por lhe oferecer tal presente dos Deuses.Mário pifou. Como se diz em tempos mais futuros, mario.exe stopped working. Mário, que antes se apresentava apenas com intenções artísticas e económicas perante a princesa, viu um universo à sua frente e sempre que ficava sem ar, (ou pelo menos imaginava-se porque teorizara que no espaço não haveria ar), respirava o momento daquele beijo na sua agora rosada bochecha.Numa voz envergonhada e hipnotizada, disse:
- Pode ficar com o produto é uma oferta da casa princesaa aaa aE depois de alguns segundos, despediu-se e partiu, um tomatinho feliz a caminhar sobre o pôr do sol.
-Que farei eu agora meu guarda fiel? Nenhum dos 3 pretendentes foi escolhido... Bem não é tempo para mágoa, amanhã voltamos à seleção! - disse a princesa.
Enquanto isso, Mário voltava para a sua cidade Natal mais rápido que com qualquer cavalo devido a uma das suas mais recentes invenções, botas 'a jato'. Eram na realidade alimentados por uma fonte renovável de...- Finalmente cheguei! Não sabem o que me aconteceu! - disse o inventor.
Após chegar ao destino, tinha parado em casa de uns dos seus melhores mates, Lori e Manchester Kibizan.
- Estava a apresentar aquele meu produto à princesa, o que vos agradou também e ela não só amou como me deu um beijo como forma de agradecimento. Eu, eu acho que há mais que se diga da coisa, depois de amanhã vou ter com ela com outra invenção para continuar o namorisco, agora tenho que ir trabalhar nela mesmo, durmam bemmm!
E assim se despediu. Vendo esta reação e história tão estranha e súbita, Lori disse:
- Ele é bom rapaz.Ambos levantaram os ombros em concordância e continuaram o que estavam a fazer.
No dia seguinte ambos partiram cedinho na demanda para ir ter com a princesa. Chegaram bem mais rápido que o que seria necessário com as botas a jato personalizadas que Mário lhes fizera, que já agora utilizam um material...
- Eeeeeeish - disse Manchester. º
A fila que viam à sua frente de homens e de até várias mulheres, era humanamente impossível, bem em teoria, porque ali estavam. Não estavam interessados na princesa em específico, por isso foram sorrateiramente se aproximando da sua torre. Quando chegaram lá viram a princesa. Parecia cansada e irritada, mas para que é que estava esta gente toda aqui? Eventualmente, a princesa viu-os e avisou Manel para fazer a chamada para o lanche da manhã. A fila rapidamente desfez-se e várias pessoas reuniram-se em tendas ou acampamentos, mantendo civilizadamente a ordem.
- A que devo a vossa presença? - disse a princesa à dupla com quem mantia amizade há vários anos.- Ouvimos falar das tuas triquinices com uma pessoa especial - disse Manchester.- Gostávamos de saber mais - disse Lori, soltando um riso maroto.Confusa, Pêra respondeu?
- Triquinices? De que falam? Na realidade estou com falta de alguém para com quem as fa...
E interrompeu-lhe Lori para perguntar: - Pois, para que é esta fila toda?
Lori, percebendo a confusão da situação na cara da princesa e de Manchester decidiu contar o sucedido à princesa que lhe fez o mesmo.O resto é história, quando Mário soube o sucedido, de ambos os lados, já tinha sido rejeitado pela princesa, quase desprezado por tal difamação da princesa. E após dias de viagem a tentar buscar sabedoria com uma das melhores amigas da princesa, Rainha Vera, acabou ainda mais desolado, pois os conselhos desta tinham sido desistir da situação, para o seu próprio bem.Assim acaba a história, com Mário deitado debaixo duma árvore, a olhar para o sol. Sem emoção, sem pensamento, apenas com uma dor no coração. Não sabia ele que essa dor o motivaria para outras variadíssimas aventuras, milhares na realidade, até ser conhecido como o grande herói de toda a Terra. Mas isso é outra história.Por fim, sabe-se que Lori e Manchester se separaram de Mário, não por se terem zangado, mas apenas puro destino. Mantiveram, no entanto, contacto. Manel até hoje ainda guarda Pereira, mesmo já não se encontrando em sua torre. Após ter encontrado um plebeu cujo nome apenas tem duas letras, Pêra aventurou-se pelo mundo antes de ter de assumir o seu papel como rainha. Felizmente, acabou por encontrar um homem da selva que lhe preencheu o coração e a satisfez de uma vez por todas.Mário continuou sua jornada, com o coração partido e completamente destroçado, mas sem nunca desistir.
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2020.08.02 06:14 Furao_do_mato Os assédios que já sofri na infância (resolvi postar aqui porque outras já postaram)

Mesmo sendo homem, alguns evento que ocorreram na minha infância provocaram muito desgaste emocional em mim, já que, mesmo mais velho, ainda me sinto meio submisso e não me sinto à vontade com coisas supostas de serem masculinas como usar sungas para banho, camisetas regatas em ambientes públicos (mas pode ser gosto pessoal também, sempre achei os africanos e asiáticos cobertos de pano mais estilosos que os surfistas ocidentais) ou mesmo conversar normalmente com homens (não sei direito o que sinto, já que tenho aperto forte no peito e um certo calor quando vou conversar com homens, mas sem vontades românticas ou sexuais envolvidas; o mais provável é que seja mecanismo de defesa).
Vou descrever dois eventos, um menor e outros dois maiores que hoje vejo o quão errado era:
O menor envolve um banheiro no meu antigo colégio. Em um colégio do qual eu fazia parte era muito rígido em questão de horários, já que entre uma aula e outra os alunos tinham um tempo predeterminado para usar o banheiro, só que não era um banheiro único, era uma salinha com um grupo de cabines para aliviar as necessidades. Em que parte entra a sexualidade? uma das cabines tinha um grupo de torneiras que davam para escalar e ver a outra pessoa mijando do outro lado, ou seja, podia ter uma criança vendo sua genitália e gostando da sensação de te vigiar. Isso durou muito? Não, uma vez eu simplesmente me recusei a usar o banheiro nesse horário e fui falar para a professora o motivo, ela ficou tão sem jeito que deixou eu ir e, mesmo não sendo sensitivo, dava para sentir a energia dos meninos sumindo, além de alguns comentários meio homofóbicos vindo das meninas (até da professora) do tipo "olha que estou duvidando da masculinidade de vocês".
O segundo maior ocorreu uns anos depois, mas ainda no fundamental, em que alguns colegas ficavam comentando o tempo todo de sexo, de cada cinco palavras, seis eram mencionando a sexualidade alheia. Era irritante e vergonhoso, eu não podia ver uma mulher de costas que já falavam "Está olhando a bunda dela, né?" (detalhe até hoje em dia eu não consigo sentir atração sexual, apesar de ter o desejo e até querer praticar o ato às vezes). Teve um dia em que a situação ficou tão desgastante que, quando falaram "deixou o lápis cair para ver a calcinha dela, né?" na frente de uma evangélica raiz (usava até saia no lugar da calça do colégio), ela ficou tão furiosa que deu uma dura nos dois e, mesmo que eu dissesse que não tinha nada de mais, ela viu que tinha algo meio errado. Terminei o ensino médio com essa menina e um dos assediadores, mas foi de um modo muito mais pacífico, já que pararam de comentar essas besteiras comigo. Por mais que eu não concorde com algumas percepções sobre a Bíblia como tratar Jesus como duafisista, ao invés de miafisista, eu respeito muito eles por causa disso (depende do tipo também, tem coisa que não dá para perdoar).
O último é mais pesado. Quando minha mãe decidiu montar a loja dela no interior onde nasceu, eu ia toda semana nesse loja e, perto dela haviam vizinhos da minha idade, só eles tinham um modo mais agressivo de expressar a sexualidade eram muito violentos no quesito e aproveitavam o fato de eu ser o "inocente da cidade grande" (que nem é tão grande assim, a população flutuante é de 200 mil) para descarregar essa tensão sobre mim. Eram sempre comentários do tipo "fica pelado para gente" ou "vai ter que mostrar a barra da cueca", mas não sentia que eram gays, bi ou pans, era simplesmente vontade de me humilhar e me afetar emocionalmente para me dominar e, quanto mais faziam esses comentários, mais eu ficava com medo de contar sobre o que os meninos conversavam no quintal da casa. Mesmo não sabendo que era assédio na época, já que achava que violência sexual era "de mulher" (deveria ser de ninguém, mas as estatísticas não são muito favoráveis para o gênero feminino), eu nunca tirei nem a camisa na frente deles, mas ainda era horrível a sensação de ter esse tipo de gente no seu pé por um ano inteiro, mesmo quando não faziam esses comentários.
Não quero conselhos, já que, mesmo me afetando em certo nível, eu vou buscar um psicólogo quando sair da casa de meus pais e ter ajuda mais especializada; mas queria tirar isso do meu peito. Não odeio ninguém, apesar de tudo, mas não é algo que eu quero comentar sobre
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2020.07.29 12:29 rainyxgirl Fui racista e me arrependo disso

Minha história começou quando eu fui pro primeiro ano, indo pra um novo colégio. Chegando la, de primeira fiz algumas boas amizades em potencial — o que era ótimo, pois eu sempre me senti muito sozinha e excluída —, mas como se tudo tivesse bom demais, eu fui colocada numa turma diferente de todo o grupo de amigos que fiz.
Nessa turma em que fiquei, eu sentia que as outras meninas simplesmente não me aceitavam e me excluíam e eu não conseguia me encontrar nos grupos que foram formados lá. Até o fim do ano me sentia sozinha de novo, e me lembro de também sentir bastante olhares me julgando e zoando nas minhas costas — coisa que hoje imagino que tenha sido uma "sugestão" da minha ansiedade, que eu não sabia que tinha na época.
A merda começou quando eu via o tipo de piada que os meninos dessa turma faziam. Zoavam um garoto preto em específico de maneira racista e ele entrava na onda, rindo disso sem se ofender — imagino que pela intimidade, realmente é o tipo de coisa que não consigo descrever sendo branca. Eu vendo a reação dele imaginei então que não era nada demais fazer esse tipo de piada sendo amigo de uma pessoa preta — um engano completamente burro.
Pois bem, no segundo ano eu consegui trocar pra turma desses meus amigos, mas as coisas estavam diferentes. O grupo que conheci já não era o mesmo, quer dizer, a turma inteira era unida, mas uns formaram grupos fixos com outras pessoas. Eu comecei a andar com as meninas que fiz amizade no primeiro dia e tudo foi bem por um tempo, eu finalmente me senti incluída em algum grupo.
E então, seguindo o que eu tinha aprendido na primeira turma, eu comecei a fazer piadas racistas daquele tipo com uma das minhas amigas, que era preta. Infelizmente eu não me recordo ou tenho certeza das coisas que falei, mas aposto que ela não se esqueceu, porque feriu bastante ela. Pouco a pouco elas foram obviamente me excluindo, até chegar no estopim, que foram três tapinhas leves na bochecha dela — que na época eu vi como simples tapinhas, mas ela, obviamente, como uma sobrecarga de desrespeito. Depois disso as 3 pararam de falar comigo e fizeram um mini grupo no whatsapp com outros 2 garotos pra fazerem uma espécie de "linchamento verbal" comigo por isso — coisa que me deixou extremamente culpada e com uma sensação de "eu não merecia tudo isso" por não ter consciência da gravidade do que eu fiz na época, mas sim, eu mereci até mais.
Meses depois disso acontecer eu conheci minha melhor amiga, também preta. Eu contei essa história a ela na época com a visão deturpada de que eu não havia feito algo tão grave, como se eu fosse a vítima da exclusão, e ela sempre me apoiava e defendia desse tipo de coisa, porque não viu a história acontecendo.
Conforme fui ficando mais velha, fui entendendo melhor o que era racismo, a diferença nas vivências entre pessoas pretas e brancas e muita coisa no meu viés mudou. A partir daí eu fui notando que a menina que magoei não teve reações fortes demais, pelo contrário, eu que tinha agido de forma extremamente ofensiva.
Eu contei essa nova versão pra minha melhor amiga essa madrugada e acredito que ela ficou extremamente decepcionada comigo, porque eu não falei a história completa na época e ela me defendeu quando eu fui racista.
Agora me sinto mal por ambas. Depois dessa desconstrução que passei, eu gostaria muito de poder conversar com essa menina que fiz mal e pedir muitas desculpas por absolutamente tudo o que eu fiz, que lembro e não lembro de ter feito. Eu duvido que ela aceite sequer conversar comigo, que dirá me perdoar, e isso me desencoraja bastante — eu sei que preciso assumir meus erros, mas é muito difícil lidar com eles. É difícil ter uma culpa te corroendo dentro de você e não ter onde despejar ela, especialmente porque essa não é a única.
Acho que a visão da minha melhor amiga mudou sobre mim nessa noite — coisa que já aconteceu várias vezes na nossa amizade, porque eu também já fiz muito mal a ela — e isso me dá medo, porque a opinião dela é a mais importante pra mim. Eu me sinto péssima com isso, sequer consegui dormir essa noite pensando em como ela vai estar comigo amanhã.
Eu queria tanto poder consertar cada merda que fiz. Me sinto horrível.
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2020.06.15 22:06 henrrriq Oi luba, turma e outros. Essa é uma história longa de como eu sou um babaca idiota.

Essa história é sobre como eu, Henrique, conheci o meu "amigo" Ferreira (è o sobrenome dele) e como acabei com ela. Então, essa história começou em 2015 eu estava no sexto ano do ensino fundamental era meu segundo ano na escola já que eu e minha família tínhamos nos mudados a alguns anos e eu já tinha estudado em alguma outras escolas da cidade então nesse ano eu não conhecia muita gente pois era muito tímido e chato ( e a maioria dos alunos eram muito bagunceiros) ate que eu conheci Paulo ele também era muito quieto, mais do que eu, aproveitei que ele era parecido comigo fiz logo amizade e apos uns dias descobrir que ele tinha outro amigo o tal do Ferreira ele tinha um porte físico mais forte do que muitas outras crianças da nossa idade e era bem esportivo, me perguntava vezes como eles eram amigos mas logo deixava pra lá, o Ferreira era de outra sala, mas da mesma série, ele era bem inteligente, ate mais do que eu e olha que minhas notas eram só 9 e 10 então comecei a admira lo e me inspirar nele não de uma forma ruim claro, com isso viramos amigos "típicos", coversavamos todos os dias e tal uma amizade normal
Eu tinha esquecido de descrever o Paulo ele é o mais baixo do grupo era mais cheio tinha um black que usa ate hoje e ele é moreno só que mais claro pois quase não sai de casa então ele é meio amarelo.
Com os passar dos anos começamos a falar com outras pessoas que já estudavam conosco como Myrella que foi a única menina a falar com a gente ate o oitavo ano, (se eu não me engano foi nasse ano que eu começei a ser um pouco babaca), esse meu amigo Paulo tinha perdido a mãe a alguns anos antes de nôs conhecemos, ele me contou isso lá na sétima série e eu fiquei preocupado de inicio, mas ele demonstrou que sabia lidar com a perda na época ele foi uma grande inspiração ate hoje pois eu tinha muito medo de perde meus pais pois eles viviam brigando e já tinham se separados algumas vezes, entretanto eles estão juntos hoje com todas as disavenssas ( não sei come s escreve ) e tals, contudo nesse mesmo ano teve o desfile de 7 de setembro que nunca é no 7 de setembro e foi o meu primeiro desfile só que tinha um problema nenhum dos meus amigos queria ir pois achavam chato então dei a louca para convencer um deles para ir comigo ate que fiz o Paulo concordar em ir junto, tudo certo ate o dia, nada demais tinha acontecido, até que começamos a andar e eu tava do lado dele e lembrei de uma piada bem de mau gosto que era assim "qual a diferença do Rexona era sua mãe é que o Rexona nunca te abandona agora a sua mãe não" e sem pensar duas vezes falei para ele e sim eu só me toquei quando já tinha terminado de falar, ele olhou para mim e disse: tá tanto faz, eu fiquei sem palavras não conseguia falar nada nem olhar pra ele e o desfile tinha acabado de começa então fiquei calado todo o tempo e no final disse tchau para ele e fui embora na velocidade da luz com a minha mãe que foi para me ver e que estava me achando extranho por causa da pressa toda e eu dizendo que era só estava cansado, jurava que ele no dia seguinte não falaria mais comigo, mas mesmo assim quando chegou, falei "oi boa tarde" e ele respondeu, eu achei que era só por educação, então os dias foram passando ele continuava falando comigo e eu sempre me culpava por te feito tal coisa e nunca conseguir pedir desculpas, mas sempre fiz de tudo para ele ser feliz e sei que vacilei algumas vezes, mas o que tudo indica é que ele não ficou com mais raiva de mim. Nesse mesmo ano foi quando eu começei a questionar a minha sexualidade (e ate hoje questiono), então no nono ano nosso ultimo ano naquela escola nosso grupo cresceu de três pessoas, eu, Paulo e Ferreira para nove pessoas quais são: Myrella, Rebeca, milla as mais importante para a história, como disse eu estava questionando minha sexualidade e disse para mim mesmo que era bissexual e queria dizer para meus amigos, mais só para Ferreira, Paulo e Myrella já que eramos amigos a mais tempo, então escrevi uma carta esclarecendo tudo para que eles soubessem, mas quando chegou o dia fiquei com medo do que eles iam pensar, fiquei nervoso e segurei o papel a tarde toda ate que na hora do recreio estávamos nós quatro juntos no momento certo para entrega a carta mais fiquei imerso nos meus pensamentos com medo de que eles não me aceitassem, então distraído Myrella pegou o papel da minha mão e perguntou o que era aquilo e eu entrei em Pânico então comecei a gritar "não, não é nada me devolve" rindo muito pois tenho esse probleminha, só que eles acharam que era brincadeira e queriam saber mais ainda o que era então eu desistir e sai correndo não consegui ficar ali, passou o tempo do recreio e tínhamos que voltar para sala e eu estava com muito medo do que ia acontecer então quando entrei na sala todos estavam lá olhando para mim, e a minha cadeira era bem no meio deles todos fui de cabeça baixa, sentei e de cabeça baixa fiquei até que a Mirella veio e perguntou se era verdade, e eu disse que era, já começando a lacrimejar e eles disseram que tá tanto faz e continuaram a serem meus amigos e eu fiquei tão aliviado até que um dia a nossa sala tava sem aula mas ficamos na sala e a Mirella chegou em mim e perguntou se eu gostava de alguém e eu inocentemente disse que não e ela duvidou como as outras pessoas que estavam lá dúvidaram também pois tinha respondido com um tom de mentira (não sei pq) então ela chegou bem perto de mim e perguntou de novo então eu olhei para a sala e vi Ferreira e o encarei, ela percebeu e ficou surpresa e eu confirmei (não sei porque), ela prometeu não contar para ninguém e eu acreditei, contudo com o passar dos meses, Milla me pergunta se é verdade que sou bissexual e se gosto de Ferreira e eu nego tudo e ela diz que eu estou mentindo já que foi Mirella que disse, então eu não consegui arrumar uma boa desculpa e não vi saída até que o prof chega e eu vou para a minha cadeira e fico com raiva de Nutella pois ela prometeu que não ia contar, mas no fundo eu sabia que seria mentira então não liguei muito, porém parecia que eu realmente estava me apaixonando pelo Ferreira naquela época ele era lindo, era forte, era cavalheiro e era super legal comigo até que um dia nós estávamos no recreio e tinha acabado o horário e tínhamos que voltar, mas tinha uma escada gigante (devia ter uns 50 a 60 degraus) e nós não queriamos subir (tinha uma rampa, mas era do outro lado da escola ) então eu falei por falar para Ferreira pra me levar nas costas dele e eu achando que ele ia negar fui subindo normalmente até que Myirella, Milla e Rebeca ficaram pedindo pra ele me levar e ele encurralado disse que sim e eu não estava acreditando que elas fizeram isso mesmo então quando percebi ele estava na minha frente se abaixando pra que eu subisse nele e foi o que eu fiz até que ele pegou nós meus braços e os segurou bem forte fazendo com que eu ficasse encostado nele com o meu nariz bem no seu pescoço fazendo com que eu sentisse seu delicioso cheiro peculiar e tocasse seus cabelos tão sedosos fazendo com que "certas coisas ficassem sem controle e cutucando sua costa, sorte minha que já estávamos na sala e ele me deixou em cima da mesa do professor e agradeci e corri pra meu lugar sem que ninguém percebesse (eu sei que ele sentiu pois ele ficou estranho quando aconteceu) depois disso fiquei querendo dizer que eu gostava dele mas nunca tive coragem até que no fim do ano passado consegui o número dele pois todos foram para escolas e períodos diferentes, então ele perguntou de quem eu gostava (ele pegava o mesmo ônibus que mas sempre estava dormindo ou ele ou eu então quase não nos falamos) pois o pessoal com que eu estava comersando uma amizade sabiam que eu gostava dele e ficavam falando indiretas em voz alto no ônibus para que ele ouvisse e parece que ele tinha ouvido, então eu perguntei se ele não sabia de verdade ele disse que não e eu então falei que era ele e foi daí em diante que eu criei uma ilusão de que ele ia me dá uma chance mas era só coisa da minha cabeça (trouxa) pois ele tinha começado a namorar uma das nossas amigas a Rebeca e eu percebi que fui feito de trouxa por mim mesmo, por causa disso fiquei meio deprê e acabei depositando essa falsa esperança em um outro cara mó nada vê e fui feito de trouxa outra vez por mim mesmo DENOVO, enfim parei de falar com eles e já tinha perdido o contato com todo mundo pois tinham roubado meu celular antigo, mas consegui encontrar com o pessoal com o decorrer do ano mas não era a mesma coisa e eu não liguei já tava nem ai pra isso e então começei a questionar se eu gostava de homens de verdade (e ainda estou questionando), então nesse início de quarentena o Ferreira conseguiu meu número novo e voltamos a nós falar junto com o pessoal do nosso grupo só que não durou muito tempo e paramos de nos falar novamente então fiquei lembrando de tudo, e fiz uma conta falsa e peguei uma foto que ele postou recentemente só de sunga e fiquei falando coisas terríveis para ele como para quem é essa sunga é pra karls para tarls ou para zarls e ele defendeu tanto a mim quanto a todos os outros que eu citei, e eu chingei, e falei coisas terríveis sente ele, e todos até de mim e percebi que eu sou um monstro que só penso no meu lado e que não mereço a amizade de uma pessoa tão boa quanto a dele.
Espero um dia poder contar tudo para ele e me desculpa
Foi isso luba espero que me não me odei
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2020.06.06 06:19 r_trsantiago Eu sou o babaca?

Oi Luba e a porra que está a assistir. Tenho 15 anos e sou carioca (pode fazer sotaque) e vim contar uma história de Am I the Asshole e quero que vc e a turma me julguem.
Eu fui o babaca porque eu sem querer iludi uma garota que gosta de mim?
Conheci a Carls no meu sétimo ano, enquanto ela era do quinto (sou 2 anos mais velho que ela) no transporte escolar. Somos do mesmo condomínio mas provavelmente ela era moradora nova, pq nunca tinha visto ela por lá. Ela sempre foi um pouco antissocial cmg. Passou uns 2 anos e ela começou a gostar de mim por influência de um amigo mais velho. Suspeitava dela ter depressão, ja que por conta de um psicólogo ruim fez ela se afastar de suas amigas do condomínio e ficou apenas em contato com os colegas da escola, tornando ela bem sozinha e fraca psicologicamente. Alguns amigos meus diziam pra eu tentar ficar com ela. Pensando nisso eu comecei a conversar mais com ela, dizendo pra ela reatar as amizades e até deu certo. Conversei mais com ela e eu decidi que não queria namorar por achar ela infantil até demais e por outros motivos que não consigo descrever por texto. Nessa época eu tava ficando sério com uma amiga dela, quando a Carls descobriu, ela provavelmente ficou mt abalada e postou uma foto de uma corda com nó de forca. Eu fiquei maluco e preocupado e conversei com ela. No fim não deu em nada, ela disse que tava tudo bem. No dia seguinte na escola, uma amiga dela leu nossa conversa e começou a me xingar me chamando de escroto e que tava fazendo mal a ela. Fiquei meio mal com isso e decidi que ia abrir o jogo. Como acho ela meio inexperiente no assunto, eu achei que ela queria namorar cmg e eu falei com ela que não queria namoro mas talvez ficássemos. Eu achei que ela tinha ficado triste mas mt pelo contrario ela ficou bastante feliz. Detalhe: isso foi mais ou menos no inicio da quarentena. Só que algo meio louco aconteceu. Eu já tava gostando de uma menina e me declarei pra ela há um tempinho e estamos quase namorando. Esses dias eu descobri que a Carls ainda tá gostando de mim e eu não sei como falar que eu não to solteiro.
Eu to sendo babaca por ainda dar esperança a ela??
– Santiago
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2020.06.04 04:12 MaluFilartiga (Provavelmente) o dia mais inesquecível da minha vida

Olá Luba, editorexxx, possível (quase nunca) convidado e turma que está a ler ou a ver. Lubixco, sou sul mato-grossense, se quiser pode fazer sotaque, é só puxar meio forte o R em palavras tipo porta, portão etc.
Bom, vamos a história: É o seguinte, atualmente eu tenho 13/14 anos (meu aniversário é mês que vem, quero meus parabéns adiantados) e sem dúvida nesse LoNGo TeMPO dE ViDa Ur dUR esse foi o melhor dia (acho), bom fodase. Eu estava no 4º ano quando isso aconteceu, ou seja, eu tinha 9 aninhos, eu fiz ballet por muito tempo, muito mesmo, tipo uns 6 anos, e entrei na turma avançada (na minha escola era contado como o baby quem nunca fez ballet se n me engano, depois Ballet I e II, III e IV, Colibri, Querubim e uns outros lá, n importa) que era o Ballet II, eu nunca havia feito ballet e não sabia de nada, mas sempre tive uma facilidade MUITO grande no Ballet e por isso umas meninas não gostavam de mim ou não iam com a minha cara (acho). Voltando, com 9 anos eu estava no Colibri e a gente tinha aula junto com o Querubim (eram meninas de 14/15 e a gente com 9/10 anos), e lá eu comprei a minha primeira sapatilha de ponta, só que por engano eu comprei a errada só pra variar um pouquinho KK, a nossa deveria ser a Trainee e eu comprei a Box que é a sapatilha com o gesso mais dura e que o Querubim usava. Quando eu cheguei lá eu nem tinha prestado atenção pra mim era só uma sapatilha tlgd, mas a professora fez um escândalo (ela n gostava de mim KKKK), mas eu pensei "a fodase se essa merda n quebrar eu quebro ela na parede mesmo sem tempo irmão" e continuei, só que eu tinha uma coisa que me favorecia demais que era o meu colo do pé (acho melhor vc pesquisar Luba, eu n sei explicar) e no final eu quebrei a minha sapatilha em 1 semana, é rápido pra caralho considerando q eu tinha 9 anos e com uma sapatilha de profissional, então as meninas da minha idade me odiavam KK, e ok. No meio do ano a professora nos falou que tinha nos colocado na lista da Competição Internacional de Dança do Mercosul na Argentina yey uhuul, beleza, e ela escolheu 3 meninas pra fazer um solo lá, duas do Colibri (nosso grupo) e 1 do Querubim, e a coordenadora escolheu uma do Colibri pra fazer um solo, e fui eu. Uma dessas 2 meninas do Colibri era filha da professora, isso é importante lembrae lubixco. A carls filha da professora iria dançar Jazz, a carls que nao era filha da professora ia dançar outra coisa la n lembro, eu ia dançar o clássico e a Carls do Querubim tmb ia dançar classico só que a apresentação era um dia antes da nossa (se n me engano) ok, meus pais me permitiram ir (eles foram junto óbvio, eu tinha 9 anos e tava indo pra Argentina), antes disso eu treinei mto MUITO MESMO, eu tava até sentindo dor no meu pé com a ponta, coisa que não acontecia. Ok chegamos lá, o hotel era PÉSSIMOKKKKKKKK saia água suja do chuveiro da minha amg, e o quarto cheirava mofo mas fodase pq eu tinha 9 anos e tudo tava perfeito. A gente tinha 2 apresentações pra fazer em grupo, Ballet (foi PÉSSIMO) e Jazz (foi pior que o péssimoKK) levamos mta bronca, nivel professora gritar na nossa cara, e 2 dias depois foram os solos, a Carls do Querubim ganhou o 1º lugar no 1º dia de solo, no 2 dia de solo (nosso dia), a Carls filha da professora fez o primeiro solo, a outra Carls fez o outro e eu fui a última, e eu lembro que o meu tema era anjos, ent a minha roupa era TODA branca, ok, pegamos? pegamos! Fui la fazer meu solo TREMENDO e com a pressão que a professora estava fazendo em mim, fui lá, e no finalzinho bem no finalzinho mesmo EU ERRO O TEMPO DA MÚSICA e tive que improvisar, e terminei, ok. Chorei mto pq tinha errado, e na noite/madrugada tivemos a premiação, quando chegaram na categoria "SOLOS" ja eram quase 4 horas da manhã e eu tava morrendo de sono e chorando pq eu sabia q eu n ia ganhar e q as duas carls tinham ido muito melhores q eu e que se algm do nosso grupo ganhasse a premiação as outras duas n ganhariam, (tinham umas 500 pessoas la competindo) e quando eu tava quase dormindo eu ouço a Argentina falando meu nome no microfone e um "3º LUGAR!" MANO sério palavras não conseguem descrever o meu sentimento, até q eu olho pro lado e vejo a minha professora com cara de cu, sentada e parada sem bater palma, fiquei triste mas aquele era o MEU momento e fui pegar a medalha toda feliz, quando tiro a foto e volto as duas Carls vieram me xingar, chegaram falando até que eu deveria morrer, eu comecei a chorar mto e nem vi o final da premiação. Quando fomos discutir sobre a viagem quando chegamos aqui em Campo Grande eu falei que fiquei triste e etc, E A PROFESSORA ME CULPOU DE TUDO QUE ACONTECEU DE ERRADO NA VIAGEM. Mas enfim, isso não tira o meu mérito, eu treinei muito e consegui o prêmio, não era por causa disso que todo mundo tava lá? Ela poderia ter ficado feliz por mim, afinal eu tmb era da equipe dela, mas não, ela ficou putinha pq a filhinha dela não ganhou e teve a necessidade de diminuir uma criança de 9 ANOS pra se sentir melhor. Mas fodase, o que importa é que eu ganhei e se a filha dela não ganhou o problema não é meu. Então foi isso Lubinha, essa foi a minha história feliz/triste/desastre/o caralho a quatro, sei lá. Espero que tenha gostado, se eu achar a medalha eu edito esse post e coloco aqui.
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2020.05.27 20:22 realBB156 "Sou babaca por espalhar o id de uma reunião durante as aulas online?"

Olá Luba, editores, papelões e turma que está a ver, bem essa historia aconteceu durante as aulas online bom durante a quarentena a minha escola decidiu usar como plataforma o zoom, um site bem simples e com pouca segurança bom funcionava assim: o professor mandava o ID da sala e a senha e então era só por isso para entrar, sabendo disso um "amigo" meu cujo nome será Carls também era amigo de todo mundo da minha classe então ele me chamou no whatssap falando : " ei to com saudade de vocês me passa o id e senha da proxima aula para eu entrar falar um oi pro pessoal e ir embora" até ai tudo bem porque os professores iniciavam as aulas 5 min antes para esperar todos os alunos entrarem e então ele começava, sendo assim passei para ele o ID e a senha, mal sabia eu o que ele faria, quando o professor iniciou a reunião entrou 50 pessoas na classe. Obs: na minha classe tem 39 pessoas. Eles entraram com nomes tipo "Shana Berta" e "Paula Tejando" e começaram a tacar músicas funk pesadas e o professor não sabia como tirar as pessoas da sala apos 20 min eles sairam e tivemos aula. No dia seguinte o coordenador manda uma mensagem para sala explicando que o culpado que espalhou a senha teria que ligar para escola e se confessar, eu não ia nem fodendo só que uma menina me chama no Whatsapp e fala "Ei eu sei que foi você confesse e peça desculpas para nossa sala e ligue para o coordenador ou eu mesma irei" nessa hora o meu cu trancou de um jeito que eu não posso descrever, então falei com o Carls a conversa foi a seguinte: -Ei Carls vc falou com a "Luisa" que fui eu? -Sim kkkkkkkk pq? -Ela está me ameaçando mandando eu ligar pro colégio porque você espalhou o ID para amigos seus e mentiu lra mim -Problema seu Nessa hora eu fiquei muito puto, mas eu fiz errado em confiar nele, então liguei pro colégio e acabei tomando uma advertência e quando eu contei pra ele ele riu de mim... Então sou babaca?
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2020.05.02 04:39 brnnoo Uma carta, sei lá

Encontrei isso que fiz há algum tempo, foi pra primeira menina que me apaixonei, mas eu nunca mandei pra ela, só quero saber se alguém tem alguma opiniãoTava assistindo aquele segundo filme da Lara Jean... Não sei se é assim que escreve o nome dela, mas deu vontade de escrever isso pra você _______, e... Merda lkskskk, será que eu nunca vou esquecer você? O que você tem? Eu que sou tão bom com palavras (acho eu) não tenho nenhuma palavra pra descrever você, muito menos o que eu sinto por você kskkkkk puta merda! Eu meio que me divirto pensando em você sjkkk, sei lá eu não consigo explicar, mas é preocupante também, e se eu... Não gostar de mais ninguém além de você, tipo... O quão bosta minha vida seria? Eu realmente não sei, sabe... Na verdade eu acho que é isso que me faz sentir o que eu sinto por você, "não saber" o que passou, ou o que tá acontecendo, ou que vem pela frente, sério skskkk será que amar alguém é mais que isso? Tipo, se for... Pode existir seres humanos tão felizes, seres humanos capazes de ver só as coisas boas que tem no mundo, porque porra, eles acordam com o mundo deles do lado toda manhã tipo, wtf kskskskkkk, como eu sempre digo "isso é uma loucura" kkkkk, será que a gente ainda vai se encontrar? Acho que seria bem estranho depois de tudo que aconteceu, que na verdade pode não ter sido nada pra você, mas pra mim foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida (e são poucas essas coisas kskdkk), é... sobre o fato de eu sempre querer me afastar de você... advinha... é porque EU NÃO SEI lidar com esse sentimento, sério, acho que se eu te ver antes de estar preparado pra tal evento, eu vou desmaiar sksskdkkkk, sei lá começar a tremer, ficar zarolho, já pensou? Ksksksks ia ser engraçado, pra mim você é a pessoa mais linda que eu já vi, nunca, em nenhum momento sequer, vi um único defeito em você, e acho que por mais que eu quisesse ver algum defeito, eu não acharia... Acho que você é a única pessoa que eu diria "Eu te amo!" Mesmo sem saber muito sobre esse sentimento de "amor" mas eu tenho certeza que foi o mais perto que eu cheguei de amar alguém.
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2020.04.10 00:44 CabacinhoBreaker Conto: Carta Para Zeca

Quanto tempo leva para uma reflexão tomar forma dentro do circuito do pensamento emotivo? Emoção é a reação do que afeta direta ou indiretamente o nosso campo de sensores que são vastos, digo isso para todos aqueles que creem no invisível e que salta aos olhos como uma silhueta na escuridão. Está tão perto e tão latente mas, qual a medida para entender tudo isso? A razão é a balança dos aflitos que velejam numa nau à pique.
Zeca observava o mundo de longe certo de que estava antes daquela vírgula da existência, essa que faz refletir, protegido no receptáculo de sua antena parabólica ficava estático ele mesmo, assistia a novela de Rebeca sua vizinha, nascida de dias e com uma mãe desastrada. Batia de lá e de cá seu corpo mas nunca deixando a recém nascida amassar nas portas, embora parecesse que o pai quisesse. Zeca já tinha testemunhado o pai, grande e corpulento, de olhos fundos e nariz perfurante, olhando para a mãe, passava para Rebeca, e parecendo um surto de arrependimento da existência da menina, fechava a porta na cara da mãe. Ela não prestava, e parecia um vegetal, ele era quem dava energia para uma casa toda com seus dedos que pegavam o que queria na sua geladeira fedida; seus pés descalços que descarregavam toda uma tensão da casa, o que Zeca achava engraçado, se pudesse passar a navalha nesse calcanhar invisível da mágoa ele desjuntaria o pé inteiro.
De conversa com ela uma vez Zeca insistiu no motivo de ela estar onde estava, a mãe olhava a menina com uns olhinhos de jabuticaba que dava brilho no canto, daí olhava para o chão e virava o olho para dentro buscando uma saída do que ele não podia evitar, daí lançava a mão parecendo que ia descolar do corpo, mole de lado, dizendo que quem sustentava a casa era ele e Rebeca era uma inspiração de vida! Desse jeito mesmo que saía, ela botava tanta convicção que as palavras vibravam quando saiam de sua boca, a última até parecia uma moeda que estava debaixo da língua e escapou sem querer. Olhei nos olhos dela, rasos.
Agora Zeca insiste em tomar uma dose de verdade todo dia, recolher todas essas moedas que caem dos olhos e das bocas de seus amigos, juntando tudo um dia talvez ele compre a tão sonhada liberdade que ele persegue de dentro de seu barquinho.
“Mandai a faísca de um raio pra me iluminar
Segura pedra na pedreira não deixa rolar
Xangô, Kaô meu pai
Seus filhos bambeiam mas não caem”
Zeca
Carta Para Zeca
Olá meu querido amigo, como você está? Espero que bem.
Eu estava mexendo nuns papéis antigos e reli uma crônica que você me fez 3 anos atrás, lembrei tanto de você esses tempos que resolvi escrever.
Hoje é dia 24 de dezembro e está um calor danado aqui em São Bernardo, me mudei para o Silvina depois de uns dois meses que a Rebeca nasceu e foi uma das melhores coisas que fiz; a casa é bem maior, porém fica bem perto do ponto de ônibus lá na ponta do morro.
Por falar em Rebeca ela não para mais. Anda de um lado pro outro Zeca como se fosse a rainha da casa, pega as panelas e bate tudo no chão. Devaldo nem liga mais depois de comprar a quinta, e eu não faço questão também, ela precisa de brinquedos e eu me viro como posso sabe?
Falando nele, sua crônica foi importantíssima para mim Zeca, você sempre me estimulou a escrever e só fiz isso agora, depois de anos, porque me sinto muito mais segura e motivada. Ainda lembro de cada palavra sua. É claro que é meio desconcertante também, você escreve tão bem e eu não sabia nem articular o que se passava dentro de mim, agora vou te falar, da melhor forma que eu encontrar.
Devaldo parecia que tinha desistido de tudo, aquele jeito turrão e mandão dele de ser passou depois do primeiro ano da nossa filha, eu agradeci muito à Deus, mas ainda faltava alguma coisa sabe? Ele parecia fantasma dentro de casa Zeca, a gente não tinha brigado nem nada e ele me procurava bem pouco para fazer amor, dizia que a rotina do serviço estava acabando com ele mas eu não precisava me preocupar com nada, que focasse na pequena pra ela não ficar que nem as “meninas do pé do morro”. Elas gostam muito de transar Zeca, e com qualquer um que passe no pé do morro, qualquer um; eu já vi elas no mato e não vou nem dizer como porque quero esquecer.
Depois de ver aquilo dei razão pro meu marido, e mesmo ele me tratando um pouco melhor ainda não era o meu ideal, ele foi meu primeiro homem e eu esperava tanto dele, mas seus problemas sempre futucavam nosso lazer; fim de semana tinha um extra no serviço que era imperdível, mais seis horas longe de sua família, o que virou rotina depois de um tempo fazendo isso; pegou confiança e virou o ponta firme na firma que não faltava em nada.
Quanta decpção. Quando Rebeca fez um ano que desastrou tudo, ainda bem que tenho meus amigos lá do morro pra me dar assistência e fumar um né? Quem tem filho fuma também, não me julgue.
Eu acostumei não ter mais a presença dele em casa aos poucos, Rebeca sempre foi bem quieta e não me tomava muito tempo para o cuidado, mas isso porque amo essa menina e nunca me deixou nervosa. O fato é que comecei a me sentir bem sozinha, e carente sabe? Sem nenhum contato. Eu procurava Devaldo e ele nem aí pra mim, até que um dia aconteceu um troço inesperado Zeca, eu tinha mensagens de um crush do ônibus que queria porque queria me conhecer.
Não me julgue por falar o que vou falar. O nome dele era Jonas e disse que queria me conhecer, eu falei que pessoalmente não, mas a conversa foi rolando, eu disse da minha filha e ele me mostrou a dele, uma mulher já de dezesseis anos toda formada, o cara era “velho” e eu tinha vinte. Claro, não mencionei Devaldo pra ele.
Ele me dava toda a assistência que eu estava querendo, perguntava como foi meu dia, me ouvia, e a gente conversava sobre tudo Zeca, só achei uma coisa estranha. A primeira vez que ele me ligou achei super esquisito, sabe aqueles homens que tem a voz bem fina? Era a dele, mas chegava a parecer uma garota em certos momentos. Achei estranho mas foi só impressão.
Jonas não me faltava em nada, ele me fazia sentir como se fosse uma menininha de novo, ás vezes eu até esquecia que tinha um marido em casa Zeca, cheguei até a olhar pro Devaldo pensando nele, nas fotos que me mandava… sinto vergonha disso mas é a verdade. Mas também nunca fui tão fundo assim com ele, por mais que fosse gostoso eu não conhecia ele de fato e não ficava mandando fotos nem nada, mas me deixava num fogo que eu virava um rio.
Depois de uns quatro meses na conversa eu criei coragem e fui atrás dele, chamei para marcar um encontro e liguei né, ele esperava tanto por esse momento que o telefone quase não deu o primeiro toque. “Eu preciso te contar uma coisa antes da gente se ver”. O que era agora já que ele queria tanto? Esperei os trinta segundos mais longos da minha vida até que ele despejou tudo sem ensaio. Eu sou mulher.
Foram só três palavras, mas me deram uma rasteira literal, eu que estava em pé caí sentada no chão da cozinha Zeca, eu não podia acreditar. Fiz muitas perguntas e ela me respondeu todas com muita calma, apesar da minha revolta. Me disse que realmente pegava ônibus comigo e me achou linda, e depois de uma visita no face chamou um amigo dela, o Jonas. Ele fornecia tudo em tempo real, mas nos telefonemas e áudios era ela mesma.
Falei várias vezes pra ela que não gosto da mesma coisa que tenho no meio das pernas, não vejo graça Zeca. Ela ficou super triste, ainda mais quando teve que me passar o telefone do Jonas de verdade, queria pelo menos conhecer o cara que me apaixonei. Já faz um tempo que isso aconteceu e mesmo assim ainda lembro vez ou outra, me enganaram de uma esdruxula e me lembro exatamente como me senti.
Me lembrei de você e tudo que me dizia, tentei descrever o que sentia. Você já passou por isso; você passa uma noite inteira na rua, sozinho e com frio, e encontra um cantinho pra encostar e cochila por lá mesmo até o Sol começar despontar e tocar sua pele, te aquecendo aos poucos até brilhar bem forte e você voltar pra casa. Eu voltei para casa Zeca.
Deixei tudo isso de lado e pesquisei sobre aquilo que você me falava sempre, que a vida é efêmera e é importante viver bem; hoje entendo o que você me dizia. Fui nessa semana também no lugar que recebem os espíritos que você ia, me pediram para ter juízo olha só! Eu não discordei, até gostei da sensação que me trouxe.
Eu comecei a prestar mais atenção em casa depois do que aconteceu, e tive mais coragem para me abrir e falar com Devaldo, ás vezes eu só precisava estimular ele um pouco, e com o tempo ele foi me olhando de outra forma, viu que podia cofiar em mim como parceira; o stress do trabalho até diminuiu e o tempo dele lá também, começamos uma fase tão bonita Zeca. O espaço que ele preenchia com seus dedos agora tinha um toque mais sutil, e mesmo que o hábito ruim de olhar o telefone do outro tinha ido embora fazia um tempo me bateu uma curiosidade. Descobri que ele me traiu duas vezes com a mesma pessoa, ele transou com outra.
Não falamos disso nunca, ele não sabe que sei e eu não guardo rancor, ele se arrependeu nas mensagens com a garota e depois que as coisas melhoraram entre a gente me sinto muito mais feliz. Não vou dizer que o amo, mas me sinto apaixonada por ele cada dia mais, estamos nos descobrindo juntos Zeca. Não vou tomar mais o seu tempo, só queria dizer que o canto que você morava está muito bem iluminado agora.
Ontem o Pepeu me chamou pra fumar lá no escadão e disse que tinha uma surpresa, e que surpresa Zeca! Enquanto a gente fumava olhando pro Montanhão ele começou a iluminar todinho, foi ascendendo de baixo para cima, nunca vi ele tão bonito. O morro agora tem luz na rua.
Não me aguentei, olhei pra cima e comecei chorar quando vi que a Lua se encaixava bem na ponta do morro, parecia até que tinha sentado no campinho de terra; a árvore de natal mais bonita que montaram pra gente meu bem. Pepeu chorou comigo, dava pra ver os bracinhos balançando lá da ponta do morro de alegria.
Você faz falta Zeca, tiraram sua vida tão curta cara, mas como você mesmo diz, a vida é efêmera. Vou guardar sempre no meu coração a lembrança de cada momento e prometo abrir a mente de alguém com o que você me ensinou, e me ensina ainda. Vou queimar essa carta no pé do morro, quem sabe um dia quando você passar por lá veja todas essas palavras na poeira.
Te amo meu amigo.
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2020.03.30 01:53 metsaema identidade cultural e síndrome de vira-lata

isso é um sentimento que eu sempre tive, piorou depois que eu morei fora, mas é algo que eu acho muito difícil de descrever. mas eu me sinto muito mal por não ter uma identidade cultural forte, não ter identificação com nenhum povo e cultura.
eu sou brasileira, e todos os meus avós são europeus ou filhos de europeus, de regiões bem diferentes, tirando uma ou outra comida, ninguém manteve qualquer tradição do país de origem. desde de muito tempo as pessoas comentam que eu tenho cara de gringa, eu sempre me senti meio 'excluída' do brasil porque sempre colocam a identidade brasileira como uma mistura de europeus, indígenas e africanos e eu não tenho dois desses elementos. tem as comunidades de descendentes no brasil, mas eu nunca me senti parte de nenhuma delas uma vez que a minha família é bem misturada e nunca teve esse interesse cultural.
daí quando eu fui fazer intercambio, morei num país pequeno e bem homogêneo, e eu achei muito legal como existe essa conexão com a identidade local, herança ancestral e tudo. a familia do meu namorado faz parte de um movimento de reconstrução das tradições e fé tradicionais, pré-cristianismo, ele cresceu com essa identidade de uma maneira muito forte e eu acho isso muito legal.
as pessoas sempre foram bem receptivas comigo, nunca sofri qualquer tipo de discriminação mas obviamente eu não faço parte daquilo. eu era só uma visitante, e daí eu me sinto mal porque não tinha uma identidade minha, e eu me sentia meio invadindo um lugar que não era meu, isso afeta minha auto-estima, no começo do meu relacionamento eu achava que meu namorado ia me trocar por outro menina só pq eles compartilhavam a mesma cultura, bem ridicula haha
só que por ex. eu super tenho interesse nesse tema, a gente leu junto os textos de mitologia dele e tal mas eu sempre sinto que meu interesse nisso é errado?¿ que as pessoas vão me achar tosca e forçada por querer aprender sobre isso e que eu devia ter minha própria identidade, mas eu não tenho uma! dai eu fico me achando uma americanizada tosca, porque a nossa cultura no sudeste do brasil é super americanizada mesmo, sei lá, me perdi já.
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.02 17:01 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Sexagésima Quinta Semana – Visibilidade Trans

Como estou um pouco atrasada com as páginas do meu diário e não posso deixar o final de semana após o dia da visibilidade trans passar em branco. Deixo-lhe um relato adicional!
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E se eu lhe falasse que o oceano é da cor de vinho escuro? Diria-me louca? Muito provavelmente. Ora, todos sabemos que o mar é azul e não roxo. E se, agora, dissesse-lhe que tal desvairada descrição é a que prevalece na Odisseia? Obra clássica do poeta mais aclamado da antiguidade. Só poderia estar de brincadeira. Infelizmente, não. De fato, muitas línguas antigas, como o grego arcaico, não tinham palavras para o azul.\1]) Mas o que isso significa? Que até poucos séculos atrás não enxergávamos tal cor? Certamente, o céu não passou subitamente a ser azul. Uma mutação tão grande e em tão larga escala? Improvável em tão pouco tempo. Logo, resta apenas a hipótese de que não tínhamos a percepção dessa tonalidade. O motivo sugerido: não termos uma palavra para descrevê-la.
Muito interessante tudo isso, mas o que isso tem a ver com a causa trans? Sobretudo com o dia da visibilidade trans que ocorreu nessa semana que terminou. Continue comigo mais um pouco, que estamos chegando ao ponto. Todo esse prelúdio foi para, a partir de algo tão mundano quanto a definição de uma cor, mostrar que somos seres baseados em linguagem. Ela não apenas nos fornece um meio de comunicação, mas uma forma de perceber o mundo. Assim, se não temos uma palavra para descrever um certo conceito, muito provavelmente não o perceberemos. Precisamos de palavras para decodificar e assim entender a realidade.
Agora, pense-se criança. Em sua mais tenra infância. Por concreteza da elucubração, suponha-se marcado como menino ao nascer. Vestem-lhe com calças e camisetas azuis, mas tudo o que você deseja é um vestido rosa. Presenteiam-lhe com bolas e carrinhos, porém quer mesmo é brincar de boneca. Supõem que você deve ser ativo fisicamente, bruto, quando não violento. Lutas e futebol. Contudo, almeja a delicadeza e a leveza. Quer dançar, cantar, gesticular livremente. Seu corpo antes solto deve ser preso. Não desmunheca! Não balança esse quadril. Não oscila essa voz! Nas festas juninas, pintam-lhe uma barba como a de seu pai. Uma máscara pesada para sufocar-lhe o desejo pelo batom vermelho de sua mãe. Tudo isso dói muito. Mas por que?
Dissonâncias diversas. Entretanto, como discordar? Você nasceu com um pênis entre as pernas. Esse é o seu destino. Tivesse nascido com uma vagina, as coisas seriam diferentes. Mais ao seu gosto. Você não entende. Quer ser diferente. Mas isso é impossível. Só há meninas com vaginas e meninos com pênis. Uma dicotomia que aparentemente lhe colocou do lado errado. Resta-lhe sonhar com o cabelo longo, as orelhas furadas, o vestido e o batom. Uma realidade que nunca será sua. Sabe que não é menino. Sabe que não pode ser uma menina. O que você é, então? Desespero existencial.
Mal sabia que tudo que lhe faltava era uma palavra. Como o azul para descrever o oceano, ansiava pelo termo transgênero. De um súbito a revelação. Um alumbramento perdido em uma noite aparentemente ordinária. Bastava-lhe essa palavra para dar sentido a sua existência. Agora, sabia o que era. Um pequeno passo para começar a longa jornada que um dia salvaria a sua vida.
Precisamos incorporar a palavra transgênero em nossos vocabulários. Torná-la um termo agradável e não um desprezível sinônimo para fetiche, marginalidade, pobreza, falta de perspectiva e prostituição compulsória. Nossas crianças precisam saber que ser trans não é o fim da linha, apenas o começo de uma existência repleta de serenidade. Precisam saber que existem pessoas trans felizes e realizadas: empresárias, modelos, atrizes e professoras. Visibilidade não é apenas lutar pela inclusão e direitos, mas também mostrar que é possível. Inspirar!
[1] https://www.sciencealert.com/humans-didn-t-see-the-colour-blue-until-modern-times-evidence-science
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2019.12.12 06:25 sadhomo649 desabafo de uma sapatão emocionada e carente

descobri que eu gostava de meninas faz uns oito meses (heterosexualidade compulsoria rs) e eu vou ser sincera: eu ainda não to mto bem resolvida com isso... eu sinto que eu ja desconstrui a homofobia interna que eu tinha e realmente gosto pra caralho de gostar de mulher, e tento ter orgulho de quem eu sou todo dia, mas é muito dificil pra mim porque doi muito saber que parte da minha familia não ia gostar de mim se soubesse quem eu sou de verdade...doi saber que eu nunca vou poder levar uma namoradinha pra merendar na casa da minha avó ou pra ficar amiga das minhas primas proximas ou ir pra praia com meus pais (pelo menos não tão cedo...). e pra piorar, eu ainda não tenho quase nenhuma experiência reciproca com meninas e as vezes parece que eu nunca vou ter nenhuma na minha vida pq eu sou pateta demais... literalmente TODO o esteriotipo de "useless lesbian" me descreve pra caralho...
e tudo isso as vezes bate ao mesmo tempo e eu sinto como se eu nunca fosse ser feliz de verdade na minha vida :( eu sei que eu ainda sou muito novinha e que ainda tenho uma vida inteirinha e tento me convencer que eu vou eventualmente encontrar alguem ou algo que eu goste de vdd, mas esse sentimento doe tanto e parece tão real? parece que eu vou ficar me sentindo mal desse jeito pra sempre. sei lá, as vezes eu só queria ficar mais matura ou então ser alguem completamente diferente!!!
to usando minha conta que eu uso pra ver putaria (rs) pq meus amigos conhecem a minha conta verdadeira... não sei qual foi o proposito desse post; mas eu precisava tirar isso do meu peito. Obg se vc leu até aqui....
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2019.12.12 03:11 GrifoCaolho D&D, História, Ensino, e Brasil Colônia

Vocês acabaram de chegar à vila de Engenho Novo, onde foram contratados para resolver uma série de crimes. Ela é pequena e de fundação recente, e sua principal autoridade é um nobre português de nome Dom Bosco. Ele é auxiliado por um padre, que está na vila a mando da Igreja para a conversão dos nativos. Vocês avançam pela estrada de terra batida, observado as casas simples e plantações de cana de açúcar no horizonte. A vila parece estar sem uma única alma viva, mas logo vocês percebem que as casas estão todas vazias devido a algum acontecimento na praça central: parece que toda a população de Engenho Novo está reunida, preocupada, em torno de algo.
Com uma introdução parecida com essa, dei início a uma sessão de RPG (D&D 5E, simplificado) com meus alunos do 6º e 7º Ano do Fundamental II (idades entre 11 e 13 anos). A aventura foi uma adaptação de Moon over Graymoor, uma aventura gratuita para D&D 5E, pensada para convenções e one-shots, com uma particularidade: o foco dela não é o combate, mas a investigação.
As adaptações foram feitas no sentido de tornar Graymoor, um vilarejo medievalesco em Faerun, em uma vila brasileira do começo do século XVII na zona da mata Pernambucana - e tornou-se, então, Engenho Novo. Nobres tornaram-se portugueses, o padre da cidade tornou-se católico, e a população um misto de nativos, escravos, e poucos homens livres.
A criançada usou personagens simplificados, sem preocupação com a classe de cada um, e foi encarregada de descobrir quem era o culpado pelos desaparecimentos em Engenho Novo. Das coisas interessantes que sobressaíram na atividade:
Fiquei contente pra caramba com o resultado: as crianças adoraram a diversão diferente, mataram a curiosidade do RPG, pediram por mais, e guardaram a prevalência da desigualdade no Brasil colonial, a importância do status social, e as inúmeras diferenças entre Europa e Brasil.
Tô ansioso pra desenhar uma aventura mais elaborada e trazer a mesma dinâmica, melhorada, pro ano que vem, sem ter que rodar tanto no improviso uma próxima vez.
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2019.12.11 16:51 SunTzuManyPuppies História: O dia que comi pizza com o Motorhead

Desde pirralho eu curto rock e metal. Tive minha época de “metaleiro”, com cabelo até a bunda e só se vestia de preto, que durou até os 17 anos mais ou menos. O estilo mudou, o cabelo ficou curto pra depois dar lugar à calvície, mas o amor ao rock n roll continua o mesmo.
Tive a chance de ir em vários shows legais, e várias vezes tive a oportunidade de bater um papo com as bandas, que foram desde tirar uma foto rápida com o Dio, até encher a cara no hotel com o Edguy. Essa é uma dessas histórias.
Em 2009 ia ter show do Motorhead aqui em Curitiba. Eu queria muito ir, mas estava sem dinheiro. Já havia visto eles dois anos antes num festival na Alemanha (festival esse que jantei com o Dani Filth e visitei o camarim do Within Temptation – mas isso é outra história), então já estava meio conformado que iria perder a apresentação.
No dia do show, em torno de meio dia, fui visitar uma amiga que morava ao lado de um hotel Radisson. Estava chegando lá a pé, e vi que tinha cerca de 10 a 15 cabeludos vestidos de preto na frente do hotel. Perguntei pra alguém o motivo deles estarem ali. “O Motorhead está hospedado aqui, e vão sair daqui a pouco”. Pensei puxa que legal, vou esperar um pouco ver se bato um papo com eles. 5 minutos depois, sai o Phil Campbell e o Mikkey Dee, e os fãs ali na frente ficaram eufóricos, tiraram fotos, gaguejavam, pegavam autógrafos... e eu fiquei esperando eles atenderem todo mundo. O Lemmy não apareceu.
Quando o Phil ficou sozinho num canto, fui trocar uma ideia com ele. O segredo pra falar com artistas é não se aproximar como fã, e sim como se fosse um alguém qualquer (o que eles são). Cheguei apertando a mão dele “Hi Phil, how are you?”, dei parabéns a ele em relação ao novo álbum, perguntei o que ele estava achando de Curitiba até agora, e mencionei que vi eles em 2007. O fato de eu ter sido alfabetizado em inglês e falar sem sotaque ajuda nessas situações. Não pedi nenhuma foto ou autógrafo, mesmo porque não tinha câmera no celular na época, nem estava carregando caneta ou item pra autografar; queria só trocar uma ideia mesmo. Ficamos uns 10 minutos batendo papo sobre assuntos gerais.
Eu já estava deixando a menina esperando, então falei pra ele que tinha que ir. Ele perguntou “Ok, vejo você no show hoje à noite?” e eu disse que não iria, que estava sem dinheiro.
“O quê? Não, você vai sim.” Ele grita pro assistente/fotógrafo chileno dele que estava do outro lado “Ei, Fulano! Anota aí o nome do Lucas!” ele vira pra mim, “Lucas do quê?”, eu respondo com meu sobrenome, e ele grita de novo pro assistente “Lucas de Tal!”. Puxa, que legal, obrigado! Agradeci, e fui embora.
Chega algumas horas antes do show e vou até o Master Hall, local do show. A fila estava gigante, dando a volta no quarteirão, e eu estava meio cético que ia conseguir entrar, afinal ele não me deu um ingresso nem nada, só anotou meu nome.
Os portões abriram, mas não peguei a fila, fui direto lá na entrada. Perguntei pra um segurança sobre uma lista, ele apontou uma mulher ali na frente. Cheguei todo tímido “oi, ahm, meu nome tá na lista?”. Ela me olha com a maior cara de cu do mundo “Qual lista? Lista dos jornalistas? Dos promoters? Dos patrocinadores?” enquanto folheava uma planilha com centenas de nomes. Quando chega na última folha, no topo da página está escrito “Motorhead Personal Guest List”, com um único nome constando lá: o meu.
Nunca vou esquecer a cara que a mulher fez. Não lembro exatamente o que ela falou, mas foi algo tipo “ahh, então você é diferente”, e começou a me dar uma credencial atrás da outra. “Esse é pra entrada, essa é pro camarote, essa é pra pista vip, esse é pro camarim e esse é pro after party”.
Entrei na casa (sem pegar a fila quilométrica), e assisti o show inteiro do camarote. Fantástico, maravilhoso, sem palavras pra descrever a energia dos caras no palco. Quem viu, viu. Quem não viu, não vai mais ver.
Ao final do show, esperei a casa esvaziar e fui até a entrada do backstage. Estava eu, o Marcelus do Motorocker (que abriu o show) e o Julião da Caveira (líder da torcida Fanáticos e ex-vereador – um lixo que quem é de Curitiba conhece). Nos fizeram aguardar uns 20 minutos e depois liberaram a nossa entrada lá. Quando entro, está o Phil e o Mikkey Dee lá, além de alguns assistentes da banda. O Phil levanta “LUCAS! Olha galera, esse é o Lucas, o cara que eu falei! Porra, que bom que vc veio cara, senta aí!”. O Marcelus e o Julião tiraram umas fotos com a bandeira do Athlético e logo foram embora.
“Você tá com fome cara, pega uma pizza! Quer tomar alguma coisa, whiskey, cerveja?” Peguei um pedaço de pizza e uma coca, e fiquei lá numa roda de conversa com o fotógrafo da banda, o Phil Campbell e com o Mikkey Dee, que saía de 10 em 10 minutos pra ir ao banheiro (por que será? ⚡⚡⚡). Conversamos ali sobre bandas, músicas, ouvi histórias de turnês, fofocas de artistas... por quase uma hora. Admito que abusei um pouco da hospitalidade, o Phil agradeceu de novo minha presença e se retirou. Daí depois disso fui embora. Admito que estava esperando um after party estilo Spinal Tap, mas acho que todos ali já tinham passado dessa idade.
Infelizmente o Lemmy só deu uma passada rápida pela sala onde estávamos, cumprimentou cada um rapidamente “great show Guys”, apertou minha mão, e foi direto pro camarim dele. Compreensível, o cara fez um show destruidor e parecia estar exausto. O Phil me falou que ele precisa ficar um tempo no oxigênio depois dos shows.
Fui embora, ainda meio atordoado com a experiência surreal que tinha passado, e uma das melhores histórias pra contar da minha vida. Não cheguei a tirar nenhuma foto, eu não tinha máquina e meu celular não tinha câmera. De lembrança, ficaram só as credenciais e umas palhetas que ganhei do Phil.
Fiquei na esperança deles voltarem pra tentar encontrar o cara de novo e ver se ele se lembraria de mim (spoiler: não lembraria), mas quando eles vieram em 2015 eu estava fora do país, e pouco depois o Lemmy faleceu.
Talvez depois eu faça uma outra thread contando outros encontros que tive com outros grupos como Gamma Ray, Edguy, Masterplan, Sonata Arctica, Slash, Testament... Mas de todas as bandas que já conheci, Motorhead é a maior, então eles merecem um post só deles!
Credencial e palheta: https://i.imgur.com/A48RpcF.jpg
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2019.12.08 03:04 bldss Desejos proibidos, juventude, relacionamentos e moralidade

Há 3 meses atrás participei de um evento do meu curso no interior do estado, no qual eu conheci uma menina que me chamou muito a atenção, mas imaginei que fosse pela euforia do momento o interesse nela. No entanto, após o evento acabar, voltei pra minha cidade e continuei pensando muito nela e fui procurar ela nas redes sociais, tivemos uma pequena conversa pelo direct do instagram no qual já demonstrávamos interesse uma na outra, mas fiz questão de não dar tanta atenção à esse sentimento, pois vi que ela namorava (com um cara da minha cidade) e eu namoro à 2 anos. Mas, como tudo na vida são ciclos, foi a vez dela vir pra minha cidade pra participar de um evento que o nosso curso promoveu (filosofia), e eu estava envolvida diretamente na organização desse evento, pois eu sabia que o pessoal da cidade dela iria vir, e consequentemente, ela. O evento aconteceu uma semana atrás e deu tudo certo, mas quando acabou a festa de encerramento do evento, o pessoal da universidade se reuniu pra ir pra um bar, e eu fui junto, lá no bar cumprimentei todo mundo e vi que ela estava lá, meu coração TREMEU nessa hora, até aí ok... Depois de um tempo no bar, fui ao banheiro e ela disse que iria comigo, beleza, fui no banheiro e logo depois ela foi. Quando ela entrou no banheiro, ela pediu pra eu esperar ela, pois ela queria falar comigo. Esperei ela e logo fomos conversar,- detalhe, o namorado dela estava no bar junto conosco -, e durante a nossa conversa, comentamos o quanto tínhamos vontade de ficar uma com a outra, mas como namoramos, isso é algo impossível de acontecer. Após essa conversa, fomos embora do bar e eu fui dormir na casa da minha namorada, e como eu tava muito porre, contei pra ela tudo sobre a minha conversa com a menina, ela ficou surpresa e chateada, no dia seguinte brigamos por conta disso... Dias depois, a menina voltou pra cidade dela e começamos a conversar pelas redes sociais sobre o evento e sobre a nossa conversa, e a partir daí, estamos conversando todos os dias, e isso está se tornando algo que eu nem sei descrever mais, pois tenho desejado tanto ela, que percebo que não estou sendo racional como costumo ser. E o que fode isso tudo, é que eu namoro e ela também, e eu não tô conseguindo conter esse desejo, só sinto vontade de beijar ela toda hora pra matar esse desejo constante que ela despertou em mim, mas ao mesmo tempo, não consigo nem pensar em trair minha namorada, pois ela é uma pessoal muito frágil e que já me ajudou em momentos de extrema importância... Mas, há 1 ano atrás ela me traiu com uma menina, mas disse que se arrependeu e praticamente se humilhou pelo meu perdão. E com isso, eu fico confusa, pois perguntei pra ela ontem, se ela deixaria eu ficar com essa menina pra matar logo esse desejo e ela disse que não, pois quando ela ficou com a menina com que ela me traiu, ela não sentia nada por ela. E agora eu não sei o que fazer, sabe? Porque sinto que meu desejo pela menina só vai parar de crescer quando eu vivê-lo, mas ao mesmo tempo, não quero machucar ninguém, nem minha namorada, nem o namorado da menina, que é um cara super legal. Enfim, eu não sei o que fazer. Preciso de ajuda. E eu não consigo parar de pensar nessa menina!!!!!!!!!!!!
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
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PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
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PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
*~*~*~*~
PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
*~*~*~*~
PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2019.05.14 16:43 CuDeAnu Sonho angelical

Bom dia ops. Gostaria de compartilhar meu sonho com vocês de modo que eu não consigo mais parar de pensar nele. Sei que é comum as pessoas (principalmente os homens) sonharem com mulheres, na maioria das vezes de maneira quase pornográfica. Mas desta vez foi tudo diferente. Sonhei que estava deitado no tapete da sala de minha casa, com uma menina do meu lado e que ambos estávamos jogando algo e nos divertindo como nunca antes havia sequer imaginado. A diferença era que ela era dotada de uma beleza angelical e apaixonante, literalmente perfeita. Não consigo descrever sua aparência em palavras visto que eu não consigo lembrar claramente todos os seus detalhes. Cabelos escuros e longos além do rosto fino. Mãos pequenas e delicadas de maneira que casavam muito bem com um anel que usava (não era uma aliança), tão delicada que possibilitava que eu visse, com certa dificuldade, o desenho de suas veias. Não me lembro da cor dos olhos dela, estou há 4 horas tentando recordar. O sonho se resume a brincadeiras e coisas do tipo com total inocência e nenhum grau de malícia, embora conseguia sentir um amor puro emanando de nós dois. No final do sonho nos despedimos e ela disse que logo voltaria. Alguém já teve alguma experiência assim? Fiquei chocado quando acordei de modo que chorei por uns 15 minutos. Gostaria de saber se sou o único que sentiu essa experiência "angelical".
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2019.04.20 12:46 AlulimOfEridu Não seja esse cara, cuckado por 8 anos

Traduzido de: https://old.reddit.com/TheRedPill/comments/b0g0s3/dont_be_this_guy_cucked_for_8_years/
Olá a todos, eu gostaria de compartilhar uma história rápida para todos, eu trombei com um amigo e conforme conversávamos um dos nossos amigos em comum foi mencionado, e ele ainda é uma causa perdida.
Essa estória começa na nona série no ensino fundamental/média dependendo de onde vc mora, então vamos chamar esse cara de "Joe". Conheço esse cara desde a 7a série, e agora eu tenho quase 22 para dar um contexto, então isso é mais ou menos 10 anos. Pra ser honesto o Joe é basicamente um conhecido meu, mas sempre nos demos bem; acontece que eu também tenho um bom amigo chamado "Brad" que também é um bom amigo do Joe. Então na 9a série, uma menina chamada "Marie", que é 2 anos mais nova que a gente e que eu diria ser uma HB6/7 com bons peitos dependendo do seu tipo mas que eu consideraria bonitinha na melhor das hipóteses, foi transferida pra nossa escola.
Deixa eu descrever Brad e Joe rapidinho. Brad tem mais ou menos 1,80m e mais ou menos 86kg eu diria, e no final jogava futebol (americano) e fazia wrestling no ensino médio. Mesmo com 14 anos Brad já é muito maior que basicamente 99% na nossa escola e é simplesmente grande pra caralho simplesmente pela sua genética. Joe, por outro lado, tem mais ou menos 1,65m e mesmo na 7a série já era gordo pra caralho, digo mais de 90kg, então é ruim. Ele é um cara legal mas ele tem um humor auto-depreciativo onde ele faz piadas sobre como ele é gordo e em geral simplesmente age de uma forma meio autista, é difícil descrever mas vc deve entender a essência. Ele sempre foi meio que um beta, onde ele emprestava dinheiro e dava coisas de graça pros outros mas não ganhava nada em retorno exceto pela amizade (?).
Agora Brad sempre foi um player e já é bem sexualmente ativo, então ele age e começa a comer a Marie rapidinho, mesmo na 7a série a Marie já é meio que uma vadia kkkk. Agora como Joe e Brad são basicamente vizinhos, eles já passam um bom tempo na casa do Joe, e como Brad tá "namorando" a Marie, os três passam um bom tempo juntos. Para Joe, foi amor a primeira vista, e ele segura vela para Brad e Marie o tempo todo que eles estão "namorando", além de pagar pelos encontros deles e todo tipo de merda, bem patético na minha opinião.
O Brad só namora/come a Marie por alguns meses e então sai fora bem rápido porque ele nota que Marie é na verdade louca pra caralho e tem um monte de problemas psicológicos e problemas com o pai. Então agora nós estamos no ensino médio e Joe já foi posto na friendzone há um bom tempo mas ainda assim faz questão de passar todo o tempo possível com Marie, que agora está na 8a série, mandando msg e passando tempo com ela quando ele tem tempo, e também segurando vela com Marie e seu novo namorado. Então durante todo o ensino médio, Joe passa tempo com Marie sempre que ele pode, e conforta Marie toda vez que ela termina com o mais novo namorado. Vc vê onde eu quero chegar né?
Fica pior, nesse ponto eu já não vejo mais esse pessoal tanto, nós todos seguimos em frente mas eu tento entrar em contato quando dá. Cerca de 3 anos atrás, eu fui pra casa do Joe para uma festa e depois de algumas horas, era só eu, Brad, um cara aleatório e Joe. Então nós já estávamos bem bêbados a esse ponto e Joe confessa que ele tá segurando vela pra um outro casal, mesmo depois de todas as vezes ao longo desses anos em que nós tentamos intervir pra evitar que ele fosse corneado, ele não consegue evitar se apegar a garotas que já estão namorando. Então a esse ponto ele já segurou vela pra Marie por tipo 5-6 anos, ele arrumou um emprego onde ele fica na friendzone de uma outra guria, e antes dessa guria no novo emprego ele tava na friendzone de novo. Vê o padrão?
Então nós completamos o círculo nessa história onde eu trombo no Brad hoje e nós botamos o assunto em dia. Brad menciona que ele e seus amigos fizeram outra intervenção sobre essa merda sabe lá quantas vezes. Então depois de 2-3 anos sem ouvir do Joe, ele está de novo segurando vela/na friendzone pra Marie, dando carona pra ela e pro novo namorado por aí e comprando coisas pra eles o tempo todo. Joe também terminou a escola e agora tem ainda mais renda extra pra gastar com a Marie.
Que isso seja uma lição senhores, algumas pessoas simplesmente não aprendem. Eu tava caindo de volta no programa Pílula Azul recentemente, mas depois de digitar tudo isso, eu preferiria me matar que terminar como o Joe.
NLNL: Alfa pega, Beta paga.
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